<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880</id><updated>2012-01-15T22:26:30.141-02:00</updated><title type='text'>Catavento e Cotovia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>141</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1878096141859686950</id><published>2012-01-15T22:24:00.001-02:00</published><updated>2012-01-15T22:26:30.154-02:00</updated><title type='text'>Escritor</title><content type='html'>Quando escrever é diversão, prazer, necessidade, desespero de expressão, rotina, casa, rua, no papel, no computador, na mão, ou apenas imaginar as palavras e as frases que descreveriam aquela cena diante dos olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1878096141859686950?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1878096141859686950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1878096141859686950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1878096141859686950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1878096141859686950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2012/01/escritor.html' title='Escritor'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5072940133031076875</id><published>2011-12-18T00:12:00.002-02:00</published><updated>2011-12-18T00:15:31.161-02:00</updated><title type='text'>Até breve Sérgio</title><content type='html'>Hoje amanheci com a triste notícia da morte do Sérgio Britto. O meu dia escureceu em meio a uma manhã ensolarada de céu azul. Eu gostaria de dizer para ele, obrigada. Obrigada pelos ensinamentos, pela generosidade, por me apresentar a cineastas maravilhosos dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Lembro-me de vê-lo passar, cabelos brancos, andar lento, óculos no rosto, sempre simpático, acenando para todos. Nos primeiros dias do meu primeiro estágio na TV E, eu o olhava de longe, pensando na honra que era trabalhar ali, no mesmo lugar que ele. Eu não trabalhava no “Arte com Sérgio Britto”, mas na convivência diária da TV, eu podia observá-lo, meu olhar atravessava a sala, e via-o em sua mesa preparando seus textos, pensando nos temas que seriam abordados e quando nos esbarrávamos nos corredores, ouvia-o falar de arte e de cultura. Durante o primeiro ano que trabalhei na TV não tive coragem de me aproximar mais, abordá-lo e conversar, apesar de ter tido muita vontade de fazê-lo. Simplesmente não sabia o que dizer quando as chances surgiam e deixava o momento passar. Depois de pouco mais de um ano na TV, o programa que eu trabalhava terminou, e acabei indo parar justamente no programa do Sérgio. Lembro-me do dia em que fomos apresentados, e finalmente, a partir daquele momento tive a oportunidade de conhecê-lo. O Sérgio, além de um ator espetacular, era um profundo conhecedor das artes. Nas estantes da sua casa, eram livros e filmes de perder a conta. Durante o tempo que trabalhei com ele pude aprender muito e arrisco dizer que perdermos nosso maior conhecedor de cinema e teatro. Eu já estava há um ano e meio na TV e resolvi tentar coisas diferentes, outros trabalhos, mas guardei um carinho enorme pelo Sérgio, que ficou maior ainda quando, um ano depois, ele aceitou fazer uma participação no meu filme de conclusão de curso, que realizei junto com amigos da faculdade e da TV. Eu não posso dizer fui uma pessoa muito próxima do Sérgio, mas já me orgulho por tê-lo conhecido um pouco. E posso dizer que ele tinha uma maneira simples de ver as coisas, e de levar a vida. Lembro-me do que ele me disse durante a filmagem do curta logo depois de ser abordado por um senhor que passava: “Sabe, Marcela, uma das melhores coisas de ser ator é que as pessoas se sentem à vontade para se aproximarem e falarem com você. E isso é maravilhoso!”. Escrevo esse texto, Sérgio, para te agradecer. Agradecer pela oportunidade, pelos ensinamentos e pela generosidade, pois você, um grande ator, ajudou uma equipe de jovens começando carreira a fazer um filme, sem cobrar nada por isso e se divertindo no dia das filmagens. E ainda contribuiu na divulgação depois que o curta estava pronto fazendo uma matéria no seu programa. Podem se passar muitos anos, eu não vou esquecer isso, pois esse é um pedaço lindo da minha vida, do qual você faz parte. Muito obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5072940133031076875?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5072940133031076875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5072940133031076875&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5072940133031076875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5072940133031076875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2011/12/ate-breve-sergio.html' title='Até breve Sérgio'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7693352625992938484</id><published>2011-11-11T00:03:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T00:05:16.996-02:00</updated><title type='text'>Sobre tudo e sobre nada</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;De repente liguei o rádio e um rock, de outros tempos, encheu a sala. E mais do que o corpo que se balançou junto quase involuntariamente, teve a catarse que explodiu em silêncio num lugar mais profundo que a alma, em um lugar inominado. Lugar conhecido e reconhecido, aquecido pela música e desperto depois de um longo período adormecido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;O que há além da lua cheia que se exibe e da folha seca partida? Partida em muitos pedaços que de tão despedaçados se tornam poeira soprada para longe. A matéria se transforma. Nos momentos em que a inércia permanece fica tudo imutável até que numa topada você cai no chão e ao se levantar, nada mais é como antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Foi há muito tempo? Talvez não. Mas algumas vezes poucos dias se transmutam em eternidade. Outras vezes palavras não são necessárias e os olhos falam muito mais por nós do que conseguimos articular, juntar voz, vontade, coragem e concretizar frases para dizer o óbvio. Para quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Quando falta quietude e sobra angústia e ansiedade os instantes aleatórios ao longo do dia são preenchidos com pensamentos saborosos.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7693352625992938484?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7693352625992938484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7693352625992938484&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7693352625992938484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7693352625992938484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2011/11/sobre-tudo-e-sobre-nada.html' title='Sobre tudo e sobre nada'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1674642297555467020</id><published>2011-06-14T18:35:00.001-03:00</published><updated>2011-06-14T18:35:56.901-03:00</updated><title type='text'>Balada triste</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Por enquanto, o tempo chora,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vazio, perdido, a espera&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já houve outro tempo, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que era pressa,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Inusitado rir, alegre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que cobria a sala,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cheia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como um cobertor &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na noite fria&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Como se existissem pés, &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quentes,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Envolvendo outros&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Frios.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Com a brandura da certeza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que se dissipou,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Aos poucos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O tempo hoje&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É dúvida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1674642297555467020?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1674642297555467020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1674642297555467020&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1674642297555467020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1674642297555467020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2011/06/balada-triste.html' title='Balada triste'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3572764516232580619</id><published>2011-01-18T18:05:00.002-02:00</published><updated>2011-01-18T18:11:04.064-02:00</updated><title type='text'>emaranhados semi-lúcidos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, finalmente, acordei sem o cheiro do álcool. Não me mexi, apenas o movimento das pálpebras, que se abriam e fechavam, sonolentas. Aproveitei para te admirar na penumbra antes de abrir as persianas. Teu sono devia te levar para um lugar bom, que de leve um sorriso te estampava o rosto. Evitei abrir as janelas para que o dia não escancarasse a verdade que se escondia entre mim, os lençóis e você... Me dei mais um instante de mentira. Há muito tempo não acordávamos assim, numa manhã sem ressaca, sem que tudo se transformasse numa confusa consequência de etílicos da noite passada, da qual raramente nos lembrávamos. A sobriedade sempre me fez pensar demais. Ficavam as perguntas me bombardeando e um céu pesado sobre minha cabeça. Resolvi sair à procura de uma cerveja na geladeira, a derradeira se encontrava atrás de uns vidros sem água, gelando o vazio. O estalo que a latinha fez ao abrir foi melhor que o primeiro gole. Quando o líquido esfriou meu corpo e se aconchegou a calma, sentei-me para ler o jornal. As tragédias do mundo não me espantaram o suficiente, e logo me desinteressei. Parti para um lugar longe sem sair da cadeira. Alguém te conhece mais do que eu? Se um dia me encontrar com o destino vou perguntar por que cruzou nossos caminhos. Cansei de astrologia, não quero mais saber da posição dos planetas, nem das casas do zodíaco. Você mente! A questão é: quando me olha, ou quando fala? Não gosto de me distanciar das pessoas, mas, às vezes, acontece. Você acordou e ficou de pé perto do beiral da porta me olhando enquanto fumava um cigarro, enquanto eu terminava a minha cerveja. Esperávamos pra ver quem quebrava o silêncio e a primeira palavra. Percebi que rabiscava no jornal: “Do que você tem medo?” Na maior parte do tempo eu não sei pra onde vou. Mas sempre chego a algum lugar. Você me deu bom dia e roubou o último gole quente da cerveja, bebeu feito leite, e sorriu antes de se sentar na minha frente e pegar também o jornal.Tenho mania de escrever por metáforas, desculpe, não posso evitar, é o meu jeito de falar para dentro.   Eu já fui tantas e sei que nunca mais vou ser nenhuma delas. Alguma coisa já havia se perdido no caminho, uma peça que se soltou da engrenagem e ficou pela estrada, tomando chuva. Tenho a sensação de que a perda é irrecuperável. Às vezes já nem sei mais quem sou. Eu não voltei para procurar nada. Não olhei para trás. O que restou foi continuar andando. E no final percebi, que medo, temos todos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3572764516232580619?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3572764516232580619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3572764516232580619&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3572764516232580619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3572764516232580619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2011/01/emaranhados-semi-lucidos.html' title='emaranhados semi-lúcidos'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8965589808745480092</id><published>2010-12-11T00:29:00.002-02:00</published><updated>2010-12-11T00:31:36.062-02:00</updated><title type='text'>Poetando...</title><content type='html'>Então fez-se a poesia,&lt;br /&gt;para que as pessoas&lt;br /&gt;pudessem captar &lt;br /&gt;orgasmo&lt;br /&gt;da combinação&lt;br /&gt;inexplicável&lt;br /&gt;de palavras comuns.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8965589808745480092?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8965589808745480092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8965589808745480092&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8965589808745480092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8965589808745480092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/12/poetando.html' title='Poetando...'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8099307674638993983</id><published>2010-11-02T03:20:00.001-02:00</published><updated>2010-11-02T03:48:43.704-02:00</updated><title type='text'>Preciso me lembrar de não tomar café</title><content type='html'>Preciso me lembrar de não tomar café amanhã. Estou naquele maldito período que a insônia vem, toda noite. Meu corpo se engana com o cansaço e com o adiantado da hora e eu me iludo achando que vou dormir, deito na cama e nada. É ansiedade, tenho certeza. Espero entrar madrugada e sentir o sono bater nas pálpebras, mas nem assim. O que acontece agora é fruto de abstinência da escrita, não posso ficar muito tempo desse jeito. Escrever é mais que prazer, é necessidade. Se não tiro as palavras aqui de dentro, elas ficam em colisão constante com a minha parede craniana. Arquitetam planos malignos para escaparem de alguma forma. É insuportável, elas sempre me vencem, essas bandidas. E cá estão elas felizes e saltitantes na página. Voilà! E se por um acaso tento ir contra esse impulso posso ficar deitada criando textos e histórias, e de repente, vejo o dia amanhecer. Tão natural que, às vezes, nem percebo, ou só me dou conta muito depois. O melhor remédio é não lutar, aceitar o fardo e despejar logo de uma vez. Quase sempre funciona. Já os cachorros, quando encostam em qualquer canto e fecham os olhos, imediatamente estão nos braços de Morfeu. Ouvi dizer que não sabem lidar com tempo ocioso, e por isso se não estão fazendo alguma coisa, dormem, simples assim. Sorte deles. Quanto a mim, qualquer ansiedade me tira do eixo, eu perco o sono. E me questiono, me questiono muito, ultimamente mais, devido à insônia, muito tempo comigo mesma. Com 25 anos, será que eu sei alguma coisa da vida? O engraçado é que com 20 eu tinha certeza que sabia tudo. Com 21 achei que a vida podia ser uma caixinha de surpresas. Com 22 vi que podia ser amarga. Com 23 achei que sabia pelo menos o rumo que eu dar na minha. Com 24 achei que era melhor não achar nada, e talvez nem pensar muito a respeito. E agora com 25, o que eu posso dizer?... Só sei que nada sei. Ponto final que preciso dormir. E que as palavras se dêem por satisfeitas agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8099307674638993983?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8099307674638993983/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8099307674638993983&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8099307674638993983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8099307674638993983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/11/preciso-me-lembrar-de-nao-tomar-cafe.html' title='Preciso me lembrar de não tomar café'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8479483159695382049</id><published>2010-10-17T02:45:00.002-02:00</published><updated>2010-10-17T02:56:58.079-02:00</updated><title type='text'>Espiando pela fresta</title><content type='html'>é o destino que brinca&lt;br /&gt;troca as casas, gira o pião&lt;br /&gt;lança os dados&lt;br /&gt;e como se não bastasse chacoalha tudo&lt;br /&gt;pra ver como é que fica&lt;br /&gt;onde param as peças&lt;br /&gt;de longe&lt;br /&gt;ri como criança matreira&lt;br /&gt;escondida a observar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8479483159695382049?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8479483159695382049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8479483159695382049&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8479483159695382049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8479483159695382049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/10/espiando-pela-fresta.html' title='Espiando pela fresta'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7161988618658630218</id><published>2010-09-18T02:03:00.003-03:00</published><updated>2010-09-18T02:18:00.703-03:00</updated><title type='text'>Um passeio no campo mental</title><content type='html'>O “quando” que empurra! &lt;br /&gt;Na tentativa de encontrar o que? &lt;br /&gt;Não sei &lt;br /&gt;se está em algum lugar.&lt;br /&gt;Para dizer que é amor, &lt;br /&gt;levaria muito mais &lt;br /&gt;do que o tempo de algumas palavras.&lt;br /&gt;Para compreender, &lt;br /&gt;necessitaria muito além &lt;br /&gt;de romances ligeiros e paixões truncadas.&lt;br /&gt;Se espera.&lt;br /&gt;Vai que lá fora faz um dia lindo!&lt;br /&gt;E o sol que te bate no rosto &lt;br /&gt;te esquenta por dentro.&lt;br /&gt;Vai e corre, porque a rua é vazia de manhã&lt;br /&gt;e é sua.&lt;br /&gt;Por acaso nesse momento &lt;br /&gt;é possível contemplar, logo ali, o que falta. &lt;br /&gt;E decidir se continuar a correr&lt;br /&gt;é o caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7161988618658630218?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7161988618658630218/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7161988618658630218&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7161988618658630218'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7161988618658630218'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/09/um-passeio-no-campo-mental.html' title='Um passeio no campo mental'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6104404899147058725</id><published>2010-09-01T00:15:00.000-03:00</published><updated>2010-09-01T00:16:37.937-03:00</updated><title type='text'>é desconcertante rever um grande amor</title><content type='html'>Sei lá. Foi isso o que Maysa disse quando Edu perguntou-lhe sobre a vida. E com a resposta evasiva, Edu foi-se pelo ônibus, com os fones de ouvido, com trilha sonora de Tom Jobim e paisagem de mar pela janela. E com aquela pouca informação a martelar na cabeça, e também com a imagem da expressão que logo em seguida tomou os olhos verdes, desconfiados, de Maysa. O leve apertar de olhos talvez significasse mais do que as palavras. E assim seguiu o caminho que as rodas apressadas traçavam, mas não ele, Edu simplesmente não estava ali.&lt;br /&gt;Era muito além da pergunta, e Maysa sabia disso. Ela também queria falar muito mais. Sorriu ao avistar Edu do outro lado da rua. Pensou em atravessar, mas logo que a viu, Edu não pestanejou e foi encontrar com ela. Eles se reconheciam de longe. Eu ia te ligar, ele disse. Ela também tinha pensado nisso, mas a vida anda muito corrida. Ela estava feliz com a coincidência, mas estava atrasada, infelizmente. O sorriso dele se desfez, sem pudor de retornar à realidade. O sorriso dela saiu amarelo.&lt;br /&gt;Falando de amor, sem exceção, Edu falava em Maysa. Mas ela nunca soube disso, é claro. Ela achava melhor não dizer nada quando esse assunto surgia, não tinha certeza se já tinha sido apresentada a tal sentimento. Mas em alguma ocasião a imagem de Edu lhe brotou na cabeça bem nesse momento, ela não soube explicar. Edu e Maysa não deram certo. Simples assim. Não houve briga feia, nem discussão que levasse a pratos quebrados. Nada demais. Um dia, descobriram que não eram feitos um para o outro. E foi isso.&lt;br /&gt;Mais de um ano que não se viam, e pouco depois do meio dia, se esbarraram na rua. Como dois estranhos. Por pouco não passaram um pelo outro sem trocarem meia dúzia de frases. Por pouco não foram dois estranhos. Confirmaram telefones que já existiam na agenda. Se separaram com a promessa de se encontrarem em breve, cada um para um lado. Maysa não sabia definir o sentimento que lhe tomou logo depois. Edu não conseguiu tirar Maysa da cabeça o resto do dia.&lt;br /&gt;Tanto ele, como ela, não sabiam se valia a pena ligar. Se deveriam marcar de se encontrarem, de se verem. Se teriam assunto, se ainda sentiam tesão um pelo outro. Se teriam a ver um com o outro, se ainda se divertiriam como antes. Se o beijo teria o mesmo gosto. Se retomar qualquer coisa seria maravilhoso, ou uma decepção. Os dois tinham sido um dia Edu e Maysa. Agora um era Edu e outra Maysa. Como vai a vida? Ele perguntou. Como a resposta era grande demais para ser resumida, ela não soube o que dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6104404899147058725?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6104404899147058725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6104404899147058725&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6104404899147058725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6104404899147058725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/09/e-desconcertante-rever-um-grande-amor.html' title='é desconcertante rever um grande amor'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8534928243504835864</id><published>2010-07-25T02:00:00.004-03:00</published><updated>2010-07-25T02:11:30.147-03:00</updated><title type='text'>Pequeno questionamento cotidiano</title><content type='html'>No meio da Era digital, onde anda o mistério?&lt;br /&gt;Tudo muito rápido. Um clique é o tempo.&lt;br /&gt;O tempo de se apreciar o tempo passar &lt;br /&gt;Olhar a paisagem se perdeu na falta de tempo a perder&lt;br /&gt;Piscar pode ser um perigo &lt;br /&gt;quando a vida passa rápido diante dos olhos&lt;br /&gt;Algumas vezes te atropela e te mata&lt;br /&gt;Existe o excesso de informação, de lixo eletrônico, de poluição&lt;br /&gt;A neblina é fumaça de carro pela manhã &lt;br /&gt;O ser humano é o único animal &lt;br /&gt;que destrói o próprio meio de sobrevivência&lt;br /&gt;E não nega, mas a culpa é dos fenômenos climáticos inesperados&lt;br /&gt;A chuva mais que alaga, derruba tudo, desaba casa, vira lama &lt;br /&gt;O estresse é a doença e a explicação da última década&lt;br /&gt;Puta vida sem graça, sô!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8534928243504835864?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8534928243504835864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8534928243504835864&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8534928243504835864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8534928243504835864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/07/pequeno-questionamento-cotidiano.html' title='Pequeno questionamento cotidiano'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-9011462433643561189</id><published>2010-07-08T18:20:00.005-03:00</published><updated>2010-07-08T19:06:17.092-03:00</updated><title type='text'>Antônio, o astronauta</title><content type='html'>Se Antônio pudesse escolher entre todas as profissões do mundo, sem sombra de dúvida, aos sete anos, teria inadvertidamente escolhido ser astronauta. E o pequeno aspirante a errante vagante dos céus, entre cometas, estrelas cadentes, planetas de anéis, se daria por satisfeito em explorar por tempo indeterminado, aquela imensidão. Antônio então passava horas e se pudesse dias e noites inteiras, com o pescoço dobrado para cima, deixando a vista alcançar longe e se perder no meio de tanta imaginação e sonho. Antônio era um menino incomum, não sabia diferenciar, na maioria das vezes, a invenção da realidade. E achava que os outros que viviam apenas para brincar de bola, pique-pega, esconde-esconde, e corre pra lá, e corre pra cá, não sabiam enxergar além do que tocassem os olhos e por isso, não o compreendiam. Mas Antônio sim sabia se divertir, e ficava cada vez melhor em identificar constelações, diferenciar planetas de estrelas e vislumbrar crateras na lua. E o maior presente que podia ganhar na vida, veio do pai, que achava graça na excentricidade do filho. Toninho ganhou de aniversário uma luneta. A partir desse momento, tudo passou a ser Antônio e a luneta. Dois companheiros inseparáveis. E enquanto os meninos da rua tinham bichinhos de estimação, Maria tinha uma tartaruga, Camila tinha uma gatinha e Beto tinha um cachorro, Antônio por sua vez, tinha uma luneta. E como não podia deixar de ser, o menino a batizou com o apelido carinhoso de Lu. Como se embarcasse numa nave espacial, Antônio deitava na grana, apertava a luneta contra um dos olhos, fechava o outro e viajava por todo aquele universo, que como um manto preto cheio de furinhos, cobria o quintal e a casa. Antônio achava a felicidade simples. Ele achava a felicidade em cada ponto brilhante, em cada cometa rasgante, no azul do céu, na escuridão da noite, no calor que apenas o sol conseguia imprimir na pele. Sem saber, Antônio já se tornara um astronauta. E como viajava pelo espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-9011462433643561189?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/9011462433643561189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=9011462433643561189&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9011462433643561189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9011462433643561189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/07/antonio-o-astronauta.html' title='Antônio, o astronauta'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8375506891698006803</id><published>2010-06-29T01:14:00.003-03:00</published><updated>2010-06-29T01:21:05.357-03:00</updated><title type='text'>Palavra sem tradução</title><content type='html'>A saudade é um sentimento &lt;br /&gt;que me tira o sono&lt;br /&gt;Esmaga a alma &lt;br /&gt;como pisada de elefante&lt;br /&gt;Me faz querer criar remédio &lt;br /&gt;para males irremediáveis&lt;br /&gt;E mostra que o Tempo &lt;br /&gt;é um juiz implacável &lt;br /&gt;que não olha para trás &lt;br /&gt;e jamais se esquece de alguém&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8375506891698006803?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8375506891698006803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8375506891698006803&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8375506891698006803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8375506891698006803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/06/palavra-sem-traducao.html' title='Palavra sem tradução'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6697850873446358115</id><published>2010-05-30T03:49:00.005-03:00</published><updated>2010-05-30T03:52:57.534-03:00</updated><title type='text'>Das coisas para se lembrar - Diná</title><content type='html'>Diná sempre foi muito além de, simplesmente, Diná. Era mulher de mil facetas, cada uma mais bela. Sabia ser elegante que só, bastava um salto alto para que atravessasse qualquer corredor como uma diva. Diná não tinha idade, possuía a sabedoria. Podia pensar com a jovialidade matreira dos vinte e verdes anos, ao mesmo tempo em que se permitia ser a mulher madura de cinqüenta. Diná nunca foi rica, mas sabia ser feliz à toa. E com um sorriso te prendia com os olhos, e no final da noite a atenção da festa era toda dela. Diná era a amiga querida, a mãe zelosa, a filha adorada, a irmã preferida e como esposa, a eterna amante. Era família em primeira instância e que aí se incluíssem também os amigos mais chegados, que visitavam com freqüência para um cafezinho com biscoito que desmanchava na boca. Entre as coisas que Diná sabia fazer melhor: o café, definitivamente o café; uma cama com lençol bem esticadinho (e que o diminutivo aqui dê a idéia de nenhuma ruga sequer); dirigir para todos os lados; montar quebra-cabeças; distribuir conselhos amorosos; e completar as palavras cruzadas do jornal. Mas, sem dúvida, não houve nada que Diná tenha aprendido melhor do que amar. Diná sabia amar. E como! Desde pequenina. Diná amou primeiro a vida, assim logo que botou os olhos nela. Depois amou os pais, os irmãos, os avós, os tios, os primos, as professoras, as colegas da escola, os amigos da rua, os animais de estimação, as plantas no quintal, amou o céu e absolutamente tudo que coubesse no seu pequeno mundo. Um pouco mais tarde, descobriu que o amor podia ter outras caras, e experimentou a paixão. Se apaixonou pelo mar. Mais ou menos, como se apaixonou aos quinze anos por Omar.  E poucos meses depois veio a perceber que esse sentimento podia ser por demais passageiro. E Diná foi casar-se e amar verdadeiramente, Fausto. E por Fausto se apaixonava todos os dias pela manhã. Diná teve três filhos, Marcos, Loreta e Aloísio. Diferença pouca de idade e nos primeiros anos teve que se desdobrar para dar conta. Uma eterna batalha para fazer os filhos crescerem com saúde, estudarem nas melhores escolas, depois ingressarem numa faculdade, para então formados e estabelecidos, saírem de casa para constituir família. Porém, pensando nisso, depois de tudo, parecia que tinha passado tão rápido que era com um suspiro de saudade que lembrava. De repente, voltou a ser ela e Fausto.  E, só os dois naquela casa grande, deixava um gosto de vazio e um silêncio constante. Mal podia esperar pelos netos, que vieram sem demora, bendito seja! E encheram a casa com toda a balbúrdia necessária para a alegria tornar a morar. Não mais que duas décadas depois, os netos também cresceram. E mais um par de anos corridos, Fausto se deitou uma noite, para não acordar mais. Diná insistia em não deixar a casa. Cada cantinho era memória imortalizada em matéria. Mas Diná estava mais sozinha do que nunca, andava acompanhada pelo passado, que impregnava também os quartos, a sala e o corrimão da escada. Não era menos feliz, porque se sentia completa, como uma garrafa cheia de água, que deixa um pouco transbordar. Não faltava nada, a não ser a tampa. E que não viesse o neto com aquela historia de computador, não queria nem saber, que era coisa de outro mundo. E quando a neta telefonou para contar a novidade, estava grávida, e imagine só, de gêmeos! Diná desligou o telefone com o olhar perdido em qualquer coisa que não se via. É, não cansava de se admirar com as surpresas da vida, uma beleza! Fechou os olhos, satisfeita, e com a sensação de dever cumprido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6697850873446358115?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6697850873446358115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6697850873446358115&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6697850873446358115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6697850873446358115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/05/das-coisas-para-se-lembrar-dina.html' title='Das coisas para se lembrar - Diná'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-9199789155943854683</id><published>2010-04-30T19:06:00.003-03:00</published><updated>2010-04-30T19:14:37.223-03:00</updated><title type='text'>Do Mato</title><content type='html'>Qual laranja madura&lt;br /&gt;Sob sol de meio-dia.&lt;br /&gt;Tentação de subir no pé&lt;br /&gt;E apanhá-la com as mãos.&lt;br /&gt;Que nessa terra dá fruta&lt;br /&gt;De todo tipo.&lt;br /&gt;E até o bicho é a goiaba,&lt;br /&gt;E arrastada é a tarde.&lt;br /&gt;Na sombra do cajueiro,&lt;br /&gt;Se tira a sesta de domingo.&lt;br /&gt;Embriagando-se do ar&lt;br /&gt;Que noutro lugar nem tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-9199789155943854683?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/9199789155943854683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=9199789155943854683&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9199789155943854683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9199789155943854683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/04/do-mato.html' title='Do Mato'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-374338612906198169</id><published>2010-03-26T16:47:00.003-03:00</published><updated>2010-03-26T16:51:54.079-03:00</updated><title type='text'>Busca</title><content type='html'>O quando...&lt;br /&gt;O onde...&lt;br /&gt;Jamais ter que esperar para ver.&lt;br /&gt;A felicidade mora embutida, com o armário.&lt;br /&gt;No fundo...&lt;br /&gt;Basta abrir uma porta.&lt;br /&gt;Basta abrir a porta.&lt;br /&gt;Certa.&lt;br /&gt;Que expande.&lt;br /&gt;Como a luz do sol a manchar o dia.&lt;br /&gt;Quando nasce.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-374338612906198169?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/374338612906198169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=374338612906198169&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/374338612906198169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/374338612906198169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/03/busca.html' title='Busca'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6088304977470365154</id><published>2010-03-21T02:05:00.002-03:00</published><updated>2010-03-21T02:13:30.536-03:00</updated><title type='text'>Dia Dezoito</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Entre lembranças desconstruo a verdade que arde,&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;latente, peito adentro. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E mais aprofundo ainda, se for esse o caso,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;para buscar-te.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Por serem tortos muitos caminhos, e pela saudade&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;incontentável,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;que bate, assopra, mas não cala,  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;jamais cala,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;te rogo em pensamento, tua imagem,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;tua voz, teu colo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A segurança de ter-te presente, de saber-te meu,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;parte, todo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Amor em pura essência.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Porque amei-te como deveria,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;E como me amou...&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Se hei de acreditar na eternidade,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;é na eternidade do sentimento.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Dia dezoito era teu aniversário,  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e desejei escrever-te um poema.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Não consegui.  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Escrever algumas vezes me dói,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;tal qual uma adaga que atravessasse o peito.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas de olhos fechados pensei em ti,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;e torci para que o pensamento pudesse ir além&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;de todas as barreiras racionais e intransponíveis&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;para alcançar-te levando o meu abraço,&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;apertado (e respiro fundo antes de reiterar)&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;muito apertado.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6088304977470365154?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6088304977470365154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6088304977470365154&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6088304977470365154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6088304977470365154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/03/dia-dezoito.html' title='Dia Dezoito'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7403705483423927144</id><published>2010-02-24T21:35:00.002-03:00</published><updated>2010-02-24T21:40:18.675-03:00</updated><title type='text'>Alice</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/S4XG5ze2HmI/AAAAAAAAALI/obRfV2jgo7Q/s1600-h/alice.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441974421121539682" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/S4XG5ze2HmI/AAAAAAAAALI/obRfV2jgo7Q/s320/alice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Alice não pensou que seria diferente, do outro lado tudo parecia exatamente igual. Os objetos, como também ela, talvez estivessem um pouco invertidos, e aquele relógio mais ao canto, poderia dizer que ensaiava derreter-se e escorrer pela parede branca. Mas de resto, o perigo que representava era o mesmo: a familiaridade do ambiente conhecido. E tão logo enfadou-se da calma entediante daquela tarde ensolarada, resolveu, primeiro arriscar uma das mãos, e ver se a passagem imaginada era de fato uma possibilidade. E o braço ficou dividido, metade de um lado, metade do outro. Com uma expressão de “Oh!” resolveu experimentar a segunda, e em seguida uma perna. Quase sem perceber, de uma sugada súbita, Alice atravessou o espelho. Do outro lado, não havia coelho algum, porém todo o antigo reflexo se transvestia em algo novo, completamente inesperado e simplesmente maravilhoso... O desconhecido mundo das cores que mudavam de cor num piscar de olhos, dos objetos que caminhavam pela casa, a estante mais lentamente a fez lembrar a tartaruga do jardim. Percebeu que a janela não dava para o lado de fora, e sim o contrário, como se tudo lá fora, espiasse secretamente ali dentro. Sentiu-se parte da paisagem. E assim que ouviu a voz de alguém que a chamava, muito ao longe: “Alice...” “Alice...” avistou uma corredeira de água, que caia sei lá pra onde e resolveu pegar uma carona. Foi engolida pelo misterioso mundo dos devaneios extraordinários. Através do espelho Alice era outra. Tão óbvio como dizer que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7403705483423927144?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7403705483423927144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7403705483423927144&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7403705483423927144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7403705483423927144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/02/alice.html' title='Alice'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/S4XG5ze2HmI/AAAAAAAAALI/obRfV2jgo7Q/s72-c/alice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-2396008483643326095</id><published>2010-02-01T01:53:00.002-02:00</published><updated>2010-02-01T01:58:53.286-02:00</updated><title type='text'>No meio do redemoinho</title><content type='html'>&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ytks9DJhaA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/4Ytks9DJhaA&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei um pensamento num redemoinho,&lt;br /&gt;como um barquinho feito de pedaço de jornal,&lt;br /&gt;que foi rodando, circundando a bacia grande,&lt;br /&gt;a água desfazendo-o aos poucos,&lt;br /&gt;ele se aproximando do centro.&lt;br /&gt;Eu olhava-o sem menção de interferir,&lt;br /&gt;segurava a bacia diante do rosto,&lt;br /&gt;com a curiosidade que é inevitável,&lt;br /&gt;mas que não tem coragem suficiente para se manifestar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água desfez o jornal,&lt;br /&gt;que foi parar no fundo da bacia,&lt;br /&gt;antes que o pensamento chegasse ao destino, olho do redemoinho.&lt;br /&gt;Mais tarde observando o que restava no acinzentado assentado&lt;br /&gt;do recipiente que ainda segurava com vacilantes mãos,&lt;br /&gt;não pude chegar à conclusão nenhuma.&lt;br /&gt;Salpiquei o resto do jornal empapado nos vasos de flores da varanda,&lt;br /&gt;e dei como suficiente a força que o moveu do princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reguei os brotos com a água da bacia,&lt;br /&gt;imaginando que as próximas flores nasceriam mais belas.&lt;br /&gt;Torci para que despontasse algum botão azul como o céu,&lt;br /&gt;o que já seria um pequeno milagre.&lt;br /&gt;E mais que um pensamento, o nascimento, a renovação, a vida...&lt;br /&gt;O que restasse daquele movimento resignado&lt;br /&gt;seria sugado pelas raízes.&lt;br /&gt;E na minha calma solitária, prometo seguir buscando&lt;br /&gt;outros pensamentos, redemoinhos&lt;br /&gt;e principalmente pequenos milagres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-2396008483643326095?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/2396008483643326095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=2396008483643326095&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2396008483643326095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2396008483643326095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/02/no-meio-do-redemoinho.html' title='No meio do redemoinho'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4807450391391436599</id><published>2010-01-24T23:26:00.003-02:00</published><updated>2010-01-24T23:37:01.171-02:00</updated><title type='text'>O solo da bailarina</title><content type='html'>Da noite surgiriam as estrelas,&lt;br /&gt;das estrelas, se de papel fossem, construiríamos móbiles.&lt;br /&gt;Os móbiles, para pendurar, por metamorfose&lt;br /&gt;se transformariam em sinalizadores do vento.&lt;br /&gt;O vento levaria seu canto para bater nas janelas.&lt;br /&gt;As janelas, depois de abertas, deixariam a música invadir a casa.&lt;br /&gt;A música, bem, a música faria tudo mais bonito.&lt;br /&gt;E então você dançaria.&lt;br /&gt;Dançaria como a bailarina que não precisa de palco,&lt;br /&gt;pois bastaria a música.&lt;br /&gt;E só de deixá-la penetrar o corpo e fechar os olhos,&lt;br /&gt;poderia alcançar a lua, e da lua todos a veriam.&lt;br /&gt;E como você poderiam sentir também&lt;br /&gt;o vento, o canto, as estrelas de papel, a música, a noite...&lt;br /&gt;Das janelas abertas.&lt;br /&gt;Suficiente seria olhar para o céu,&lt;br /&gt;e além de olhar poder ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4807450391391436599?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4807450391391436599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4807450391391436599&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4807450391391436599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4807450391391436599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/01/o-solo-da-bailarina.html' title='O solo da bailarina'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8875872667323457265</id><published>2010-01-18T02:16:00.002-02:00</published><updated>2010-01-20T21:42:29.973-02:00</updated><title type='text'>O moedor de pimenta</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN-BOTTOM: 0cm" class="western"&gt;Não era o pinguim de geladeira, não era qualquer presente escondido no fundo do armário, nem a roupa de cama, definitivamente não eram os porta-copos, nem as lembranças, tudo que ela queria de volta era o moedor de pimenta. Como num samba zombeteiro, que canta as desavenças das relações amorosas, ela ria da situação, como se pudesse imaginar a letra do seu próprio samba. Se não fosse sério pareceria cômico. Afinal de contas, ela tinha seguido o caminho, tinha ido em frente, apesar das dificuldades que englobavam deixar tantas coisas e pessoas para trás. Mas o moedor de pimenta... Esse se tornava uma questão de honra. E se para outros a trama fosse mais simples do que complicada, para ela, desatar os nós significava sim, tirar todos os objetos que restavam no apartamento. Mas claro, só levaria o que fosse seu. Pelo simples motivo, de que carregavam uma energia pessoal e intransponível, que não fazia sentido continuar presa naquelas paredes, pertencentes aos cômodos, habitados por pessoas, das quais, naquele momento, precisava se afastar. Normal. Ninguém tem culpa. Ninguém pode prever. Nem ela, nem eles... É impressionante a capacidade do ser humano em se auto-sabotar, quando finalmente atinge a capacidade de sentir, de se apaixonar, não sabe lidar com isso, é muito sentimento, e ai... Bom, e ai de repente as pessoas se perdem, porque se torna difícil dialogar. Acontece. E dessa viagem que se embarca num rompante, o retorno, na maioria das vezes, é deveras complicado. O remédio é mesmo tomar: distância e tempo. Juntos de preferência. Ela já havia plantado uma pimenteira, que começava a brotar. Quem sabe alguns anos mais tarde, tudo seria motivo de graça, e os grandes problemas da época, pareceriam não mais que pequenos desentendimentos. Definitivamente, ela precisava recuperar o moedor de pimenta. Porque a questão estava além do objeto. Será que era muito a pedir?... Vai saber.&lt;/p&gt;&lt;/EQUIV="CONTENT-TYPE"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8875872667323457265?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8875872667323457265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8875872667323457265&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8875872667323457265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8875872667323457265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/01/o-moedor-de-pimenta.html' title='O moedor de pimenta'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8310633414387364605</id><published>2010-01-13T14:15:00.000-02:00</published><updated>2010-01-13T14:17:01.156-02:00</updated><title type='text'>(              )</title><content type='html'>Eu não disse nada até agora&lt;br /&gt;porque esse ano começou&lt;br /&gt;com um grande silêncio.&lt;br /&gt;Emudecendo...&lt;br /&gt;Por isso até agora,&lt;br /&gt;não sei muito bem o que falar,&lt;br /&gt;ainda estou me acostumando ao calor de janeiro&lt;br /&gt;a essa sensação de correr dos dias na inércia.&lt;br /&gt;E se é que tem jeito, até que volte para o lugar,&lt;br /&gt;à bagunça...&lt;br /&gt;Por enquanto, em branco protesto,&lt;br /&gt;me calo.&lt;br /&gt;Simplesmente, por não saber outra saída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8310633414387364605?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8310633414387364605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8310633414387364605&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8310633414387364605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8310633414387364605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2010/01/blog-post.html' title='(              )'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6204103624994232459</id><published>2009-12-31T01:05:00.004-02:00</published><updated>2009-12-31T01:23:47.790-02:00</updated><title type='text'>Das coisas para se esquecer – Parte 1: Nair</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nair perdeu horas naquela manhã procurando os óculos. Sem eles seria impossível ler as receitas do livro, e sem elas mais difícil ainda preparar o almoço. Lá pelas tantas, foi ao quarto pegar qualquer coisa e se deparou com eles, os óculos, intocados na mesinha de cabeceira ao lado da cama, lugar que sempre ficavam quando ia dormir até a manhã seguinte. Com eles entre os dedos, se deu conta de que simplesmente, se esquecera de colocá-los no rosto ao acordar. Pela primeira vez em anos, o hábito matinal fora quebrado, e o pior, dele, nem se dera falta. Às vésperas de completar 76 anos, Nair teve a triste constatação que começava a se esquecer das coisas. Os meses correram, e mais um par de anos, e a cada dia a mais, algumas pequenas memórias a menos. Principalmente as recentes, essas teimavam em não parar na cabeça. O comum era repetir uma pergunta algumas vezes por dia, pois não conseguia gravar a resposta por mais que alguns minutos. Lá pela quinta, ou sexta vez, quem ouvia já respirava fundo antes de responder e, sem paciência alguma, dizia qualquer coisa, pois sabia que mais tardar na hora do jantar aquilo voltaria a ser uma questão. Nair estranhava o súbito mal-humor dos familiares e desconfiava que tinha algo a ver com ela, mas não podia ter certeza. Outro dia, Nair conversava com uma amiga ao telefone, quando essa lhe pediu o número da paróquia, pois precisava falar com o padre. Nair, beata fiel, pediu um instante a amiga e foi procurar, vasculhou por quase dez minutos as gavetas, em cima das mesas, os bolinhos de papel e não encontrou. Disse a amiga que tornaria a ligar assim que achasse e desligou. A filha de Nair colocava o café na mesa, quando ela sentou-se desolada, ainda com alguns papéis na mão, e contou que não sabia onde estava o bendito telefone. A filha colocou um pouco de café na xícara e perguntou se a mãe já tinha olhado na agenda. Não, ela não tinha. Nair ficou com cara de espanto, começava a se esquecer das coisas que escrevia, e dos lugares em que escrevia. Nada de muita importância, mas nomes e datas já não eram seu forte, muito menos recém-conhecidos, a esses tornava a se apresentar toda vez que se encontravam. Porém, vovó Nair ainda era capaz de surpreender filhos e netos ao falar de assuntos que não esperavam fosse recordar: um acontecimento, uma pessoa, uma roupa, um perfume... Sim, poderíamos dizer que a memória da vovó optava em ser seletiva. Escolhia o que poderia ser deletado e o que, por nenhuma razão aparente, cuidadosamente, ficava. No entanto, restava a dúvida: por que a querida vovó Nair, andava tão esquecida ultimamente? No início, ninguém se importava com os pequenos deslizes: hora não se lembrava disso, depois não se lembrava daquilo... Mas como tudo que se repete demasiadamente parece um sintoma, ficou impossível não se preocupar. Os médicos disseram ser normal naquela idade, de se espantar seria o contrário. Envelhecer tinha dessas coisas. E assim sendo, o que fazer além de continuar ouvido as histórias que Vovó Nair recontava e recontava? Nada. Melhor ouvir e fazer como se fosse da primeira vez, pois deixar a doce senhora de cabelos brancos feliz, já valia o dia. Nair nunca achou propriamente ruim envelhecer, julgava ser importante viver bem todas as fases, todas as etapas e todos os momentos, sem desperdiçar nenhum trisco de tempo, e disso não podia reclamar. Definitivamente não se arrependia de nada e muito menos voltaria atrás. O difícil mesmo era suportar a sensação de que, em pequenas porções, partes da sua vida, aos poucos, dia após dia, iam sendo esquecidas. E, não mais que de repente, desapareciam.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6204103624994232459?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6204103624994232459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6204103624994232459&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6204103624994232459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6204103624994232459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/12/das-coisas-para-se-esquecer-parte-1.html' title='Das coisas para se esquecer – Parte 1: Nair'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6856008500134974129</id><published>2009-12-20T02:20:00.001-02:00</published><updated>2009-12-20T02:33:34.217-02:00</updated><title type='text'>Desnudo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Respirei fundo e te abracei, sabia que naquele momento, nada poderia ser além. Um abraço, um braço que percorre as costas. Um laço frouxo, que poderia ser menos nó. O nó que ficou na minha cabeça. Queria saber o que se passa debaixo da sua pele, carapaça, invólucro que te esconde de tudo que não sei, de tudo que involuntariamente imagino. O que fazer para deter as reverberações da mente, que capta partículas tão vagas, de sensações que você transpira e vem carregadas pelo ar? Eu respiro... E elas me invadem, me tomam e me habitam. Então eu prendo a respiração para senti-las mais profundamente e te sinto. Entre os meus braços apertados contra seu corpo: você. Entre os meus braços: a verdade, invisível a qualquer sentido óbvio. Eu: entre seus braços. Não poderia descrever a sensação que me percorre o corpo, mas todo ele formiga. Pedaços de um quebra-cabeças partido. A minha verdade é que não sei como encaixar as peças, e nem como entrar num sentimento abstrato, (se existente) e deixá-lo grudar com cola meu coração quebrado. Deixar que os remendos cicatrizem com o tempo. Deixar que remende-o e faça-o novo coração. E nem sei se meros detalhes, cacos de louça, como esse, significam, quando já espalhados pelo chão. A única certeza, confesso, é a da impossibilidade de voltar atrás.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6856008500134974129?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6856008500134974129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6856008500134974129&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6856008500134974129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6856008500134974129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/12/desnudo.html' title='Desnudo'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3970876886219328689</id><published>2009-12-08T00:19:00.000-02:00</published><updated>2009-12-08T00:27:28.304-02:00</updated><title type='text'>Reminiscências</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No escuro, ouviram-se vozes sussuradas:&lt;br /&gt;-Você tem medo de escuro?&lt;br /&gt;-Não... Você tem?&lt;br /&gt;Como os pensamentos não falavam, os dois se calaram brevemente.&lt;br /&gt;-Um pouco...&lt;br /&gt;Nessa época, eles tinham não mais que oito anos.&lt;br /&gt;-Sabe o que espanta o medo?&lt;br /&gt;-O que?&lt;br /&gt;Ele procurou a mão dela por entre as cobertas empilhadas. O cheiro ali dentro misturava um tanto de môfo, com cheiro de velharia há muito guardada. Muitos anos mais tarde, ele lembraria desse dia, ao abrir um antigo guarda-roupa, mas não se daria conta de que o motivo, que foi resgatar tal lembrança, era justamente o estranho cheiro familiar. Sentindo os finos dedos dela, gelados, os envolveu bem entre os seus, igualmente frios. A verdade era que os dois sentiam medo. E deixaram-se ficar assim de mãos dadas, por alguns longos minutos, em silêncio. Só os pensamentos murmuraram, mas o som se confundiu com a respiração dos dois. Ela não saberia explicar, mas naquele momento, o medo se foi. E não tornou a aparecer. A única certeza que tinha era a de que poderia continuar perdida por entre as cobertas empoeiradas, sua mão perdida na dele, por muito tempo ainda.&lt;br /&gt;-Você já quis saber como é beijar?&lt;br /&gt;Ele perguntou, depois de se encher de coragem. Ela nunca havia pensado sobre isso. Mas ao refletir a respeito, bem que tinha curiosidade no assunto.&lt;br /&gt;-Acho que sim.&lt;br /&gt;Ele se virou para ela, sem saber para onde olhar, pois só enxergava um vulto no breu.&lt;br /&gt;-A gente podia tentar e ver como é.&lt;br /&gt;Ela sorriu matreira, sabendo que ele não poderia vê-la.&lt;br /&gt;-Pode ser.&lt;br /&gt;E tateando um o rosto do outro, eles se beijaram sem saber ao certo como agir, no escuro, enquanto se escondiam dentro do armário. Um pouco depois, outra criança abriu as portas e acabou com a brincadeira. Não voltaram a conversar sobre isso. Pouco se viram nos anos que seguiram. Porém, jamais se esqueceram do instante em que seus lábios se encontraram, em meio a confusão dos corpos, das cobertas, das descobertas, dos travesseiros, dos gostos, das bocas, do cheiro, da infância, da inocência, do escuro...&lt;br /&gt;A recordação caiu no fundo do armário, quando os dois deixaram o esconderijo, e depois foi incorporada a toda a velharia, guardada há muito mais tempo agora.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3970876886219328689?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3970876886219328689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3970876886219328689&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3970876886219328689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3970876886219328689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/12/reminiscencias.html' title='Reminiscências'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5777317488442224887</id><published>2009-11-30T02:36:00.000-02:00</published><updated>2009-11-29T20:36:26.996-02:00</updated><title type='text'>Para Roberta</title><content type='html'>Se o corpo é pesado,&lt;br /&gt;Se a alma chora,&lt;br /&gt;Se a vida grita,&lt;br /&gt;Quem somos nós,&lt;br /&gt;para julgarmos a necessidade&lt;br /&gt;da partida?&lt;br /&gt;Que a leveza te carregue&lt;br /&gt;nos braços,&lt;br /&gt;Enquanto te embalamos&lt;br /&gt;em derradeiro coro&lt;br /&gt;de despedida.&lt;br /&gt;O vermelho do teu cabelo,&lt;br /&gt;que tantas vezes,&lt;br /&gt;pintou nossos olhos,&lt;br /&gt;ficará sempre guardado,&lt;br /&gt;como lembrança que não morre&lt;br /&gt;e traz um sorriso.&lt;br /&gt;Vá em paz e ilumine, lá do alto,&lt;br /&gt;quem por aqui ainda fica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5777317488442224887?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5777317488442224887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5777317488442224887&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5777317488442224887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5777317488442224887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/11/para-roberta.html' title='Para Roberta'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8976956287978038857</id><published>2009-11-25T15:33:00.000-02:00</published><updated>2009-11-25T15:35:26.009-02:00</updated><title type='text'>O que seria do amarelo?</title><content type='html'>Se todos gostassem do azul,&lt;br /&gt;o amarelo seria apenas,&lt;br /&gt;mais uma cor,&lt;br /&gt;desnomeada,&lt;br /&gt;quase um anônimo,&lt;br /&gt;subjulgado,&lt;br /&gt;carente,&lt;br /&gt;esquecido,&lt;br /&gt;prestes a misturar-se no azul&lt;br /&gt;e tornar-se verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Camuflagem:&lt;br /&gt;"A esperança é um urubu pintado de verde" Mario Quintana&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8976956287978038857?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8976956287978038857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8976956287978038857&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8976956287978038857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8976956287978038857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/11/o-que-seria-do-amarelo.html' title='O que seria do amarelo?'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7004530003900443140</id><published>2009-11-19T23:19:00.000-02:00</published><updated>2009-11-19T23:19:43.014-02:00</updated><title type='text'>Uma flor</title><content type='html'>Não sei se é nova ilusão.&lt;br /&gt;Antes, por entre a sombra do meu próprio corpo,&lt;br /&gt;encaixava-se a decepção,&lt;br /&gt;de tudo que não foi, mas poderia ter sido.&lt;br /&gt;A sombra me perseguia por todos os cantos.&lt;br /&gt;Fizesse chuva, fizesse sol.&lt;br /&gt;E a dor, que se aglutinava também no sangue,&lt;br /&gt;sempre que eu esquecia, ao olhar para trás,&lt;br /&gt;me fazia lembrar que dor e amor andam juntos.&lt;br /&gt;Desacreditei ser possível embarcar em nova viagem de volta incerta.&lt;br /&gt;E tomei como verdade que a melhor opção era me fechar.&lt;br /&gt;Mesmo que na minha superfície transbordasse outra coisa&lt;br /&gt;a ansidade de perder o chão, mais uma vez.&lt;br /&gt;Os românticos incorrigíveis me entenderiam.&lt;br /&gt;Sair como um furtivo amante, que se delicia com um beijo&lt;br /&gt;como se o momento ficasse suspenso no ar,&lt;br /&gt;e a vida só continuasse depois...&lt;br /&gt;Nada como um primeiro beijo.&lt;br /&gt;Nada como se apaixonar, mesmo que o erro seja um risco,&lt;br /&gt;mesmo que abrir a gaveta e guardar as velhas fotografias&lt;br /&gt;seja difícil, mesmo que algumas vezes a gaveta emperre.&lt;br /&gt;Se amor não se aprende, melhor deixar o destino pregar suas peças&lt;br /&gt;e se arriscar.&lt;br /&gt;Deixei uma flor na sua janela, que talvez o vento despetale,&lt;br /&gt;Ou quem sabe você a encontre antes disso...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7004530003900443140?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7004530003900443140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7004530003900443140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7004530003900443140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7004530003900443140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/11/uma-flor_7091.html' title='Uma flor'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4247741158694317036</id><published>2009-11-15T02:09:00.000-02:00</published><updated>2009-11-15T02:16:48.450-02:00</updated><title type='text'>Anotando a vida II</title><content type='html'>Se de manhã faz sol, e eu me levanto sorrindo,&lt;br /&gt;que bom começo para o dia.&lt;br /&gt;Dentro do que foi mansadião, onde ecoou o meu grito no vazio,&lt;br /&gt;se faz nova morada de algo diferente.&lt;br /&gt;Os inquilinos são perturbados e me perturbam.&lt;br /&gt;Invisíveis a olhos nus, mas trazem a sensação inconfundível.&lt;br /&gt;Nunca se sabe o que está além de um salto mortal,&lt;br /&gt;mas se o pulo não fosse necessário,&lt;br /&gt;como saber o que te encontra do outro lado?&lt;br /&gt;E o que te espera pode ser mais do que se espera.&lt;br /&gt;E quando eu escrevo muito mais do que posso dizer,&lt;br /&gt;a válvula de escape, completamente invonluntária,&lt;br /&gt;fica restrita aos meus cadernos de anotar a vida,&lt;br /&gt;eles sim, poderiam contar todos os meus segredos,&lt;br /&gt;abertamente, despidos, desprotegidos...&lt;br /&gt;E por todas as horas com você serem belas,&lt;br /&gt;mais do que suficiente para me fazer escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4247741158694317036?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4247741158694317036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4247741158694317036&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4247741158694317036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4247741158694317036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/11/anotando-vida-ii.html' title='Anotando a vida II'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6720882519098485867</id><published>2009-11-08T21:56:00.000-02:00</published><updated>2009-11-08T23:56:57.791-02:00</updated><title type='text'>Anotando a vida</title><content type='html'>Ando num momento de desinspiração, acontece.&lt;br /&gt;Mas para não passar em branco,&lt;br /&gt;quantas possibilidades estão em um leve encostar de braços?&lt;br /&gt;Pele que se esquenta na pele alheia.&lt;br /&gt;quantos sinais são interpretados corretamente?&lt;br /&gt;E se, não há certezas, e sim, dúvidas que insistem em fantasiar...&lt;br /&gt;Como deixar as invencionices e se arriscar?&lt;br /&gt;Um tiro no escuro, pode ser fatal.&lt;br /&gt;Nos olhos que mora a beleza,&lt;br /&gt;A verdade fica, estrategicamente, escondida.&lt;br /&gt;E por enquanto apenas espero.&lt;br /&gt;Te vejo por fora, tentando decifrar o enigma.&lt;br /&gt;Você é o mistério que vou conhecendo aos poucos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6720882519098485867?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6720882519098485867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6720882519098485867&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6720882519098485867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6720882519098485867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/11/anotando-vida.html' title='Anotando a vida'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6257398057884335447</id><published>2009-10-14T13:27:00.000-03:00</published><updated>2009-10-14T13:30:16.289-03:00</updated><title type='text'>A caixa de</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_ShiqGQp8hQ&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/_ShiqGQp8hQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus olhos de mansinho se viram nos meus. Que surpresa encontro, assim que rasgar os papéis rotos do embrulho, arranjado às pressas? Para além deles vou devagarinho ver o que está por dentro da caixa. O que esconde o cubo de papelão. Descobrir se o presente ocultado revela algo mais, mais do que o objeto apenas. Inesperado ou não. Vazia ou cheia, a embalagem já está nas mãos. Sujeita à última fita adesiva que a mantém fechada. Sujeita ao último instante em que as pontas dos dedos se debatem contra a tampa, prestes a expor a verdade. O ritmo dos dedos marcando a dúvida. Todo o resto na espera. De manhã o tempo era nublado. Existe uma fresta no embrulho, mas a curiosidade vacila, e a caixa fica embaixo da mesa. Guardada. De tarde o sol apareceu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6257398057884335447?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6257398057884335447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6257398057884335447&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6257398057884335447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6257398057884335447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/10/caixa-de.html' title='A caixa de'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4508095246650719282</id><published>2009-10-08T00:52:00.000-03:00</published><updated>2009-10-08T00:53:43.301-03:00</updated><title type='text'>De fora pra dentro e vice-versa</title><content type='html'>Debruço-me dentro de mim,&lt;br /&gt;Deparo-me com o medo do vazio.&lt;br /&gt;A vista curiosa escorrega.&lt;br /&gt;E nesse caso a queda é livre.&lt;br /&gt;Meu corpo cai dentro do meu próprio corpo,&lt;br /&gt;O vazio é ao que me agarro. Onde procuro.&lt;br /&gt;Se há coragem fecho os olhos e caio no escuro.&lt;br /&gt;O corpo é leve, a alma pesada&lt;br /&gt;Nas paredes grossas só há músculos tensos&lt;br /&gt;Enrijecidos com o tempo, desacreditados&lt;br /&gt;O sangue ainda corre, mas se o que sobrou foi muito pouco&lt;br /&gt;Ou quase nada? Ainda procuro no final?&lt;br /&gt;Mesmo que escuro? Escuro, uro, uro, uro...&lt;br /&gt;Ecoa, voa, ricocheteando palavra em célula.&lt;br /&gt;Do meu eu hoje entrando em colisão com todos meus eus que já pensei ter sido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4508095246650719282?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4508095246650719282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4508095246650719282&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4508095246650719282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4508095246650719282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/10/de-fora-pra-dentro-e-vice-versa.html' title='De fora pra dentro e vice-versa'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7416042170083868874</id><published>2009-09-30T22:33:00.000-03:00</published><updated>2009-09-30T22:35:17.060-03:00</updated><title type='text'>No Tom</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esqueci o teu nome entre as embaralhadas frases que desperdicei no caderno. Entre os escritos desesperados, onde, lugar este - usei para negar que te amava. Malfadados dizeres que buscavam me convencer que amor era outra coisa. E que escrever resolveria os tais problemas inexistentes. Porque eu não te amava. Assim como também não sonhava, não queria e não lembrava. Você bem sabe das brigas que nunca tivemos e das discussões que terminavam em beijos. Naquelas noites em que eu não dormi com você. Sem falar nas confidências que muito menos trocamos. E se tivéssemos jurado alguma coisa já seria demais. Eu não sei quando foi que nos conhecemos e jamais lembraria do jeito que me olhou da primeira vez. Até poderia pensar que sua voz ainda me soa familiar, mas não, nem isso. Pois nunca houve cinema e nem dias de chuva. Quem sabe se eu fizesse um samba e desmentisse um pouco, existisse solução. Mas como já era de se imaginar, não havia música. Eu me enganei, tantas vezes, e não pense o contrário, pois não era para você que eu telefonava. Muito menos foi por você que eu chorei. Nunca soube o seu nome. E bobagem dizer que não te quis tão sinceramente ao meu lado, pois foi você que me ensinou todas essas mentiras. Para falar a verdade eu nunca escrevi sobre você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7416042170083868874?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7416042170083868874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7416042170083868874&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7416042170083868874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7416042170083868874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/09/no-tom.html' title='No Tom'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5620162597653395077</id><published>2009-09-21T01:44:00.000-03:00</published><updated>2009-09-22T10:51:29.286-03:00</updated><title type='text'>Palavras absolutamente esquecíveis</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cala. Se me falta o amor por um instante, cala. E a fina camada que a garoa translúcida deixou na calçada... Cala. Escuta o farfalhar constante das árvores que formam um corredor e no meio a rua. No asfalto os carros passam. A pálpebra de leve treme e aperta os olhos. Fala. Com qual doçura a vida te brindou enquanto a noite esfriava? Que casaco escolheu no fundo do armário para se vestir de você mais um pouco? Que acaso devo esperar para qualquer encontro ao dobrar a esquina? Fala. Bobagens que podem significar nada. Nada. Apenas isso. Não mais que o vazio de palavras absolutamente esquecíveis em minutos. Enquanto fala, tento desnudar a cortina e alcançar-te do outro lado. Para entender se o que realmente fala é o que sente. E se o que sente é capaz de te fazer atravessar a rua e me parar, enquanto caminho desenfreada, na calçada ao lado. E nesse caso, para abrandar a mente, quando muito meus pensamentos se perderem alheios à fala, entre a linha da razão e da loucura vejo o óbvio. Não falta, não cala. A chuva volta. Os meandros do pequeno rio que desliza no canto do asfalto. A noite persiste, o corpo pede, os lábios falam, na mente as palavras confundem, a pálpebra de leve treme antes de apertar os olhos. Cala. Escuta o farfalhar das folhas enquanto o vento passa. Elas debocham do segredo, fazem pouco do beijo. Noite adentro, tempo afora. Preciso tomar fôlego antes de retomar o caminho, por isso paro. Amanhã ainda não é nada. Hoje escrevo, mesmo que as palavras me faltem, para buscá-lo, dar voz ao que me resta, mas se resta alguma coisa, ainda não falta. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5620162597653395077?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5620162597653395077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5620162597653395077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5620162597653395077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5620162597653395077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/09/palavras-absolutamente-esqueciveis.html' title='Palavras absolutamente esquecíveis'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3818541063393785331</id><published>2009-09-01T13:02:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T13:03:11.498-03:00</updated><title type='text'>A culpa é da Insônia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ela veio me visitar ontem à noite. Passou pelo cobertor, fez um afago nos meus pés e dividiu comigo o travesseiro, por algumas horas. Longas horas. Fez meu pensamento trabalhar rápido e não me deixou dormir. Também nem me atrevi, com tantas coisas na cabeça, apenas tentei, discretamente, pegar no sono, sem que ela percebesse, mas não era fácil com sua vigília constante e desisti, logo. Um pernilongo veio zunir no meu ouvido, como se já não bastasse serem quase cinco da manhã e o dia por nascer antecipando o meu cansaço. Enfim, já fazia tempo. Cheguei a acreditar que ela sumiria de vez, que as temporadas clássicas, de noites mal dormidas, faziam parte do passado, agora. Que nada! Vi que ela riu debochada. “Pensou que eu não voltaria?... Quanta inocência!” É, no fundo eu sabia que éramos um pouco dependentes uma da outra e que não tinha outro jeito, nos encontraríamos de novo, na solidão silenciosa da madrugada. A janela aberta deixava a sombra da árvore mais próxima invadir o quarto, seus galhos se mexendo de leve na parede branca. Parecia alguém do lado de fora, que tentava me dizer alguma coisa. E como não havia nada para fazer na monotonia da cama, minha atenção se perdeu naqueles movimentos, nas curvas... Tentava decifrar as formas. O quanto de poesia há na imagem de um galho e suas folhas projetadas na parede? Não sei. Não imagino o que possa ser dito sobre isso. Mas quem sabe? Confesso que existia a saudade escondida no aconchego das cobertas. Esses encontros me faziam escrever mais. Me acalmei e deixei que ela ficasse comigo mais um pouco. As duas deitadas de olhos abertos. O galho na parede, o tempo quente, o respirar ritmado de alguém que dorme na cama ao lado, o primeiro clarear do dia, o pernilongo foi embora, o cheiro de café que vem quase junto do sonho. Quando acordei já era quase meio-dia.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3818541063393785331?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3818541063393785331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3818541063393785331&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3818541063393785331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3818541063393785331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/09/culpa-e-da-insonia.html' title='A culpa é da Insônia'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1579632192220849504</id><published>2009-06-28T21:05:00.000-03:00</published><updated>2009-06-28T21:08:05.326-03:00</updated><title type='text'>Dos dois lados da mesa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Domingo é dia de casa. Pensei em escrever depois de muitos dias em branco, porque afinal de contas, não me reconheço quando passo tantos dias assim. Em branco. E repensei em um monte de coisas, e repassei na cabeça um monte de cenas envelhecidas. E ao relembrá-las percebi que de algumas já não me recordo bem. E na velhice dos meus 24 anos, me sinto sozinha essa noite. Uma boa caminhada pela praia, a maresia, faz bem sair de casa para variar. Faz falta sair para dançar, e se perder no descompasso dos pés com a música, pouco importa o ritmo, mas as pessoas em volta fazem toda a diferença. Foi então que senti saudades de recentes anos passados, e de pessoas e de momentos. Eu sei que existem coisas, que por enquanto, ainda é cedo para escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Episódio qualquer:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa começa quando se sentam no bar.&lt;br /&gt;_ Eu sei que é difícil falar sobre isso, mas a gente precisa conversar.&lt;br /&gt;_ É, acho que já ta na hora de termos essa conversa mesmo.&lt;br /&gt;_ Então, preciso saber o que a gente tem.&lt;br /&gt;O garçom chega e deixa o cardápio na mesa. Desviamos a conversa para resolver o que vamos comer. Uma pizza, uma porção de batatas fritas. De primeiro um suco de laranja e um chopp, bem gelado. A comida melhor pedir mais tarde. &lt;br /&gt;_ E...&lt;br /&gt;_ Eu não sei.&lt;br /&gt;_ A gente não tem nada, é isso?&lt;br /&gt;_ Não é isso.&lt;br /&gt;_ Então o que?&lt;br /&gt;Chega o chopp e o suco ainda vai demorar um pouco, espremer as laranjas e tal. Aproveita para tomar um gole antes de responder.&lt;br /&gt;_ A gente fica, é isso.&lt;br /&gt;_ Mas isso é muito esquisito. Não dá mais.&lt;br /&gt;_ Eu sei que é estranho, mas você sabe que não posso ir além.&lt;br /&gt;_ Claro que pode, é só você querer.&lt;br /&gt;_ Não é bem assim. Você sabe.&lt;br /&gt;_ O que eu sei é que ta foda.&lt;br /&gt;Mais um gole de chopp e acende o cigarro, aproveita para pedir um cinzeiro para o garçom e definitivamente uma pizza.&lt;br /&gt;_ O problema é que eu acho que começamos mal, na hora errada, sabe?&lt;br /&gt;_ Pode até ser, mas você vai me desculpar, não existe hora para essas coisas, a gente faz o momento. É só querer.&lt;br /&gt;Silêncio reflexivo.&lt;br /&gt;_ Talvez, mas eu não consigo, não agora.&lt;br /&gt;_ Porque você não tenta?&lt;br /&gt;Não responde: “Porque eu tenho medo.” Mas deveria.&lt;br /&gt;_ Porque não daria certo.&lt;br /&gt;Não retruca: “Porque você tem medo.” Mas sabia.&lt;br /&gt;_ Tentar pelo menos, se desse errado, enfim... A gente tentou.&lt;br /&gt;Chega a pizza, à francesa. Mais um chopp, por favor.&lt;br /&gt;_ Prefiro manter a nossa amizade.&lt;br /&gt;_ Sei...&lt;br /&gt;_ Não é que eu queira terminar com você, não é isso, mas se você acha que ta ruim do jeito que ta, que ta te machucando... A última coisa que eu quero é te machucar.&lt;br /&gt;_ Você não ta me machucando, eu só quero entender.&lt;br /&gt;Ri ironicamente.&lt;br /&gt;_ Eu também não sei, às vezes penso que não tem nada a ver, mas outras vezes fico com saudade e penso que poderia dar certo... Só que não dá para assumir nada na dúvida, seria injusto.&lt;br /&gt;_ Injusto com quem?&lt;br /&gt;_ Com você, é claro.&lt;br /&gt;_ Mas eu to te dizendo que eu quero correr o risco.&lt;br /&gt;_ Não quero te machucar.&lt;br /&gt;_ Você já disse isso.&lt;br /&gt;_ É porque é verdade.&lt;br /&gt;_ Você fica com esses papos, ta difícil te entender. Se você não gosta de mim, é melhor a gente terminar logo de uma vez. Vou ficar bem com isso, juro.&lt;br /&gt;_ Você quer terminar? Se é o que você quer, eu entendo.&lt;br /&gt;_ Não é o que quero, mas... Eu quero saber o que você sente por mim.&lt;br /&gt;Silêncio constrangedor. Uma resposta qualquer seria muita responsabilidade, significaria demais.&lt;br /&gt;_ Não sei. Gosto de ficar com você, mas to saindo de uma fase complicada da minha vida, não sei se conseguiria realmente me envolver com alguém agora.&lt;br /&gt;Respira fundo, a pizza fica pela metade, esquecida. O copo vazio, o cinzeiro cheio.&lt;br /&gt;_ Melhor pedir a conta. Acho que não vamos chegar a lugar nenhum hoje.&lt;br /&gt;_ E como fica?&lt;br /&gt;_ Sei lá, não fica, a gente vê com o tempo.&lt;br /&gt;Não demorou muito foram embora. Naquela noite resolveram dividir a cama e dormir para fingir que tinham resolvido alguma coisa. Demorou mais um pouco e o tempo disse que realmente não daria certo. E por duas vezes eu tive essa conversa, mesmo enredo, mesmo final, mas cada uma de um lado da mesa, pessoas diferentes, momentos diferentes e igualmente desencontrados, errados. Com certeza o medo é o pior inimigo das relações amorosas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1579632192220849504?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1579632192220849504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1579632192220849504&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1579632192220849504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1579632192220849504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/06/dos-dois-lados-da-mesa.html' title='Dos dois lados da mesa'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4758732533855169409</id><published>2009-03-24T18:41:00.000-03:00</published><updated>2009-03-24T19:45:37.002-03:00</updated><title type='text'>Poesia Perdida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu poderia fazer um poema. Poderia contar a história do louco, que em meio aos seus tantos livros, perdeu-se na profundidão sem fundo de alguma história inacabada e esquecida. Dessa forma fez-se louco, ou incompreendido. E passou a vagar sozinho em busca de um poema, que se tão belo fosse, o faria encontrar o fim daquela história vadia, que agora o pertencia. Mas o velho continuou louco, sozinho e esquecido. O poema não veio, e a história ficou sem fim, perdida pelo meio. Poderia também, ao invés disso, contar da menina, aquela que imaginava pintura a cada paisagem bonita. Que por algumas músicas chorava, com a certeza de serem divinas. Acreditava que notas sincronizadas em mais perfeita harmonia não poderiam ser somente obra do homem do dia-a-dia. E cantava, como cantava aquela menina! Que em noite de lua exibicionista e cheia, se desprendia do canto e passava a recitar poemas improvisados que jamais lembraria. Se eu fosse poeta, ai sim faria. Agora! Exatamente enquanto essa caneta corre, um poema, um verso, uma simples palavra que significasse poesia pura. Diria que nuvem é algodão leve, que desprendeu-se da gravidade e resolveu ficar no céu que é mais bonito. É como eu disse, até poderia e se eu pudesse... No entanto, não acredito que os poemas sejam feitos. Sou mais como a menina e o louco, os poemas devem ser encontrados e algumas vezes ditos apenas uma vez em lampejos criativos, depois esquecidos. E pode ser que assim, já tenha perdido alguns pelo caminho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4758732533855169409?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4758732533855169409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4758732533855169409&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4758732533855169409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4758732533855169409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/03/poesia-perdida.html' title='Poesia Perdida'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-9069458992233164002</id><published>2009-01-22T02:07:00.000-02:00</published><updated>2009-01-22T02:08:30.611-02:00</updated><title type='text'>Rumo a Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Hoje choveu tanto que eu achei que não ia chegar em casa. Mas cheguei, consegui fazer tudo que tinha planejado, incrível. E depois de amanhã a cidadezinha das ruas de pedra me espera. Andei pisando em folhas secas até deixar o caminho livre. Acho que ficou. Cinema na praça, noite fria, cachoeira. Bom tem muita coisa boa nessa vida. E quem sabe ainda levo alguma surpresa pela estrada. E o meu trem mineiro finalmente vai entrar nos trilhos.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-9069458992233164002?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/9069458992233164002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=9069458992233164002&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9069458992233164002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9069458992233164002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/01/rumo-tiradentes.html' title='Rumo a Tiradentes'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7732854294597090611</id><published>2009-01-11T02:45:00.000-02:00</published><updated>2009-01-11T02:46:04.569-02:00</updated><title type='text'>Quando a gente vira pássaro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu, sendo eu mesma, desfigurando-me de personagens que costumo usar de apoio para contar as minhas próprias histórias, não sei se diria muita coisa, pelo menos assim abertamente, pois é difícil falar. Eu, se fosse eu mesma, subiria no palco, pediria um copo de cerveja, bem gelada, pegaria o microfone e cantaria noite adentro, só pelo prazer da música. Ouviria com toda calma, me deliciando com cada acorde, a introdução da primeira canção, notas lentas, só o violão, o arpejar das cordas, o som dos dedos a baterem de leve ali. Eu sentaria no banquinho de madeira, no palco pequeno, no bar semi-cheio de um dia qualquer. O microfone na altura dos joelhos, as pessoas ainda nas suas conversas de sempre, regadas à bebida, falando de amores inconstantes, problemáticos, afogando todas as mágoas no álcool de sua preferência, retidas em mundos isolados formados por mesas apertadas. Eu já teria observado tudo de uma só vez. As vozes altas, perturbando as notas, a distração, como se não estivéssemos ali. Eu era muito nova ainda, vontade de gritar não me faltaria. Os garçons eram chamados, ninguém ligava, ninguém ouvia. Eu tentaria me concentrar no tom, assim mesmo. Fecharia os olhos, e a música entraria em mim, completamente, preenchendo cada vazio, calando todas as vozes, me fazendo levantar os pés do chão e levitar ligeiramente. A introdução chegaria ao último acorde, que eu poderia reconhecer prontamente, e dali em diante, eu também seria música. O tom ecoando em minha cabeça. Uma respiração mais profunda, calculada. Já de boca aberta deixaria a letra começar a sair e tomar vida própria. Então sim, naquele exato instante, eu voaria. E ao abrir os olhos, todos me olhariam, e esqueceriam suas conversas aleatórias, esqueceriam todos os amores mal amados, e toda a tristeza. A música era tão bonita, como seria bom ouvi-la, aproveitando todos os seus minutos, em silêncio. Ela era mais do que suficiente. Olharia demoradamente para cada rosto, cantando uma música diferente para cada pessoa. Até quem trabalhasse no bar, pararia por um segundo e ouviria. E a voz que ecoaria em vôo solo, seria a minha, mais uma vez. Tão feliz, que nada mais importaria. Quando a gente se torna música vira pássaro. Não há nada melhor. Depois que a música terminasse, em final emocionante, viriam os aplausos, dos poucos espectadores, ou de muitos, isso era o de menos. Eu tomaria alguns goles de cerveja, e obviamente, não esperaria a mesma atenção a partir da segunda canção. A noite já estaria ganha, ali naquele primeiro momento, bastava. Bom seria ouvir de minha mãe que o garçom lhe confidenciara que algumas pessoas entraram no bar porque, lá de fora, me ouviram cantar: “Ficaram a noite toda!”. Se eu fosse eu mesma, despida dos meus medos, completamente nua em relação a todos os poréns, voltaria a cantar, tenho certeza.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7732854294597090611?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7732854294597090611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7732854294597090611&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7732854294597090611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7732854294597090611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/01/quando-gente-vira-pssaro.html' title='Quando a gente vira pássaro'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8344233029122950349</id><published>2009-01-08T00:55:00.000-02:00</published><updated>2009-01-08T01:08:25.978-02:00</updated><title type='text'>Quando roubou da noite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Respirou como se tivesse se esquecido de respirar enquanto dormia. Em uma única tomada de ar, colocou para dentro com voracidade tudo o que podia. Depois voltou a respirar calmamente e observou em volta. Vestiu qualquer coisa e desceu para comprar cigarros. Na volta percebeu, pelo espelho do elevador, que os cabelos estavam completamente despenteados. Ficou fumando na varanda, soprando a fumaça para a noite. O céu estrelado. Podia pensar em muitas coisas, mas não pensava em nada. Apenas perdera o sono. Podia colocar alguma música, mas queria ouvir o silêncio, um pouco. Um encontro com ela mesma, sem pressa. Foi para a sala, passou o pé pelos tacos no chão, de leve, só a pontinha do dedo contornando as linhas. Era inverno e fazia frio, ela gostava do frio. Apagou o cigarro. Esticou um dos braços, depois uma das pernas e deu um salto, depois um giro. Dançava na sala vazia, sozinha, sem música. E girava, para um lado e para outro... Até cair no chão, sem se machucar, é claro. Deitou com os braços abertos e os movimentando para cima e para baixo, fingiu que voava. E atingiu os céus e as estrelas daquela noite. E daí sentiu vontade de ouvir música, resolveu cantar, bem baixinho, só para ela ouvir. E sussurrou de olhos fechados a letra que vinha na sua cabeça naquele momento, não se preocupou em decorar nada, sabia que era apenas aquilo, e depois não lembraria. E isso era bonito, a beleza das coisas efêmeras. Abriu os olhos e teve vontade de pensar em outras coisas. Sorriu, matreira – não, aquela noite era dela e ponto! Levantou-se, voltou a dançar mais rápido e a cantar, mais alto. E todas as estrelas giravam em cima de sua cabeça, no mesmo baile que ela. Lá fora chovia, era inverno, mas nesse dia a chuva. O som das gotas a ritmar a canção. E um trovão, como um retumbar mais forte. Sua voz ecoando melodiosamente pela sala. Os pingos a descerem pelo vidro formando mensagens indecifráveis, desenhos surrealistas e novamente a beleza só de passagem, que no mais tardar pela manhã já teria ido embora. Escancarou a janela e sentiu a rajada de vento, que entrou sem timidez alguma e percorreu a casa. Lá fora, as folhas das árvores vizinhas num farfalhar constante.&lt;br /&gt;_Boa noite lua, boa noite noite, boa noite vida, podem entrar e sintam-se à vontade.&lt;br /&gt;Chegou para o lado, abrindo caminho. O relógio na parede marcava as horas, tirou a pilha e parou o tempo. Pelo menos por alguns minutos, enquanto ainda havia música em sua cabeça, enquanto saia um pouco do eixo e, sem testemunhas, deixava a loucura tomar conta, do corpo, da madrugada insone, das estrelas companheiras. Do outro lado da noite era tudo exatamente o mesmo, não queria voltar. Não existia motivo para desperdiçar um sonho tão bom. Continuou dançando, mas a música ficava lenta, a chuva ficava fraca e o sono ficava aparente. Não havia remédio, não demoraria muito, teria que devolver as horas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8344233029122950349?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8344233029122950349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8344233029122950349&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8344233029122950349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8344233029122950349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/01/quando-roubou-noite.html' title='Quando roubou da noite'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6023167616153516443</id><published>2009-01-03T00:37:00.000-02:00</published><updated>2009-01-03T00:39:30.288-02:00</updated><title type='text'>Adentrando o desconhecido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Na virada:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao estourar dos fogos e misturar das cores no céu, ela fechou os olhos e soube que mais um ano se fundia a todos os outros que começaram com aquele do primeiro choro, do momento em que abria seus olhos para a vida. O quê viria agora? Regras novas no português, isso sim já era assustador. Vestia o verde da esperança e o vermelho no soutien, para inspirar novos amores. Já era mais de meia noite e foi-se mais de meia garrafa de champagne, o finalzinho jogou no mar enquanto pulava as sete ondas. Esqueceu-se da lentilha, dos pedidos, apenas sorriu quando os fogos começaram, sinceramente torcendo para que ali adentrasse um ano tranqüilo (ainda com trema – pois não sabia quando poderia aderir à nova ortografia). Os primeiros dias do ano foram de calma no ritmo zen do resto do feriado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota sobre o ano que acaba:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ficou por muito tempo sem se permitir interessar por outras pessoas, não que faltassem candidatos interessantes no caminho, até que não faltaram, mas ainda se sentia amarrada, ressentida, não poderia se envolver com ninguém assim, não seria justo, não sem conseguir se soltar. E como gostava de se soltar e de sorrir, e de correr puxando pelo dedo, pela areia da praia pequena, aquele que seria o motivo do seu beijo mais sincero. E como precisava sonhar com rostos que correspondessem o seu amor. Merecia isso, já há bastante tempo. De todos esses encontros do ano que acabava, se arrependia de um especificamente, que se viesse em hora mais apropriada, em que seu coração estivesse mais intocado, mais inocente e conseguisse bater no compasso de sua música preferida... Por esse motivo tinha vontade de começar tudo de novo e dizer oi, como se ainda não o conhecesse. E encher de possibilidades e mistérios, e quem sabe transformar em gostar, algo de um começo torto. Ou quem sabe outros mistérios mais interessantes a aguardassem no novo ano. Basicamente era isso que queria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nota sobre possibilidades do ano novo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Que valha ressaltar ainda, apenas um sonho que teve. Entrou enquanto a música ainda tocava. Conhecia as pessoas que estavam ali, de outros tempos, de outros encontros, e como sentia saudades. Acomodou-se em uma das cadeiras, como qualquer outro espectador, daqueles que sorviam aos goles suas bebidas, e beliscavam aperitivos gordurosos. As músicas também eram de outros tempos e igualmente conhecidas. Permaneceu ali sem ser notada, também muito mais velha agora, bem diferente do que eles deviam se lembrar. Não podia culpar o tempo. No finalzinho, com o show terminado, várias cadeiras vazias, muitas pessoas se movimentando, indo embora, levantou-se, com receio de que não a reconhecessem quando estivessem cara a cara. Isso importava menos. Seguiu até o palco, fazia tantos anos. A coragem motivada pela saudade. Eles já começavam a enrolar os cabos, ajeitar as caixas, abrir as cases. Ela parou sem dizer nada, e os outros levantaram os olhos, sem conseguirem adivinhar. Se olharam e antes de falarem qualquer coisa, sorriram. Seria um bonito reencontro.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6023167616153516443?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6023167616153516443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6023167616153516443&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6023167616153516443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6023167616153516443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2009/01/adentrando-o-desconhecido.html' title='Adentrando o desconhecido'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4709240099524010751</id><published>2008-12-23T02:25:00.000-02:00</published><updated>2008-12-23T02:33:12.813-02:00</updated><title type='text'>Seqüência azul - sonho</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/N-mqhkuOF7s&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/N-mqhkuOF7s&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Você me olhou com aquela cara de sapeca que eu bem conhecia já fazia então alguns poucos anos, sorriu e me deu um beijo rápido. Um beijo que não era roubado, mas era tão proibido quanto se fosse, um beijo que não era desconhecido, mas já estava esquecido há algum tempo. Um beijo embalado por uma música tocada em bandolim, de uma minissérie de dias antes. Um beijo de filme em preto e branco, errado, inconstante, necessário, saudoso, quase uma brincadeira. Não mais que um encostar de lábios. Um se prender pelo beiral da porta da cozinha, onde não havia porta. Um se olhar nos olhos de tão perto, se encostar e sentir o pulsar da pele. E ai entraria a música, depois o fechar de olhos e então o beijo, de leve. Ai eu poderia continuar de olhos fechados e sentir o gosto dos seus dentes, um pouco separados, roçar a minha língua ainda. Passá-la pelo céu da boca e engolir o gosto para guardar aqui dentro de novo e renovar a falta. Mais um pouco. E a gente adentrou a noite, com três garrafas de vinho e muitos cigarros. Para não me esquecer da próxima vez: tomar o melhor vinho primeiro. Impossível recordar qualquer coisa depois de certo nível de álcool. Pude me sentir mais perto de você e te abraçar como gosto, e nós na varanda, como numa mesa de bar, só nosso. Dizendo coisas que pareciam esquecidas, tocando um pouco o passado. Perdendo a noção do perigo e falando coisas, que para mim não passariam da boca. Deixando a tensão tão alta, que não sei como não te agarrei e joguei no sofá como da primeira vez. Não sei como me segurei e não tirei os braços da cadeira quando você me beijou a primeira vez, naquela noite. Já fazia um ano, e tive a impressão que havia sido ontem, estava tudo ali guardado, exatamente como eu me lembrava. Porque eu nunca quis esquecer. Apesar de ter sido necessário, não queria que você passasse e sumisse, e sobrasse nada. Se eu fosse completamente sincera, você nem imagina. Melhor assim, é claro. E se eu pudesse, aquele beijo, aquela noite, aquela música... E se você pudesse... E se a gente pudesse... Talvez não fosse tão gostoso, é verdade. Talvez não fizesse a menor falta quando fechei a porta e você foi embora. Respirei fundo, recolhi os copos, fechei a janela, desliguei o som. Para dormir com você debaixo dos olhos. Para você não mais que uma brincadeira quase infantil. Para mim, me faz sorrir, muito mais do que uma noite na varanda, com vinhos, cigarros, conversa, olhares, proximidades, intimidades, vontades, saudades, muito mais do que o frio, a chuva, o seu casaco que ficou na cadeira, a ressaca, as poucas horas de sono, muito mais que o encontro, que os sorrisos, as confissões, as músicas tocadas no violão e a voz desafinada, muito mais do que qualquer outra pessoa, muito mais do que alguns beijos ligeiros... E além das palavras que escrevo pensando que nunca vai ler. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4709240099524010751?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4709240099524010751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4709240099524010751&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4709240099524010751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4709240099524010751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/12/seqncia-azul-sonho.html' title='Seqüência azul - sonho'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3305395644908312133</id><published>2008-12-11T01:05:00.001-02:00</published><updated>2008-12-11T01:10:22.584-02:00</updated><title type='text'>BUSCA</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SUCD2IVC3wI/AAAAAAAAAJg/mVdTIEmwPM8/s1600-h/santa+izabel+012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278363729250148098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SUCD2IVC3wI/AAAAAAAAAJg/mVdTIEmwPM8/s320/santa+izabel+012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Foto da LUA&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Subnutrido de beleza meu cachorro-poema vai farejando poesia em tudo, pois nunca se sabe quanto tesouro andará perdido por aí... Quanto filhotinho de estrela atirado no lixo!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mário Quintana&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3305395644908312133?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3305395644908312133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3305395644908312133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3305395644908312133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3305395644908312133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/12/busca.html' title='BUSCA'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SUCD2IVC3wI/AAAAAAAAAJg/mVdTIEmwPM8/s72-c/santa+izabel+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8240237756539913019</id><published>2008-12-05T01:41:00.000-02:00</published><updated>2008-12-05T02:15:46.525-02:00</updated><title type='text'>Trechos de um livro inacabado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eles se olharam quase ao mesmo tempo, mas tão logo se encontraram nos olhares, desviaram as faces, envergonhados. Ela, com um sorriso sem graça, tentou prestar atenção na música, que tocava na roda cheia de gente. Ele voltou a olhá-la no instante seguinte e não conseguiu mais virar o rosto. Não podia definir o que era, mas podia sentir e era tão forte que a garota por traz do violão prendia seus olhos, inevitavelmente. Tudo nela lhe agradava, o jeito de sorrir, de passar a mão pelos cabelos e jogá-los para trás num movimento rápido, certeiro. Como se os fios já soubessem exatamente para onde ir, em forma de ondas. Os dois eram Joaquim e Luiza, vizinhos de toda a vida, criados praticamente juntos, pois regulavam idade. Naquele momento, mal deixavam a infância. Para ele parecia estranho gostar dela, como se por um golpe do destino começasse a enxergar diferente, de repente.&lt;br /&gt;As pessoas em volta desapareciam e só existia Luiza. E não a mesma Luiza, nunca mais a Luiza de antes. Não depois daquele dia. Ela poderia rir quando lhe confessasse o amor. Tolice, Joaquim! Ela provavelmente diria. Porém, ele já sentia o calor percorrer o corpo e levou as mãos ao rosto pensando que podia estar vermelho. Ele queria explodir dentro do peito, era preciso falar, deixar que as palavras fluíssem naturalmente, ao bel prazer. Não podia voltar atrás.&lt;br /&gt;Ninguém mais cantava e ele não havia notado. Em silêncio Luiza o observava, desafiando seu olhar intruso e insistente. Encabulado por todo sentimento que não conseguia esconder, Joaquim resolveu dar uma volta. Em seu rosto ainda o sorriso. Não importava! Quando ela cantava, eram bonitas todas as canções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8240237756539913019?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8240237756539913019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8240237756539913019&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8240237756539913019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8240237756539913019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/12/trechos-de-um-livro-inacabado.html' title='Trechos de um livro inacabado'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1715724970719386695</id><published>2008-11-25T01:39:00.000-02:00</published><updated>2008-11-25T01:47:15.964-02:00</updated><title type='text'>Malditas Borboletas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Lista dos itens que precisam ser adquiridos no supermercado das emoções:&lt;br /&gt;Sorrisos – para deixarem os dias bonitos.&lt;br /&gt;Olhares – para fazer os finais de tarde e noite interessantes.&lt;br /&gt;Surpresas – para saber que você não é o dono da história e coisas inesperadas acontecem.&lt;br /&gt;Encontros – para ter certeza que você não pode viver sozinho.&lt;br /&gt;Satisfação – para saber que o que você faz vale a pena.&lt;br /&gt;Sorte – para tudo se precisa de sorte na vida, até para atravessar a rua.&lt;br /&gt;Borboletas – para se inserir na barriga, perder o chão e a respiração e ter a mais absoluta certeza que você não tem certeza de nada.&lt;br /&gt;As borboletas andam em falta no estoque. O pior é que ninguém sabe dizer quando elas vão aparecer de novo. Malditas borboletas. Cuidado! Elas são uma droga perigosa e pior, não se compra e nem adianta procurar porque não se acha, principalmente se você procurar. Elas aparecem assim, do nada, quando menos se espera e então, entram garganta abaixo, seguem apressadas e se instalam sem aviso prévio, ali, próximas ao estômago, é recomendável respirar fundo para conter a possibilidade do vômito. E depois aprender a conviver com elas. Isso é fácil. Adoráveis borboletas. Deixam a vida leve, trazem sorrisos, encontros e muita felicidade. Mas também trazem insônias, medos e um certo ciúme, porém tudo recompensável pelo delicioso bater de asas. Fique tranqüilo, vale a pena. Mas sinceramente, a abstinência é lastimável. Coitados dos que já experimentaram. Depois sofrem. Sobra um gosto amargo, de asas mofadas na boca, de cabo de guarda chuva misturado com tristeza do dia seguinte. Uma receita que pode azedar com desilusão, ou passar do ponto com muita facilidade. Delicadas borboletas. Não importa, nem todas as receitam dão certo e saiba viver com isso. É preciso aprender primeiro a domá-las, reze para que batam asas para a pessoa certa. Porque também tem isso, algumas são meio tapadas e insistem em voar para o caminho errado. Borboletas burras! Exatamente como uma droga, tem que saber a procedência, ponderar e então deixar o caminho livre. Caso contrário feche bem a boca que elas acabam desistindo e indo embora. Se você é desses que anda com as borboletas em falta, sinto, mas não tenho conselhos. Borboletas ardilosas. Desaparecem mesmo, de tempos em tempos. Acho que a cada dia ficam mais raras. Por isso, para os que estão com as suas bem alimentas e sadias, digo: valorize suas pequenas eufóricas, trate-as bem, porque senão elas podem querer ir embora, e ai meu amigo, não tem jeito. Para os que nunca experimentaram... Bom, para esses posso berrar se for o caso, corra atrás das suas, o quanto antes, depressa, senão a vida passa, e ai vai ser tarde, uma página em branco. E pode apostar, deliciosas borboletas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1715724970719386695?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1715724970719386695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1715724970719386695&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1715724970719386695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1715724970719386695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/11/malditas-borboletas.html' title='Malditas Borboletas!'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7919077574163159333</id><published>2008-11-22T02:55:00.000-02:00</published><updated>2008-11-25T00:42:10.574-02:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Presa no alto da parede uma luminária japonesa deixava o quarto azul. Clara foi até lá enquanto dormia, olhá-lo, na cama que era dela, e um dia, fora dele também. Não se sabe como descobriu que Frederico se apossara do seu apartamento enquanto estava fora. Durante um final de semana. Ele remexendo a sua intimidade. Ela observando as coisas que ele tirava do lugar. Clara se ajeitou com a cabeça apoiada no braço, deitada de leve ao seu lado, admirando os sonhos que o tomavam. Os olhos presos na nuca que conhecia tão bem e queria tocar se os dedos mais corajosos fossem. Mas contentou-se em olhar, apenas acalentar o sono, embalada pela respiração mansa. Deixava dobras no lençol quando se mexia um pouco. O sorriso no rosto, inevitável, estava feliz em vê-lo. Frederico dormia de lado, de costas para ela. Quieto, somente um respirar mais fundo. Veio o vento, a janela um pouco aberta, não mais que o suficiente para arrastar o cheiro. Frederico reconheceu o perfume. Por um segundo parou e sem respirar, guardou nos pulmões a lembrança. Abriu os olhos. Sentindo a presença dela, o calor do corpo, familiaridade maior que a imaginação poderia criar. E sem tempo para se preparar virou-se para vê-la. Clara dos cabelos curtos, olhos brilhantes, ainda sorrindo, olhava para ele. Exatamente como se lembrava. Os dois se olharam. Não mais que um instante. Ela pediu desculpas. Uma, duas, três vezes... Calou o silêncio confuso dele com um beijo. Depois outro. Ainda no escuro mudo, azulado pontualmente, ela se levantou e o levou para o meio do quarto. Os dois de pé se abraçaram, com o peso dos anos, com tanta saudade, mas como se fosse ontem, a última vez. Como se ainda se conhecessem insuportavelmente, sem outros dias em branco e algumas mudanças. Se amando e esquecendo-se dos pesos, das cobranças. Porque se amavam ainda. Em frente ao espelho ela o envolveu por trás e se olharam pelo reflexo. Um enxergando o outro. Aproximando-se do vidro, mais a cada passo. Até que pudesse tocar e desenhar com o dedo o rosto dela, margeando a face, a boca, o cabelo e depois os olhos. Que seguiam bem fundo para os olhos dele. E assim, os dois círculos pretos se refletiam.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7919077574163159333?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7919077574163159333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7919077574163159333&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7919077574163159333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7919077574163159333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/11/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3485348727162343265</id><published>2008-11-13T23:16:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T23:23:15.393-02:00</updated><title type='text'>As pontas da linha</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ainda não encontrei o fio do teu casaco que ficou preso no meu guarda-roupa e foi se desenrolando corredor a fora. Depois, na sala, passou pela porta e despencou na rua. E foi se desfazendo em linha contínua até você atravessar para o outro lado da calçada e sem olhar para trás, sumir depois de virar a esquina. Não fui atrás de você, apenas fechei a casa, recolhi o resto das roupas jogadas nos cantos e guardei no armário. Foi ai que notei, que como um novelo desfeito, atirado por brincadeira pelos cômodos, estava ali aquele fio, preso na beirada da gaveta e percorrendo o chão de tacos. Fui até a janela, depressa confesso, para conseguir ainda apanhar-te com os olhos, antes que os prédios vizinhos te sugassem. Foi o tempo de uns poucos passos e você sumiu. Outras pessoas passaram. Mas como um rastro, ficava entre os paralelepípedos o fio colorido que você deixava. Você não estava mais lá. Culpa minha também, que não pedi para que ficasse. Apenas assenti com a cabeça baixa, para não te olhar nos olhos e me denunciar imediatamente. Suplicantes, eles gritavam para que esperasse. Apenas o tempo do café. A água já estava no fogo. Borbulhando. Evaporando a cada estourar das bolhas efêmeras. Não, você foi antes de pensar duas vezes, antes que pudesse mudar de idéia. E eu fiquei. Presa no fio do teu casaco, que fui enrolando lentamente, com a pretensão de chegar à outra ponta, um dia. E depois disso, devolvê-lo quem sabe. Ou atirá-lo pela janela. Sentei para tomar o café, na companhia da cadeira da frente, vazia. E me esmerei em recolher a linha, sem pressa. Demorou um pouco. Doeu um pouco. Ela teve que refazer todo o caminho. É, ainda não encontrei a outra ponta, o percurso foi longo, mas cada dia que passa ela chega mais perto. Você repuxa o fio algumas vezes, posso sentir, de leve, ele se movendo um pouco. Do outro lado, o seu toque. Como se de propósito você o tivesse amarrado na beirada da minha gaveta, para que eu não perdesse a linha. Para nos manter de alguma forma ligados. Entre nós, o fio do teu casaco, fazendo o trajeto das nossas casas. Nos unindo. Não se preocupe, eu ainda sei o caminho, é perto. E você também não se esqueceu, tenho certeza. Mas por precaução, você ainda o segura. Eu deixei ali na estante, meio de lado, esperando pelo dia em que você vai soltar completamente, e afinal vou poder fechar a porta.&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3485348727162343265?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3485348727162343265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3485348727162343265&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3485348727162343265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3485348727162343265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/11/as-pontas-da-linha.html' title='As pontas da linha'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5537970842093551968</id><published>2008-10-18T03:50:00.000-03:00</published><updated>2008-10-18T03:54:26.719-03:00</updated><title type='text'>A escafandrista</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;“Não sei se sei captar a essência daquilo que te descreve tão bem como se pudesse ver-te com os olhos da mente, a ponto de confundir se sonho, ou se, verdade incontestável, te materializo diante de mim. Queria dar-te um presente em palavras, como uma vez quis te dar estrelas. Buscadas em um poema, no qual subia escadas. Veja bem, que esse é o meu presente mais sincero, retirado da confusão de um sentimento, para, literalmente, transformar em texto. Não um poema concreto. Um desenho formados de letras que descrevem teus olhos, teu sorriso e o mais que te completa. Comecei a escrever no ônibus em pedaço de papel que encontrei na bolsa e mal coube a primeira parte. Sem imaginar por onde ia dar o desabafo, sem saber o que iria escrever, mas certa de que desejava escrever-te no dia do seu aniversário.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela virou o papel do avesso, e por cima das imagens impressas da propaganda não encontrou nenhuma outra palavra que fosse sua. Ela desceu do banco que usara para alcançar as bolsas velhas no maleiro e sentou-se na beirada da cama. Em uma das mãos, a bolsa da alça rasgada, na outra, o bilhete. Não havia data. Mas talvez, se pensasse um pouco, pudesse lembrar mais ou menos o dia. Nenhum nome. Se tivesse se apaixonado menos durante a juventude, seria mais fácil. A letra era sua, isso reconhecia. Mas por que não teria entregado o bilhete? E se ele tivesse chegado nas mãos destinadas? Mudaria alguma coisa? A senhora já com alguns cabelos brancos, riu. Uma risada que era quase uma respiração mais forte. E tentou fazer com que a sensação que lhe percorria o corpo durasse o máximo de tempo. Mesmo que fosse apenas um segundo, já era um mergulho.       &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5537970842093551968?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5537970842093551968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5537970842093551968&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5537970842093551968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5537970842093551968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/10/escafandrista.html' title='A escafandrista'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6403757205677849730</id><published>2008-10-03T23:47:00.000-03:00</published><updated>2008-10-04T00:04:13.446-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SObcwE7YgwI/AAAAAAAAAJY/vDXC3HwbNXU/s1600-h/amor+cor.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5253128733888905986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SObcwE7YgwI/AAAAAAAAAJY/vDXC3HwbNXU/s200/amor+cor.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;"Não te amo mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Estarei mentindo dizendo que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Ainda te quero como sempre quis&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Tenho certeza que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Nada foi em vão&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sinto dentro de mim que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Você não significa nada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Não poderia dizer mais que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Alimento um grande amor&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sinto cada vez mais que&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Já te esqueci!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;E jamais usarei a frase&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Eu te amo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;Sinto, mas tenho que dizer a verdade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;É tarde demais..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Clarice Lispector)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Agora leia de baixo para cima...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6403757205677849730?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6403757205677849730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6403757205677849730&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6403757205677849730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6403757205677849730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/10/no-te-amo-mais-estarei-mentindo-dizendo.html' title=''/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SObcwE7YgwI/AAAAAAAAAJY/vDXC3HwbNXU/s72-c/amor+cor.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7928332347192812274</id><published>2008-09-22T03:14:00.000-03:00</published><updated>2008-09-22T03:55:05.060-03:00</updated><title type='text'>Do que eu me lembro nos dias frios</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eles não precisavam dizer nada. O ônibus, antigo, não deixava as janelas bem fechadas e entrava o frio. O casaco dela de lã, com desenhos triangulares e coloridos, achava lindo. Ele o comprara para a sua mãe em uma viagem para o sul. Na loja, sem saber como acertar no tamanho recorreu à vendedora, mulher entende dessas coisas. Ela lhe perguntou mais ou menos o tamanho, e ele disse depois de pensar um instante e com um sorriso: encaixa bem assim debaixo do meu braço. Mostrou com um gesto. Ela entendeu na hora. Os dois no ônibus, no final da tarde, antes que escurecesse, para que ainda desse tempo de comprar pão. Ele com a carteira debaixo do braço e um casaco de zíper, o mesmo de sempre. O casaco dela ficava um pouco grande, a mãe o esquecera no fundo do armário, agora era dela. Desceram do ônibus, atravessaram a praça. Como era de costume, ele encontrou alguns conhecidos e parou para conversar um pouco. Ela esperou se distraindo com um fio de lã do casaco. Caminharam por um quarteirão e pararam, com a dúvida corriqueira: por baixo, ou por cima? Ele preferia ir pela rua de cima. Ela pela debaixo, um: evitava os conhecidos, dois: teria mais tempo com o pai só para ela. Ele fez a sua vontade, como costumava fazer nos dias frios e nos demais. E foram, se apertando para afugentar o vento pelo menos até a padaria. Seriam oito pãezinhos saídos do forno. Naquela época algumas moedas eram suficientes. Ela abriu o pacote marrom assim que retomaram o caminho e pegou um naco de pão ainda quente. Até chegar em casa já seriam sete. A rua estava quase vazia. Ela gostava desse jeito. O frio deixava as pessoas em casa. Só faltava uma ladeira agora. Subiram até a metade e entraram em casa. O cheiro do café surgiu ao abrirem a porta. A avó veio da cozinha terminando de fechar a garrafa e arrastando os chinelos. O som era inconfundível. Era bem mais quente ali dentro, mas não o suficiente para dispensar o casaco. Sentaram-se para o café. Mais tarde, enquanto a avó assistia à última novela da noite, antes de dormir, colocariam o cobertor sobre a pequena mesa da sala, reorganizariam as cadeiras, pegariam o baralho na gaveta e jogariam buraco até de madrugada. Quando era mais nova, sempre perdia e ia dormir emburrada, enquanto ele achava graça. Mas naquele dia, depois dos anos em que a ensinara cada jogada, o resultado era imprevisível. O certo é que seria um bom jogo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7928332347192812274?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7928332347192812274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7928332347192812274&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7928332347192812274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7928332347192812274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/09/do-que-eu-me-lembro-nos-dias-frios.html' title='Do que eu me lembro nos dias frios'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4905027976915144650</id><published>2008-09-20T01:31:00.001-03:00</published><updated>2008-09-20T01:31:24.495-03:00</updated><title type='text'>LevaLeveLevo</title><content type='html'>Leva a loucura crua&lt;br /&gt;Que lá fora a lua&lt;br /&gt;No meio da rua&lt;br /&gt;Despontou redonda e nua&lt;br /&gt;Na noite escura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levo o rimar louco&lt;br /&gt;Num ritmo roto&lt;br /&gt;Que sobrou um pouco&lt;br /&gt;De um texto rouco&lt;br /&gt;Em algum lugar esquecido e oco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leve para fazer um poema&lt;br /&gt;Com versos em renda&lt;br /&gt;Caprichando na emenda&lt;br /&gt;Para que você entenda&lt;br /&gt;Apenas o que vale a pena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leva, leve, levo e levamos&lt;br /&gt;Para o meio da rua o luar&lt;br /&gt;Que lumiou enluarada noite&lt;br /&gt;E levou logo e ligeiro a lua&lt;br /&gt;E do poeta louco, o poema&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4905027976915144650?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4905027976915144650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4905027976915144650&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4905027976915144650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4905027976915144650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/09/levalevelevo_19.html' title='LevaLeveLevo'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8752187055189616014</id><published>2008-09-15T13:32:00.000-03:00</published><updated>2008-09-15T13:34:03.169-03:00</updated><title type='text'>O Gramofone</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em dias frios, de chuva rala, tirava do armário o casaco tricotado pela avó e alugava um bom filme. Nesses mesmos dias, prestava atenção no silêncio da casa, no meio da tarde escura e ficava bem quietinha, como se ela mesma fizesse parte daquele vazio, como se os sons distantes, que vinham da rua, fossem a única coisa capaz de invadir o ambiente. E se sentia pequenina, impotente, apenas o efeito de todas as causas que se encontravam em seu destino. A casa era grande, com vários espaços desocupados, com muitas lacunas a serem preenchidas. E se sentia sozinha, com saudade dos amigos que estavam distantes e demoraria a rever. Desabitada de um amor, que dispensaria o casaco em um dia frio como aquele. Na casa da avó, em cima da estante com os livros amarelados de décadas passadas, ficava o gramofone. Parecia uma enorme orquídea de metal. Qualquer dia mais ensolarado iria até lá, encaixotá-lo, colocá-lo no ônibus e depois na sala, para quem sabe servir de companhia. O gramofone a faria sentir mais em casa. Pontuaria um futuro esperado. Desde pequena, pedia a avó, para que um dia, quando fosse grande, a deixasse levar o gramofone para a casa que fosse sua, enfeitar a sala e servir de lembrança. Bom, já estava na hora. Não que se sentisse grande, mas a sala parecia vazia. Faltava alguém que entrasse para mudar a sua vida. O amor engolido em seco, a devorava aos pouquinhos, deixando pela calçada os dias de sol, deixando o sentimento escurecido pelas noites vazias. Estava cansada da beleza triste de seus poemas. Cansada de amores desencontrados. Desde pequena aproveitava a chuva para escrever histórias. E nessa mesma época gostava de imaginar como seria o dia em que levaria o gramofone para o lugar que fosse seu. Como seria a sua casa, a sua vida, os amigos? Como seria o par perfeito com quem dividiria a sala? Porque obviamente já daria tempo de tê-lo encontrado pelo caminho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8752187055189616014?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8752187055189616014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8752187055189616014&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8752187055189616014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8752187055189616014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/09/o-gramofone.html' title='O Gramofone'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6466025608108510476</id><published>2008-09-11T00:29:00.001-03:00</published><updated>2008-09-11T01:45:32.076-03:00</updated><title type='text'>Amores Líquidos</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Os relacionamentos de bolso são doces e curtos. Doce de abóbora, de leite, marmelada, goiabada... O tempo de um pensamento, de um olhar, de um abraço, de um cheiro no pescoço, de uma mordida no canto da boca, de um arrepio inesperado... O amor é azul. Por algumas vezes longo, impossível prever. Viciante como chocolate, pipoca e beijos roubados. Relacionamento de bolso é como resquícios de céu em meio aos edifícios. Amor é o céu inteiro. Posso escrever mil poemas de amor, ainda não consegui escrever sobre qualquer coisa que caiba no bolso. Sou mais eu nos relacionamentos de bolso, sempre me perco no azul e não me reconheço. É composto por dois o relacionamento de bolso, o amor de dois é um. Amor não se explica, acontece e ninguém passa ileso. Relacionamentos de bolso são convenientes para aplacar a solidão e machucam menos. Os dois servem para saciar o desejo, que surge um pouco antes. Relacionamento de bolso é porto seguro. Amor é se atirar de cabeça. No primeiro se sorri de leve, no segundo se sorri com os olhos. Entre os amores líquidos da modernidade, ver o azul do céu, atirar-se e não cair de cabeça. Amor é, no carnaval, reconhecer o rosto por trás da máscara de paetês, relacionamentos de bolso é beijar no meio bloco um, dois, três... Relacionamentos de bolso têm qualquer cor. O amor definitivamente é azul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6466025608108510476?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6466025608108510476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6466025608108510476&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6466025608108510476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6466025608108510476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/09/amores-lquidos.html' title='Amores Líquidos'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5759707653110124074</id><published>2008-08-26T01:13:00.000-03:00</published><updated>2008-08-26T01:29:25.366-03:00</updated><title type='text'>Da alma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Teria sido pela viagem mais longa de ônibus, ou pelo cigarro enquanto esperava no ponto? Talvez tivesse sido a insônia da noite anterior... Não sabia precisar o motivo, o fato era que havia pensado mais sobre a vida, em algum desses momentos de nada para fazer. Em que se espera o ônibus chegar, ou espera que ele chegue em algum lugar, ou logo antes do sono apagar a mente enquanto se está deitada na cama. Confessava internamente que se agradava desses pequenos momentos de calma. Criava em sua cabeça as histórias que gostava de costurar a seu modo, e para ela somente. Histórias que jamais colocaria em um livro. Personagens que reservava para si, e que por ciúmes não dividiria com ninguém. Mas foi bem ali, em algum desses deleites particulares, que se desviou por outras andanças e foi dar na própria vida. Essa sem ficção e invencionices. E esbarrando em questões mais complexas, preocupou-se um pouco, não conseguia prever o final da história. Na verdade, não sabia nem por onde ia dar o meio e nem a próxima semana. Complicado... Bastou esse pensamento para estragar tudo. Então, lembrou-se de quando era criança. Lembrou-se da fazenda da tia, da goiabada no tacho, dos cavalos que gostava de montar. Não saberia dizer quantos anos fazia que não montava um cavalo, e talvez nunca mais montasse. Antes era quase certo, era férias se mandava para a fazenda. Recordou os meses à toa na casa da avó, a comida farta na mesa, os dias frios de café com leite, a brincadeira com os primos. Depois pensou no sítio do pai, as tardes de sol, correr com os cachorros no meio do mato, subir na árvore até o galho mais alto, pegar as frutas e comer ali mesmo. Por último pensou na infância em Belo Horizonte, no colégio e na brincadeira de bola com os amigos. Foi lembrando assim, devagarinho, sentindo assim, uma saudade quietinha. E não se agüentou, queria chorar ali mesmo, queria parar com tudo, descer do ônibus, se fosse o caso, e voltar. As noites de violão e cantoria, com a família em volta da mesa da cozinha, comendo queijos e tomando vinho, faziam uma falta de esburacar o peito. E não havia história que desse jeito. Nem lugar que fosse melhor que aquele... Quando mesmo foi o momento que resolveu pegar a mala e ir embora? Por que mesmo? Será mesmo que valeu a pena? Será?... Bom, antes de responder, ou se de desesperar mais, o ônibus chegou, ou o sono a surpreendeu. Mas a pergunta continuou flutuando em descompasso com outras histórias mais desimportantes.&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5759707653110124074?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5759707653110124074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5759707653110124074&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5759707653110124074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5759707653110124074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/08/da-alma.html' title='Da alma'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1667278467679230422</id><published>2008-08-20T00:56:00.000-03:00</published><updated>2008-08-20T01:04:15.161-03:00</updated><title type='text'>Mundo dos sapos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem sapos no meu banheiro. Dois pequenos e verdejantes sapinhos. Um deles prende as escovas de dentes. O outro, eu ainda não tive curiosidade de abrir o pote e olhar. A parede da sala continua roxa, e alguns móveis os mesmos, mas não no mesmo lugar. Agora um ser branco e peludo dorme no chão de tacos, denomino-a de coisa mais linda do mundo, e ela sempre me faz querer voltar pra casa mais cedo. Porém, tenho tido algo que posso chamar de estranheza dos dias. É um sentimento deslocado, não sei se ruim necessariamente, mas que também não me agrada. Ando pensando em mudar trajetórias, tomar rumos diferentes, não sei dizer exatamente onde, o bom seria me surpreender. A frieza dos dias comuns me afeta. A dureza do nada me toca, muito menos me convence. Mais e mais aprendo a ficar sozinha, a atropelar a falta que sinto com um bom filme. Comprei um cachorro para os dias de carência. Sabia que ia dar nisso. Os amigos andam distantes e cansei de não conseguir me envolver com ninguém. Que mundo sem jeito. Acho que ta tudo errado. Eu preciso da vibração dos olhares, eu preciso de um dia em que tudo pareça novo, inusitado. Eu preciso me encontrar nesse espaço, casa, cidade, preciso me encontrar em alguém, preciso que alguém me encontre... Bom, bobagens. Pode ser que nada disso aconteça, e eu me habitue. Pode ser que esse vazio dentro de mim, continue a se expandir e então... É disso que tenho medo, do vazio. Outro dia li, de um escritor que gosto muito, que os poetas são melancólicos e sempre sozinhos, veja bem: sempre. O sofrimento alimenta a poesia. Tão triste. Tenho tido muito sono de manhã e escrito pouco. A música também anda esquecida, naquele canto do violão fechado. Quanto ao amor... O engraçado é que escapou pela janela e nem percebi, distraída que sou. A salvação estaria no momento no qual se percebe que todo o querer era estar exatamente ali, em nenhum outro lugar, com mais ninguém. Mesmo que esse lugar seja a sala empoeirada da sua casa. O que dói é que sei como é. Para leitores mais desatentos, eu digo: isso é o amor. Meu mundo dos sapos vai indo por esse ano sem cor, que mal começou já está terminando. Enquanto isso, observo o encontro das outras pessoas e espero.      &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1667278467679230422?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1667278467679230422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1667278467679230422&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1667278467679230422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1667278467679230422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/08/mundo-dos-sapos.html' title='Mundo dos sapos'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4932664458728059444</id><published>2008-08-04T00:58:00.001-03:00</published><updated>2008-08-04T01:00:46.681-03:00</updated><title type='text'>Conversa eletrônica</title><content type='html'>_ Oi, você ta ai?...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Bom, só liguei pra dizer que...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Na verdade, eu tava pensando... Eu tava aqui, fazendo nada, matando o tédio com um cigarro, fui até a varanda, olhei o mar... Ta frio hoje, eu gosto desse friozinho... Não me deu vontade de colocar nenhuma música, às vezes eu gosto do silêncio, só o barulho dos carros lá fora... Longe... Ai eu apaguei o cigarro, o cinzeiro ta cheio de guimbas. Voltei para sala e liguei o computador. Nenhum e-mail novo, ninguém interessante no msn, nada, nada, nada para fazer. Eu tava sem sono, sem livros não lidos na estante, sem vontade de ler o jornal em cima da mesa, sem criatividade para continuar escrevendo as minhas histórias... Você me conhece. Fiquei confabulando comigo mesma.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Eu queria ter gravado algumas coisas, minha memória não é tão boa, me esforço para lembrar, começo a refazer a cena na minha cabeça, do jeitinho como aconteceu e de repente, tudo começa a ficar embaçado e some. Você ainda pensa em mim, em algum momento de distração? E então, sorri? Depois se esquece de novo?... Eu simplesmente não esqueço... Esse meu jeito de guardar as coisas, me apego demais. Mas não demonstro, e se me perguntarem, sem pestanejar, digo que já passou...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Foi difícil me obrigar a não gostar mais, parei de te ligar e te evitei ao máximo, sempre lutando para não estender a conversa, para não pedir que ficasse... Sabe? Me habituei... Maltratei o meu amor. Passei a ignorá-lo e fingir que não existia. Era mais fácil quando ficávamos muito tempo longe... Ai, eu fingia que você também não existia...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Fui acreditando na minha própria mentira... As recaídas só acontecem quando passo além da conta na bebida, quando ouço as músicas que te lembram, quando esbarro com seus olhos em alguma esquina... Quando adormeço e sonho...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Me acostumei a fingir que ta tudo bem... Bom, eu tava aqui à toa, fumando um cigarro... Resolvi ligar...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;_ Só pra dizer assim, que deu uma saudade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4932664458728059444?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4932664458728059444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4932664458728059444&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4932664458728059444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4932664458728059444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/08/conversa-eletrnica.html' title='Conversa eletrônica'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5315958418521043488</id><published>2008-07-31T00:48:00.000-03:00</published><updated>2008-07-31T01:02:22.331-03:00</updated><title type='text'>Descrição do cotidiano (sem nada pra dizer)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia lindo, da minha janela a baia de Guanabara e o sol. A lua ainda dorme no quarto. O cigarro queimando no cinzeiro, largado. E a cortina que trepida com o vento. Ainda restam algumas horas de nada para fazer e como há muito não acontecia, essa vontade de escrever que me vem. Deve ter sido a música. Assim, caneta e papel pautado. Espiei o lado de fora e uma criança corria no prédio ao lado. Parecia embalada ao som da canção que vem do meu rádio. No ritmo do sábado pela manhã.  Me deu vontade de filmar a cena, mas Cao Guimarães, certa vez fez um vídeo da janela, com crianças brincando. Não seria novo. Mas seria bonito. A música preenche a sala. A vida vem diferente agora. Com sopro de manhã bem nascida e aproveitada. São pequenos detalhes, como a barca que passa, até sumir pelo enquadramento da janela. A vida mansa. Me sinto Virginia Woof com rompantes de criatividade em momentos inesperados. Deixo o sol cair sobre meu braço e sinto o seu calor. Fico jogada pela cadeira de palha trançada, na varanda, vendo a água e seu brilho. Os carros passam pela ponte, sem pressa. Enquanto isso, espero. Do outro lado a porta. Alguém chega?... Ainda não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5315958418521043488?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5315958418521043488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5315958418521043488&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5315958418521043488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5315958418521043488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/07/descrio-do-cotidiano-sem-nada-pra-dizer.html' title='Descrição do cotidiano (sem nada pra dizer)'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5314687121087675998</id><published>2008-06-14T03:19:00.000-03:00</published><updated>2008-06-14T03:41:44.569-03:00</updated><title type='text'>Poética do Cotidiano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/SFNmVIezqMI/AAAAAAAAAG0/bWLv6zWkcg0/s1600-h/busedit.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/SFNmVIezqMI/AAAAAAAAAG0/bWLv6zWkcg0/s200/busedit.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211621707037780162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leve esse tempo calado&lt;br /&gt;Que o vento leva como folha seca&lt;br /&gt;Carregada como resto&lt;br /&gt;Passado por olhos passantes&lt;br /&gt;E desatentos em pontos de ônibus&lt;br /&gt;Nos dias frios a espera&lt;br /&gt;Da condução que passe&lt;br /&gt;E os carregue por fim&lt;br /&gt;Não tão leves virando passado&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;A cada instante que o tempo passa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5314687121087675998?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5314687121087675998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5314687121087675998&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5314687121087675998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5314687121087675998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/06/potica-do-cotidiano.html' title='Poética do Cotidiano'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/SFNmVIezqMI/AAAAAAAAAG0/bWLv6zWkcg0/s72-c/busedit.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8524526679771507871</id><published>2008-06-07T02:56:00.000-03:00</published><updated>2008-06-07T02:59:53.988-03:00</updated><title type='text'>Expresso duplo com chantili</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;_Tem fogo?&lt;br /&gt;Ele procura o isqueiro no bolso e acende o cigarro dela.&lt;br /&gt;_Você não come açúcar, mas toma capucciono com chantili?&lt;br /&gt;_Não querido, expresso duplo. Já te disse, prefiro sentir o gosto das coisas. Mas não resisto ao chantili.&lt;br /&gt;_Sei... Posso ser sincero?&lt;br /&gt;Eles se olham em silêncio por um momento. Goles de café para cada lado. O dela com chantili, o dele repleto de açúcar. E os cigarros, o dela, filtro branco. O dele, Malborão, cigarro de macho.&lt;br /&gt;_Como se você soubesse ser sutil. Fala logo.&lt;br /&gt;_Ia te perguntar da vida... Logo que acendi o seu cigarro. Aquela pergunta de praxe, faz tempo que a gente não se vê. Saber como você está, era a primeira providência. Era o mais óbvio a ser dito. Seria educado...&lt;br /&gt;_Frederico, a gente não se vê há duas semanas.&lt;br /&gt;_Mas não seria sincero.&lt;br /&gt;_O quê?&lt;br /&gt;_A pergunta.&lt;br /&gt;Ela toma mais um gole de café, entre as tragadas. O chantili, já completamente absorvido pelo líquido escuro.&lt;br /&gt;_Você e suas maluquices.&lt;br /&gt;_A verdade é que eu não quero saber... Não, não é. Na verdade eu sei, é esse o problema.&lt;br /&gt;Ele diz mexendo o açúcar no fundo da xícara com a colherinha de metal. O barulho do metal em contato com a louça, num ritmo circular.&lt;br /&gt;_Não estou entendendo mais nada.&lt;br /&gt;_O problema, Clara, é que eu sei como você está.&lt;br /&gt;_Fred, to achando essa conversa muito estranha. Você tomou alguma coisa, foi isso? Por que eu não sei onde você quer chegar.&lt;br /&gt;Eles se olham em silêncio. Ela coloca a xícara vazia no pires depois do último gole. O café dele esfriando, intocado.&lt;br /&gt;_Você está bem. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8524526679771507871?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8524526679771507871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8524526679771507871&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8524526679771507871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8524526679771507871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/06/expresso-duplo-com-chantili.html' title='Expresso duplo com chantili'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7166801043323033825</id><published>2008-05-10T04:41:00.000-03:00</published><updated>2008-05-10T05:02:37.167-03:00</updated><title type='text'>Antes que a música acabe</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Volta? Deixa eu te guardar mais um pouco? Deixa eu te olhar mais um pouco e perceber o quanto de você tenho em mim? Volta... Tem uma música que vem de um piano arpejado e me faz chorar. É tão suave, penso em escrever qualquer história que se encaixe bem e juntas possam dançar por ai. Quando se fecha os olhos e faz sentido. Porque a música de tão bonita toca na gente em algum lugar, não dá para precisar bem, mas nesse lugar ela corre como um sopro de adrenalina. E tudo se faz parecer igualmente bonito. E vem a história. Se fosse eu a personagem, gosto de me colocar como os personagens, todos têm de mim a dose necessária. Então eu iria correr, dia ensolarado de outono, aquela luz amarelada e as folhas secas pelo chão. Iria pisando as folhas e o estalido seco. Muitas folhas, muitos estalidos. Lá no fundo, você esperaria. Braços abertos, sorriso no rosto. Você sempre sorria... Talvez estivesse esperando há bastante tempo e só naquele momento eu me desse conta. Então, correria com todo o fôlego que tomaria de uma só vez, respirando fundo. Com a garra dos melhores competidores. Pegando mais velocidade. A vontade de sorrir também, com você e teus olhos verdes, por vezes castanhos esverdeados, que só eu notava. E o vento... O vestido que tremula de leve, e os cabelos, poderiam estar longos. Saudade dos meus cabelos longos. O sol me cegaria por um instante, que faria a dúvida se realmente te vejo ali. Sim. Eu colocaria a mão sobre a testa e te veria. Bem ali. Calças largas, camisa de malha, uma daquelas que te dei de presente. Ainda passo pelas lojas imaginando as camisas que compraria para você. As sandálias poderiam escapar dos meus pés, pois estaria muito rápido agora. Em chão de terra batida. Iria pisando nas pedras sem sentir dor, mas percebendo as folhas esmigalhadas sob a pele. Ao fundo um morro, bem verde. Um cachorro observando, atento ao encontro. Você pronto a me receber, com os braços abertos. Sempre sorrindo, como a última vez que te vi. Sua blusa de gola canoa, como prefere, também tremularia ao vento que bate mais forte. Meu coração bate mais forte... E a música continuaria arpejada no piano. O pianista, jovem ainda nem imaginaria o encontro que proporciona, e toda a emoção. E a saudade que sinto... Em todos os dias, todas as horas, minutos e míseros segundos, principalmente cada mísero segundo, em cada mísera nota da música mora a minha saudade ainda. Para o deleite dos embriagados de amor partido, amor estatelado no asfalto duro, sem nenhum aviso, sem nem ao menos adeus, sem que eu pudesse recordar sua última palavra... Para nosso deleite, enfim, nos abraçaríamos no ápice do melhor acorde, que o pianista teima em sustentar até só sobrar silêncio. Te abraço como quem pede colo. Para jamais esquecer que em teu colo me sustento. Te agarro em meio a pranto grosso, entalado até o momento. Dançaríamos. Meus pés descalços sobre os seus sapatos. E você me ensinaria como se dança, dois passos para um lado, dois para o outro. Me faria sorrir novamente. As notas ficando raras e lentas. Volta?... Deixa eu te presentear um último beijo? Deixa eu te confessar o meu amor antes que a música acabe? E a chuva começou torrencialmente quando termino a história. Coincidência, ou não, tão logo veio, parou.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7166801043323033825?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7166801043323033825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7166801043323033825&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7166801043323033825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7166801043323033825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/05/antes-que-msica-acabe.html' title='Antes que a música acabe'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1151021586536337652</id><published>2008-04-29T21:38:00.000-03:00</published><updated>2008-05-01T01:50:59.016-03:00</updated><title type='text'>Monólogo para dois</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;No meu traço roto, estou certa que te encontro. Vem! Ri da minha cara e diz que sou tola! Que a desilusão que me acompanha é carma. Não me desespero, sento na calçada úmida da chuva que nem vi, e ai eu que vou rir da tua cara. Tolo! Pedaço do meu caminho torto. Desviado. Vem sentar ao meu lado e dividir o resto da noite suja. Para descobrirmos onde isso tudo acaba. Se é que acaba. Vamos chutar os paralelepípedos soltos e andar como loucos. Rir dos outros bêbados perdidos nos becos. E beber o último gole virando a garrafa e mesmo depois repetir o gesto e sorver o vazio embriagante da cerveja. A gente se escora. E depois se arrasta pelas paredes ásperas e vai dar na cama. E entre emaranhados de lençóis, derrubaremos os travesseiros. Cala-te! Não diga nada. Eu sei. Eu compreendo que não age por vontade própria, é o álcool. Para ser sincera, estou louca, alucinada. Confundo as vozes que me falam. Por isso, cala-te! Já disse. Me beije, que quando te roço a língua, nem vejo. Sinto, apenas sinto. Vamos, me aperte forte, para ver se afugento a carência, aquela maldita! Apenas hoje. Não estou aqui para amá-lo, o desejo que me devora é carnal. Sobre calor de pele com pele. Vamos despistar os sentimentos e aproveitar o gozo. Úmido como a chuva que ficou na calçada. Vou ignorar o teu cheiro, que o denuncia e desfrutar minha própria desgraça. No auge do meu limite ultrapassado, não me importa quem seja, contanto que em teus braços enlaçada, se torne outro. Agora fale! Diga que sou louca, e acabe logo com isso. Brigue comigo e me bata na cara, para ver se acordo, para me ver longe quando fechar a porta na tua cara. E imediatamente me dar conta que a alucinação te fantasiou como eu queria e no final, eu viro o palhaço da história. Eu sei que já é tarde, mas fique mais um pouco. Esqueça tudo que eu disse, insanidades, culpo a bebida e te peço colo. Me deixe dormir sobre o teu peito, que acalento como outro. Qual o problema? Vamos ser sinceros, a solidão é tão crua ultimamente. Podemos nos iludir juntos, juntar a falta. Não suporto mais a insônia que vem por não encontrar onde encaixar o corpo. O que te importa fingir? Vamos acreditar nas mentiras por essa noite e nos contentar com a felicidade falsa. Amanhã? Nada aconteceu, fique tranqüilo. E tudo volta ao normal, como antes. Dorme. Se aquieta no meu canto, que te embalo no meu sono conformado. Enquanto te confundo, enquanto te amo, enquanto me machuco e te maltrato.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1151021586536337652?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1151021586536337652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1151021586536337652&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1151021586536337652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1151021586536337652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/04/monlogo-para-dois.html' title='Monólogo para dois'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-2389744413026830327</id><published>2008-04-14T00:11:00.000-03:00</published><updated>2008-04-14T00:15:26.927-03:00</updated><title type='text'>Conversa despretensiosa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;O futuro próximo é uma tela vazia, e no branco do pano pregado aos tocos de madeira, não se desenha nada. Nem um simples traço mal riscado a lápis. Nem a mancha do tempo ido, amarelada. O incômodo do não saber como tomar as rédeas.&lt;br /&gt;As duas amigas sentam-se no bar, contam os trocados que tiram do bolso e pedem uma cerveja. A mais barata.&lt;br /&gt;_ E ai? Qual a boa do fim de semana?&lt;br /&gt;_ Não sei. Nada planejado.&lt;br /&gt;_ O seu contrato termina quando? Vai ficar até o final do ano?&lt;br /&gt;_ Talvez, acho que não depende de mim. Ta meio confuso.&lt;br /&gt;_ As coisas são assim mesmo, quando a gente menos espera tudo se resolve.&lt;br /&gt;_ É, eu sei. E a vida como está?&lt;br /&gt;_ Nada de novo, nenhuma grande novidade, daquele jeito de sempre.&lt;br /&gt;_ Sei, a minha também. Sabe? Acho que to em crise...&lt;br /&gt;_ Crise? Com o curso?&lt;br /&gt;_ É... Sempre estive certa do que queria. Quis me mudar, vim atrás da faculdade cinema. Arte... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Quis amar a pessoa certa... Eu achava que tinha talento, que apesar de tudo, valia a pena. Confiava. Confiava que ia dar certo.&lt;br /&gt;_ E agora? Você acha que ta no caminho errado, que isso é uma besteira completa, que foi um erro e blá, blá, blá?&lt;br /&gt;_ Não sei... O problema é esse, não sei mais.&lt;br /&gt;_ Seu aniversário ta chegando.&lt;br /&gt;_ Duas semanas.&lt;br /&gt;_ Vamos sair pra beber?&lt;br /&gt;_ Claro! Acho que isso deve ser o inferno astral.&lt;br /&gt;_ Provavelmente. Relaxa mulher. Um brinde!&lt;br /&gt;As duas sorriem e tocam os copos na mesa do bar. O barulho do vidro. A cerveja que escorre no copo. Elas sorriem.&lt;br /&gt;_ Saudade de sair mais com você.&lt;br /&gt;_ Eu também.&lt;br /&gt;_ Passou tão rápido você não acha? A gente pisca e o tempo passa. Quase nos formando.&lt;br /&gt;_ Assustador. Mas não vamos pensar nisso agora, que eu não pretendo me formar tão cedo.&lt;br /&gt;_ Ta certo. Tem um cigarro?&lt;br /&gt;Elas acendem o cigarro ao mesmo tempo para comemorar a juventude presente, a falta de juízo, e o pouco dinheiro no bolso. Sobre as questões mais complexas a vida se encarrega depois. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-2389744413026830327?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/2389744413026830327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=2389744413026830327&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2389744413026830327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2389744413026830327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/04/conversa-despretensiosa.html' title='Conversa despretensiosa'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5628596907687545928</id><published>2008-04-05T04:45:00.000-03:00</published><updated>2008-04-05T04:49:47.589-03:00</updated><title type='text'>Doce de leite da roça</title><content type='html'>&lt;h3&gt;&lt;span class="mw-headline"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;Do livro da vovó&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;    &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a name="Ingredientes_e_Preparo:"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="mw-headline"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  &lt;h3&gt;&lt;span class="mw-headline"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;" &gt;Ingredientes:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:12;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;st1:metricconverter productid="5 litros" st="on"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;5 litros&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt; de leite - 2 rapaduras - &lt;st1:metricconverter productid="250 gramas" st="on"&gt;250 gramas&lt;/st1:metricconverter&gt; de açúcar cristal - 1 colher de sopa cheia de manteiga - 1 colher de chá de bicarbonato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Preparo:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Coloque os &lt;st1:metricconverter productid="5 litros" st="on"&gt;5 litros&lt;/st1:metricconverter&gt; de leite no fogo com as rapaduras picadas, o açúcar cristal e o bicarbonato. Quando estiver grosso, coloque a manteiga. Antes de dar o ponto, retire do fogo e bata bem, até afinar. Leve novamente ao fogo até dar o ponto de puxa. Bata até perder o brilho. Coloque numa assadeira untada. Depois de frio, corte em tabletes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;*nota do vovô: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Cuidado com a dor de barriga!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Receita do vovô&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Corte o sabão em tabletes bem pequenos. Separe um prato com açúcar refinado, passe o açúcar em volta dos tabletes. Arrume um por cima do outro em uma tigela bem vistosa. E deixe um bilhete perto dela na cozinha: Coma enquanto ainda está quente, a vovó fez só para você.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5628596907687545928?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5628596907687545928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5628596907687545928&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5628596907687545928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5628596907687545928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/04/doce-de-leite-da-roa.html' title='Doce de leite da roça'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1842993732703986631</id><published>2008-03-28T02:13:00.000-03:00</published><updated>2008-03-28T02:49:40.190-03:00</updated><title type='text'>Regurgitando (cuidado!)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;E então tudo parece mais desfeito, com menos sentido do que antes. Porque a gente sempre procura um sentido. Eu digo, pra ir assim, um dia depois o outro. Precisa haver motivação e a fundamental paixão, por qualquer coisa. Ao menos pela poesia. A poesia da imagem, do som, da palavra, da vida. Algumas vezes ela escapa. Ai fica mais complexo. Quando a paixão derrete pelo corpo e vai dar em qualquer bueiro. De repente, faz menos sentido. E tudo feio, sem graça. Fica difícil, é preciso se esmerar e tentar recuperar o mínimo necessário para continuar vivendo. E blá! Nem o texto fica fácil de domar, fazer das palavras juntas algo agradável. Algo que faça encontrar a paixão. Minha cabeça fica branca, parece que não tem nada. Nem criatividade, nem beleza, nem vontade, muito menos motivação, que já vai longe. Fico mais num regurgitar impensado de colocar pra fora essas coisas que me matam um pouquinho sempre... Essas coisas como decepção. Sabe? Essa decepção que começa em uma amizade. No início você ignora, passa por cima dessas pequenas decepções, por se importar com a relação maior. Mas vem constantemente mais um pontinho negativo e outro, e mais um terceiro... E ai, você pensa: cansei! Puta que pariu! Porque raios que o parta, parece que só eu me estrepo? Será que sou alguém com quem não vale a pena se importar? Será que tenho cara de idiota? Ou de santa? Quer saber? Cansei de ser besta, cansei de dar com a cara na parede. E principalmente, cansei de ter que superar as coisas! Olha só, eu to farta de ter que entender tudo, eu to farta de ter que saber lidar com a situação, to farta de ser superior quando um monte de hipocritazinhos é mais sacana comigo por baixo dos panos. Isso pra mim tem outro nome, covardia! E pra quem é covarde nesse ponto e não tem coragem de assumir medos e falar na cara, que precisa ameaçar rompantes para ter o que deseja... Olha, para vocês eu pago com a indiferença! E é para você que eu falo, hipócrita! Cansei sim. E mais uma coisa, to sem tempo também. Para os outros que não tem nada, absolutamente nada com a história, os prováveis leitores desse vômito desabafo de palavras, me desculpem. É que eu precisava me abrir com alguém. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;E fiquem tranqüilos, porque no final das contas, isso não passa das loucuras de um personagem virtual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1842993732703986631?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1842993732703986631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1842993732703986631&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1842993732703986631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1842993732703986631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/03/regurgitando-cuidado.html' title='Regurgitando (cuidado!)'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6410876339678048494</id><published>2008-03-15T02:30:00.000-03:00</published><updated>2008-03-15T02:31:14.676-03:00</updated><title type='text'>Pensamento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Eu não sei o que é... Mas sabe aquele pensamento que vem quando você acende o cigarro, e dá o primeiro trago? Aquele mais longo que os outros, com a garganta ainda intocada... Ai ele vem, o pensamento. Normalmente seguido de um fixar de olhos no nada, porque não se vê nada. E a fumaça que sobe, e o pensamento que toma. Eu queria me apaixonar em toda esquina. E dizer coisas de amor que saíssem fácil. Porém sem grande envolvimento, com a precaução da distância segura. Entre os inenarráveis dias de tormento, hoje eu fico com a saudade. Sentimento que não compreendo. A saudade é triste, carrega a dor das coisas boas que já foram. E pelo pretérito passado não voltam. Parece que se vê como num filme a história de outro, quase um estranho, que não te pertence. Tenho saudade de tanta coisa que já me sinto velha. A velhice dos vinte e poucos anos. Algumas vezes penso que já nasci velha. E eis que em tela grande se vê a estrela que cai no mar... E o desenrolar da história, e os olhos no espelho, que entram no espelho e enxergam muito além da própria imagem. Eis que pronto, letras finais e música, quase me faz chorar, e como me faz sorrir. O cinema dos olhos, dos meus olhos, nos olhos de todos. E pensar que tudo começa por um pensamento, quando se acende um cigarro. Outras vezes penso que já nasci sozinha. Não a solidão dos depressivos, nem a solidão vazia dos mal amados. Apenas a solidão necessária, que vem como um vício para alimentar as palavras. O amor toma muito tempo.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6410876339678048494?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6410876339678048494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6410876339678048494&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6410876339678048494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6410876339678048494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/03/pensamento.html' title='Pensamento'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5285066099384998184</id><published>2008-02-17T23:21:00.000-03:00</published><updated>2008-02-17T23:25:34.969-03:00</updated><title type='text'>A Deusa do Amanhecer</title><content type='html'>_ Com que asas, Aurora, ela chegou?&lt;br /&gt;_ Com as asas brancas da bela mariposa do anoitecer.&lt;br /&gt;_ Desceu com leve entortar de pés até o galho da paineira?&lt;br /&gt;_ E entre as claras plumas que se desprendiam dos frutos ressequidos, as pequenas nuvens.&lt;br /&gt;_ Haveria mel?&lt;br /&gt;_ O mel que lhe empapou os dedos quando os aprofundou no buraco da árvore e contornou seus lábios.&lt;br /&gt;_ E depois?&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;_ Depois se sentou por ali, pensativa, a esperar o findar da noite e o raiar do dia.&lt;br /&gt;_ E sonho havia?&lt;br /&gt;_ Em pequenos blocos. Iam estourando como bolas de sabão, quando ela os soprava para longe. E plim plim plim era possível ouvir.&lt;br /&gt;_ E o sonhar se espalhava como chuva em gotas de imaginação pelas cabeças adormecidas em terra?&lt;br /&gt;_ E pelas plantas e pássaros. E nisso apareceram as primeiras cores do dia, como o azul e o rosa a se misturar.&lt;br /&gt;_ E quando ela foi embora?&lt;br /&gt;_ Assim que cheguei. Antes eu observava de longe, embebia seu cheiro doce, impregnado de noite e estrelas. Sabia que ela fugiria.&lt;br /&gt;_ Mas o medo era tanto que ela precisava fugir de pronto?&lt;br /&gt;_ Medo não. A luz queimaria seus olhos tão logo eu chegasse. E como era linda a pequena alada, caberia na palma da sua mão. Fada malcriada nem me deu bom dia, e se foi.&lt;br /&gt;_ E então?...&lt;br /&gt;_ Amanheceu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5285066099384998184?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5285066099384998184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5285066099384998184&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5285066099384998184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5285066099384998184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/02/deusa-do-amanhecer.html' title='A Deusa do Amanhecer'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-452314554360419837</id><published>2008-02-08T18:17:00.000-02:00</published><updated>2008-02-17T23:20:44.196-03:00</updated><title type='text'>Pela falta de presente</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6y7gguK6bI/AAAAAAAAAGk/jVuvT5o3lxM/s1600-h/anjos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164709039900912050" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6y7gguK6bI/AAAAAAAAAGk/jVuvT5o3lxM/s200/anjos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amiga querida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como me desculpar, talvez tenha sido culpa das fantasias de carnaval, fiquei fora do meu mundo, brincando de não ser eu. Acreditei que aqueles quatro dias podiam ficar suspensos e que a gente podia fazer o que quisesse, se divertir sendo muitos outros e esquecer da própria vida. Às vezes é bom deixar de ser você um pouquinho e se esquecer dos problemas. Queria muito que você fizesse parte daquele carnaval sem época, com todo mundo fantasiado, as marchinhas. Tanta festa, tanta serpentina e confete. Queria ter te dado um abraço de parabéns no meio daquela chuva e nós duas sujas da lama de papel e cerveja. Mas é verdade, me esqueci. Só voltei a contar os dias ontem e ai já era tarde. E nessa ressaca do carnaval me culpo pela falta de presente, de presença e de lembrança... Mas querida, eu te adoro. E levarei bolo de chocolate e o que sobrou dos confetes. E se eu puder te dar algo nesse momento te darei um conselho, amor dói, mas passa. E sabe o que a gente pensa no final? Quando passa? Que não valeu a pena, eu digo: sofrer... Porque a única pessoa que pode fazer isso mudar e a dor passar, no fundo você sabe, é você. Então querida, nós só temos a comemorar, a sua existência, a sua alegria, a sua amizade, a sua força. Nós só temos a agradecer a Deus por esse dia maravilhoso que você nasceu. Por isso não fique triste por qualquer amor mal resolvido, é só olhar ao redor e enxergar quantas pessoas te amam. E saber em qual amor vale realmente se agarrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Pois não é que ao descobrirem que era o Mundo a causa do sofrimento da Lua, puseram-se os bons velhos sábios a dar gritos de júbilo e a esfregar as mãos, piscando-se os olhos e dizendo-se chistes que, com toda franqueza, não ficam nada bem em homens de saber... Mas o que se há de fazer? Freqüentemente, a velhice, mesmo sábia, não tem nenhuma noção do ridículo nos momentos de alegria, podendo mesmo chegar a dançar rodas e sarabandas, numa curiosa volta à infância. Por isso perdoemos aos bons e velhos sábios, que se assim faziam é porque tinham descoberto os males da Lua, que eram males de amor. E males de amor curam-se com o próprio amor - eis o axioma científico a que chegaram os eruditos anciãos, e que escreveram no final de um longo pergaminho crivado de números e equações, no qual fora estudado o problema da crescente palidez da Lua."&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Vinicius de Moraes - Trecho de &lt;em&gt;O Casamento da Lua&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Feliz aniversário (atrasado) e um beijo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-452314554360419837?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/452314554360419837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=452314554360419837&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/452314554360419837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/452314554360419837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/02/pela-falta-de-presente.html' title='Pela falta de presente'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6y7gguK6bI/AAAAAAAAAGk/jVuvT5o3lxM/s72-c/anjos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6395370181636170036</id><published>2008-02-07T18:42:00.000-02:00</published><updated>2008-02-07T19:04:10.673-02:00</updated><title type='text'>Máscara Negra</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6tyDQuK6ZI/AAAAAAAAAGU/KX_pZ3WXK6Y/s1600-h/carnaval.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164346798064200082" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6tyDQuK6ZI/AAAAAAAAAGU/KX_pZ3WXK6Y/s200/carnaval.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6tyDguK6aI/AAAAAAAAAGc/5Zw7-C7KwXg/s1600-h/pierot+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5164346802359167394" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6tyDguK6aI/AAAAAAAAAGc/5Zw7-C7KwXg/s200/pierot+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;(Zé Keti-Pereira Mattos)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quanto riso oh quanta alegria&lt;br /&gt;Mais de mil palhaços no salão&lt;br /&gt;Arlequim está chorando&lt;br /&gt;Pelo amor da colombina&lt;br /&gt;No meio da multidão&lt;br /&gt;Foi bom te ver outra vez&lt;br /&gt;Está fazendo um ano&lt;br /&gt;Foi no carnaval que passou&lt;br /&gt;Eu sou aquele pierrô&lt;br /&gt;Que te abraçou e te beijou meu amor&lt;br /&gt;Na mesma máscara negra&lt;br /&gt;Que esconde o teu rosto&lt;br /&gt;Eu quero matar a saudade&lt;br /&gt;Vou beijar-te agora&lt;br /&gt;Não me leve a mal&lt;br /&gt;Hoje é carnaval&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6395370181636170036?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6395370181636170036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6395370181636170036&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6395370181636170036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6395370181636170036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/02/mscara-negra.html' title='Máscara Negra'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R6tyDQuK6ZI/AAAAAAAAAGU/KX_pZ3WXK6Y/s72-c/carnaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4901007263677120369</id><published>2008-01-21T01:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-21T02:10:16.742-02:00</updated><title type='text'>Horas Nuas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(roubando um pouco de Chico)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As janelas olham, por trás delas, algumas moças esperam... Na frente, o mar e a noite que cobre, com as estrelas cintilantes, todas as janelas. Os retângulos luminosos, ao longe, me parecem igualmente estrelas a perderem-se envoltos no breu. E eu que também me perco, nas horas e nas janelas. Só queria dizer como é triste ouvir no meu silêncio solitário a saudade que sinto. Fico debruçada por aqui, a procurar no pensamento qualquer coisa que te lembre, pra ficar mais perto. Fechar os olhos e desenhar com a lembrança. Me esmerar em cada traço. E é triste, porque eu gosto tanto...&lt;br /&gt;Imagina... A gente se encontrar por ai, numa noite dessas com lua a despontar. E rir sem saber se é truque, ou coisa assim de vida real. E virar colibri, a cantar. Em toda canção a gente ia espalhar gargalhada, como palhaços sem fantasia e nariz vermelho. E ali por dentro encontrar um coração cheio de melodia. E sabe a chuva que chegou agora? Olha! A moça, que a gente não sabe se é triste, a derreter-se como pintura pela rua. Não seria bom entrar na vida dela e derreter-se também?&lt;br /&gt;E ao soletrar seu nome, sem dizer, apenas num sussurro mudo... Tão escuro. Me escuta? Não consigo dormir enquanto o tempo teima em não passar, mas preciso. Recolher o sentimento. Complicado se desvencilhar assim, parece que os dedos ainda se tocam, e depois nada. Será que consta em algum lugar que a gente vai se entender, um dia? Que se dane!&lt;br /&gt;Te liberto, mesmo sendo falsa, mesmo sem querer. E me liberto também. Fecho a janela tentando ver na escuridão o caminho. Despindo as horas de todos meus dias, que nuas, vão me ajudar a socorrer o amor. O poeta que vaga. E hoje à noite, posso me perder para tentar encontrá-lo. Mesmo que a lua se apague.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4901007263677120369?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4901007263677120369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4901007263677120369&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4901007263677120369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4901007263677120369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/01/horas-nuas.html' title='Horas Nuas'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6668912648310648015</id><published>2008-01-19T15:25:00.000-02:00</published><updated>2008-01-19T15:46:41.534-02:00</updated><title type='text'>A CHEGADA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(José Ubirajara Guimarães Bertoletti)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Princesa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Já adentrara eu os cinquenta,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;quando chegaste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Munindo-me de toda a coagem,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;fui esperar-te &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;à porta da vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Suei,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sofri, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e chorei,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;ao vires à luz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eras uma pequena coisinha&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que também chorava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;enrolada em casulo,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;colocaram-te nos meus braços&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e eu te embalei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;enquanto os teus olhos, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;grandes&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e inteligentes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;fitavam-me com atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, então,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;chamei-te de princesa&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e dei-te as boas vindas &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a este mundo de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E declamei para ti,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;em prosa e verso, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;as minhas andanças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pelas terras ao léu,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;à tua procura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falei dos anos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;sofridos à tua espera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Contei como,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cavaleiro Rocinante montado, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;investi contra os moinhos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;querendo preparar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;um mundo melhor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;para a tua chegada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Falei das minhas vitórias&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e dos meus fracassos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dos moinhos,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;que tornaram a surgir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Do meu desespero, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;porque tu tardavas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, finalmente,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;da minha alegria,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;felicidade&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e ventura,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;porque estavas aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E tu me olhavas,&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Compreendendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;_Sim! Compreendendo!_&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;tudo o que eu falava,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;naquele momento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;_o mais feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os dias passaram...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As semanas passaram...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passaram-se os meses...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E foste crescendo...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;crescendo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, desde cedo,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aprendendo a sorrir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E, por trás&lt;/span&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de cada sorriso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;antevejo um mundo novo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e sinto que a minha espera&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;não foi em vão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Belo Horizonte - 28/07/1986&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6668912648310648015?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6668912648310648015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6668912648310648015&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6668912648310648015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6668912648310648015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/01/chegada.html' title='A CHEGADA'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7806283732614823580</id><published>2008-01-15T01:00:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T09:39:28.831-02:00</updated><title type='text'>Pra...</title><content type='html'>Pra dizer que as estrelas estão mais brilhantes&lt;br /&gt;E cantar com a voz mais bonita&lt;br /&gt;Pra escrever cartas de amor sincero&lt;br /&gt;E escrever o que vier na cabeça&lt;br /&gt;Pra caminhar, se sentir a mulher estonteante&lt;br /&gt;E sorrir como se a felicidade te pertencesse&lt;br /&gt;Pra dormir como se o sono viesse tranqüilo&lt;br /&gt;E sonhar sonhos que se tornem mágicos&lt;br /&gt;Pra ser um sonhador sempre&lt;br /&gt;E acordar como se o céu estivesse azul pra você&lt;br /&gt;Pra conversar só de jogar conversa fora&lt;br /&gt;E rir de perder o fôlego&lt;br /&gt;Pra ouvir uma música que dá vontade de chorar&lt;br /&gt;E ouvir uma música que te faz sorrir&lt;br /&gt;Pra falar palavras no ouvido de alguém&lt;br /&gt;E ouvir palavras que te façam tremer&lt;br /&gt;Pra amar sem ter medo&lt;br /&gt;E se deixar amar sem medo&lt;br /&gt;Pra fazer o amor valer a pena com beijos&lt;br /&gt;E abraçar e se perder no tempo com alguém&lt;br /&gt;Pra deixar tudo pra lá e sair pela rua&lt;br /&gt;E correr na chuva e se molhar&lt;br /&gt;Pra dizer eu te amo pelo menos uma vez&lt;br /&gt;E beber de perder o controle pelo menos uma vez&lt;br /&gt;Pra se jogar no mundo com uma mochila nas costas&lt;br /&gt;E ir pela estrada, ver que bonito o dia&lt;br /&gt;Pra chorar se for o caso&lt;br /&gt;Mas sorrir o máximo possível&lt;br /&gt;Pra ter amigos como irmãos&lt;br /&gt;E pra que uma noite comum vire festa&lt;br /&gt;Pra lembrar com um suspiro de saudade&lt;br /&gt;E fazer a vida valer a pena no final de tudo isso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7806283732614823580?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7806283732614823580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7806283732614823580&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7806283732614823580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7806283732614823580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/01/pra.html' title='Pra...'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1266351712825675540</id><published>2008-01-09T22:23:00.000-02:00</published><updated>2008-01-10T02:53:06.634-02:00</updated><title type='text'>Carta para o amor que acaba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;   Provavelmente hei de colocar o papel debaixo da porta e sair correndo, tão logo tocar a campainha. Ou nem isso, talvez não toque a campainha e espere você chutar o envelope, descuidadamente, e se dar conta de que ali, por ter o seu nome escrito, sem remetente, contém algo que te importe, que valha um momento da sua atenção. E você abrirá, rasgando a lateral com a faca da cozinha. Posso apostar que vai estar na cozinha, com o pano de prato jogado nos ombros, pois mal acabou de lavar a louça, e fumava um cigarro. E então, vai ler as palavras, que eu não podia, assim simplesmente, dizer. E com tudo em preto e branco, você não vai ouvir e eu não vou falar. Mas as palavras, leves na tua mão, você vai sentir pesar, como eu, e doer. Mesmo que lá no fundo, só alguma coisa, que te faz perder o olhar fora desse papel e pensar.&lt;br /&gt;O papo pode ser longo, desse modo, sinta-se a vontade para colocar a água no fogo e fazer um café, aproveite que está na cozinha, com o pano de prato a tira colo. Se eu estivesse ai, puxaria um banco da mesinha perto do fogão, e me serviria do café. Fumaria um cigarro, enquanto lê. Mas preciso ir. Querida, me perdoe. Perdoe a falta, perdoe o silêncio, e todas as discussões. Culpe o amor, se for o caso, aquele bandido. Te deixo os beijos, que valem a pena lembrar e algum sorriso. Escolha um bem bonito. Ou uma música.&lt;br /&gt;Posso ver a cena, você atrapalhada, com os dedos entranhados no cabelo, lendo, me mal dizendo &lt;st1:personname productid="em pensando. O" st="on"&gt;em pensamento. O&lt;/st1:personname&gt; cigarro no cinzeiro, quase queimado por inteiro, restando um último trago. Mas você nem lembraria. O café esfriando na xícara, sem doce, porque não encontrou o açucareiro. Eu estarei longe, no caminho do esquecimento. Terei ido com a mochila nas costas, para a rodoviária, sem bagagem pesada. E no primeiro assento do ônibus, irei com os pés no vidro, vendo o asfalto correr entre os tênis vermelhos, um deles desamarrado. Pensarei em você, pode estar certa, mas só como algo para recordar. Preciso me afastar para guardá-la como pedaço bom da vida. E te escrevo para esvaziar o meu amor e dar-lhe aquele traço de despedida.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Não se preocupe comigo, ficarei bem. Fecho os olhos e te dou um daqueles abraços longos, aqueles que a gente se apertava forte para se sentir perto. Sei que existe a distância, agora, dos corpos e dos sentimentos. Mas te mando o meu abraço para você colocar na caixinha das coisas antigas e esconder debaixo da árvore. Fique bem e me desculpe mais uma vez. Preciso te deixar partir e vou pegar a estrada primeiro. Quem sabe a gente se esbarra um dia, vai tomar uma cerveja e rir de tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Como lembrança ficarei com o instante antes de te beijar a primeira vez... Depois de tanta conversa e de te segurar no sofá. Você me olhando em silêncio, porque a gente se calou de repente. Esperando que eu fizesse alguma coisa, eu sem saber como. E aquele segundo que separou os seus lábios dos meus, antes de eu fechar os olhos e me atirar, delicadamente, sem sentir, sobre você, com o coração aos atropelos... Então, prendi a respiração e tudo ficou suspenso no ar, por milésimos de tempo, deliciosos milésimos, que continham a última dúvida. Lembro como se fosse longo o momento em que nos olhamos, e somente os olhos falaram. E quando finalmente os fechei e não te vi mais, ele veio, o beijo. Junto um sorriso.&lt;br /&gt;Eu não te odeio querida, muito pelo contrário. Escrevo para dizer isso e me despedir. Pois preciso me desencontrar de você, para que o amor acabe. Espero que uma hora se depare com as palavras que deixei em algum canto. E entenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos e aquele abraço longo...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1266351712825675540?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1266351712825675540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1266351712825675540&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1266351712825675540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1266351712825675540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2008/01/carta-para-o-amor-que-acaba.html' title='Carta para o amor que acaba'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4663282680101473989</id><published>2007-12-29T02:21:00.000-02:00</published><updated>2007-12-29T03:17:22.581-02:00</updated><title type='text'>Ilusão de ótica</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3XMGEhDDYI/AAAAAAAAAE8/hvZDdxKYUbQ/s1600-h/janela.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149246153631665538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3XMGEhDDYI/AAAAAAAAAE8/hvZDdxKYUbQ/s200/janela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era pequena, achava tudo grande.&lt;br /&gt;E você disse que o mundo me esperava.&lt;br /&gt;Debrucei na janela e esperei pelo mundo.&lt;br /&gt;Sonhei ser grande.&lt;br /&gt;Mas acho que esperei demais do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Saudade: descreve a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.”&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4663282680101473989?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4663282680101473989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4663282680101473989&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4663282680101473989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4663282680101473989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/12/iuso-de-tica.html' title='Ilusão de ótica'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3XMGEhDDYI/AAAAAAAAAE8/hvZDdxKYUbQ/s72-c/janela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-9143768991839175006</id><published>2007-12-27T03:11:00.000-02:00</published><updated>2007-12-27T03:23:01.314-02:00</updated><title type='text'>Das histórias que ele contava</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3M0zEhDDWI/AAAAAAAAAEk/8D6O5atSrhc/s1600-h/chaplin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3M0zEhDDWI/AAAAAAAAAEk/8D6O5atSrhc/s200/chaplin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148516851004935522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3M0zEhDDXI/AAAAAAAAAEs/oOZd5CSppxk/s1600-h/chaplin+2.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3M0zEhDDXI/AAAAAAAAAEs/oOZd5CSppxk/s200/chaplin+2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148516851004935538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ele costumava dizer que na outra vida tinha sido cachorro. Porque na outra, anterior dessa ainda, tinha sido padre. E que como padre tinha sido tão mal, avarento, mulherengo. Que na encarnação seguinte veio como cachorro, para aprender, de uma vez por todas, que ser humano é privilégio e coisa rara em matéria de encarnação. Como cachorro foi manso, bonzinho mesmo. E sofreu virando lata. Porque não era qualquer cachorro, para ser lição bem dada, tinha que vir um vira-lata e não cachorro de madame não. E como vira-lata passou frio, ficava sozinho nas ruas, na chuva e ventania. Morreu velho e pestilento, sem dono ou amigo. Mas valeu a dura vida, porque depois de cão, ganhou direito, conquistado, de descer homem novamente. E sem batina dessa vez, se fez homem de direito, advogado. Íntegro, correto, apreciador da vida e piadista nas horas vagas. Virou também professor, de história, como as que contava. E algumas vezes político, escritor, marceneiro, leitor compulsivo. Meu pai. Ele me dizia que era por isso que se identificava tanto com eles, os cachorros. E não foi só uma vez que levou sua cadelinha para a sala de aula. Veja bem, cachorro não, porque essa era fêmea, cadela então. Ele não achava justo deixá-la sozinha em casa e os alunos achavam graça. Teve o diretor que intrometer e dizer que escola é lugar de gente, e: por favor professor, bicho é bicho. Ele não partilhava da mesma idéia, mas... E contava outra também, a do seu amigo canino, que visitava de tempos em tempos. O gaúcho. E meu pai levou o gaúcho para o fórum e depois para almoçar na casa da minha avó. Até presenteou a secretária, com um berne que encontrou no bicho, dizendo ser um brinco. E o grito que a mulher deu, com o verme na palma da mão. Me dá vontade de rir. Esse era o meu pai. Espero que na próxima venha como passarinho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-9143768991839175006?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/9143768991839175006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=9143768991839175006&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9143768991839175006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9143768991839175006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/12/das-histrias-que-ele-contava.html' title='Das histórias que ele contava'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R3M0zEhDDWI/AAAAAAAAAEk/8D6O5atSrhc/s72-c/chaplin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5308406598627191281</id><published>2007-12-20T01:31:00.000-02:00</published><updated>2007-12-29T04:02:15.458-02:00</updated><title type='text'>Sobre Asas Fechadas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R2w6UUhDDGI/AAAAAAAAACc/vgYQt4cZiQ0/s1600-h/anjo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146552594956749922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R2w6UUhDDGI/AAAAAAAAACc/vgYQt4cZiQ0/s200/anjo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Teve um dia, poucos pra trás, que acordei de sono pesado, quase desmaiado. E não era mais eu. Entende? Simplesmente, de repente, me pareceu que o azul do céu não fazia sentido. E por que bonito o dia, se por dentro estava tudo tão feio, em cinza fechado? E as costas me pareceram pesadas e os sentimentos. Me sinto tão perdida, não sei mais qual é a minha casa, nem para onde correr. Se corro, ou fico parada... Não sei onde está o amor, ele anda tão disperso que, às vezes, me questiono se existe. É possível viver sem amor? Sinto como se nada pulsasse aqui dentro. Dei uma pausa na correria cotidiana, para me deixar ser carregada e sentir muito pouco qualquer coisa. Chego a me espantar com algum sorriso. Eu queria que pulsasse, queria sentir o chão para poder correr. E sim, me perder, quem sabe? Mas jogar com a possibilidade de me aventurar. Viver. Abrir as asas e ficar mais leve, acredito que eu possa voar, mesmo sem tirar os pés da terra, mesmo sem ter asas que os outros possam ver. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Precisei de abraços, uns mais que outros. Precisei de amor, uns mais que outros. Mas aprendi que, sincero, é quando vem sem pedir. E dói, quando não vem. Acalma saber que palavras e abraços inesperados chegaram. E outros esperados, vieram de mala nas costas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Eu não amei demais. Mas amei o suficiente algumas vezes. O suficiente necessário para sofrer. Talvez eu tenha amado errado. Aliás, esse é um dos meus grandes problemas. E por isso parece difícil continuar. Ou acreditar no amor que valha a pena. Ou se deixar amar. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Tem chuva lá fora. E esse cair da água me parece música, me faz sentir o mundo que rodeia. E as horas continuam, e eu preciso caber dentro delas. Preciso voltar, mesmo doída, pois se há dor, ainda pulsa, mesmo que no fundo. E eu estou jogando, no momento de virar o tabuleiro e algumas peças. Mudar coisas de lugar e me permitir... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;As asas vão abrir um dia, hoje não, ainda. Mas sinto a força que vem, sem saber de onde... Acredito em anjos e em um, que me guarda. E a chuva, daqui a pouco passa. E o amor daqui a pouco chega. E ai sim, as asas.&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5308406598627191281?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5308406598627191281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5308406598627191281&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5308406598627191281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5308406598627191281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/12/sobre-asas-fechadas.html' title='Sobre Asas Fechadas'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/R2w6UUhDDGI/AAAAAAAAACc/vgYQt4cZiQ0/s72-c/anjo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1971102635422552404</id><published>2007-12-17T00:21:00.000-02:00</published><updated>2007-12-17T00:22:35.308-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pai,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria te dizer uma porção de coisas, mas essencialmente que o meu amor é de tamanho desproporcional ao mundo, e que você o leve. E que você vá leve, porque merece, e mais tarde a gente se encontra. Porque o amor transcende, porque ele fica, apesar de tudo. Porque eu te amo. Porque como pai você foi meu herói. E é. Ainda. E sempre. O mundo perdeu hoje. Mas sua vida foi linda, é isso que importa. Eu queria lembrar um monte de coisas, como a música que você assoviava todo dia, e eu ouvia antes de você entrar em casa. Queria lembrar do teu riso, e ouvir a sua voz. Mas eu fico com os ensinamentos, e fico com o teu amor, que sei, era grande. Eu fico com o teu pedaço dentro de mim, que carregarei, por ser sua. Eu quero o teu abraço, o teu carinho, as nossas conversas de madrugada. Como era bom, a gente se perder nas horas e ir dormir de madrugada. Eu queria tanta coisa... Queria te agradecer por tudo, queria dizer que não poderia ter sido melhor, que você não poderia ter sido melhor. Você que me ensinou a andar de bicicleta, você que embarcava em cada uma das minhas loucuras. E nossa casa quase vira um zoológico, e você se fez de ator, e roteirista, e me construiu uma casa de bonecas, e depois fez os móveis da minha casa. As cachorras sentem sua falta e não entendem. E eu e minha mãe, nem se fala. A gente entende, mas difícil aceitar. Não sei como vai ser daqui pra frente, porque eu me sinto vazia, falta um pedaço. A casa ficou tão grande de repente. E todas as coisas têm um pouco, ou muito de você. As cores no quarto, as coisas na estante, as fotos, os livros, parece que você vai entrar a qualquer momento e dizer que acabou a brincadeira. Vai entrar assobiando, aquela música que eu não consigo lembrar, e ai vai me parecer tão óbvia. Vai entrar soltando a Nina da corrente, e ela fazendo o maior estardalhaço. Mas a verdade pai, é que você não vai entrar nunca mais. Então acho que eu não vou lembrar a música. A gente ta sem lugar, sem saber o que fazer. Você era a alegria das nossas vidas e você sabe. Saudade das suas piadas sem graça, saudade dos seus conselhos, da sua segurança, saudade da sua voz desafinada quando cantava, saudade da sua espontaneidade, saudade de tudo em você, saudade que não acaba mais. Saudade de quando você me ligava só pra dizer que tava com saudade. A separação é dura. Mas fico feliz por você ter me esperado chegar. Fico feliz por você não sofrer mais. Mas hoje é o dia mais triste da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcela&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1971102635422552404?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1971102635422552404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1971102635422552404&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1971102635422552404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1971102635422552404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/12/pai-queria-te-dizer-uma-poro-de-coisas.html' title=''/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8788971760602108019</id><published>2007-11-24T02:22:00.000-02:00</published><updated>2007-11-24T02:49:16.655-02:00</updated><title type='text'>Juntando os cacos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A joaninha no tapete verde, do banheiro. O vento de final da tarde, friozinho e casaco. O copo que quebra no bar, derruba a cerveja. A música assoviada, depois alguém canta. A vista do alto, quando os edifícios se cruzam e o dia acaba. Café vem com cigarro. Um passo de cada vez, te leva longe. Dia muito quente, tem cara de praia, mesmo segunda. As palavras ficam meio soltas no poema, a gente que costura. A vida é feita de frases.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Fui, empurrada pela mesmice. Sai, pela tangente. Tudo ruim, algumas vezes. Mas nada como música boa e noite de sinuca, amigos. Nada, como notícia boa inesperada. E rir de fechar os olhos. E brincar de lutas que terminam &lt;st1:personname productid="em abraços. Construí" st="on"&gt;em abraços. Construí&lt;/st1:personname&gt; estátuas e edifícios, como Gaudi, em mosaicos múltiplos e coloridos. Mas sem técnica, nada que os olhos alcancem, efemeridade de um sopro, ou de um pensamento. Construí momentos, que ficam pendurados como móbiles em trajeto rodopiante, &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;lembro deles quando o vento passa de um canto. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Sabe para onde eu fui?... Rodo, rodo, rodo... Às vezes nem eu sei, mesmo sóbria. Saltei para o mergulho debaixo d’água, com o impulso dos corajosos. Ainda não encontrei saída. Admiro o sol, com fina camada cristalina que me cobre. Eu, flutuando entre balançar de pernas, braços. Hipnotizada pelo belo do dia. Sabe? Criei dilemas clássicos narrativos, surrealistas. Desenhos de relógios, ficam nas paredes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Vestido que balança, sandália que arrasta. Vai dizer a ela que o bom é sentir, quando se tem. Hora curtida na calma. A risada compartilhada. A flor que dá na janela. Quase um samba. O barquinho no mar feito dos cacos de vidro... Te dou de presente. Pendura no alto que a onda passa e ele navega. “Quem sopra meu nome?”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8788971760602108019?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8788971760602108019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8788971760602108019&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8788971760602108019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8788971760602108019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/11/juntando-os-cacos.html' title='Juntando os cacos'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5453570130777307696</id><published>2007-11-14T01:51:00.000-02:00</published><updated>2007-11-14T01:52:25.803-02:00</updated><title type='text'>Garoas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Pedi tranqüilidade, a calma do sono que vem num fechar de olhos, sem muita avalanche que assola, machuca. Fiquei tantos dias assim, doida, cansada. Como se tudo viesse em pacote fechado, endereçado com meu nome em caixa alta, para não ter erro. Sem doses homeopáticas. Para que o tapa doesse e marcasse. Fiquei meio anestesiada, flutuando em descompasso, para ver se passava. Enquanto isso, confusa, levava. Ainda levo, ainda confusa, mas passa. Vieram noites em claro, e olheiras, que os outros notavam. Dormir, só por cansaço a poucos instantes da manhã. Ou nem isso. Vi o sol entrar pelas frestas da janela. E me sentei no chão e chorei. Difícil explicar, compreender, mesmo para mim, colocar em palavras então. Parei de escrever. Emudeci o verbo. A página &lt;st1:personname productid="em branco. Os" st="on"&gt;em branco. Os&lt;/st1:PersonName&gt; textos, antigos. Minha vida aos atropelos com ela mesma.&lt;br /&gt;    De repente veio mansa, a tranqüilidade. Não por completo, mas se achegou com o medo &lt;st1:personname productid="em trégua. Sorrateira" st="on"&gt;em trégua. Sorrateira&lt;/st1:PersonName&gt; que só, e imperceptível à primeira vista. Ainda seguro a sobrinha, vou em cima da corda e por baixo o abismo. Mas me divirto encontrando sorrisos, antes sumidos. Descobri pessoas atentas, prontas a me amparar, se por um deslize... Deslize esse, que chegou a balançar a corda. Porém, no quando dos pés no chão, às vezes, me perco. Acostumei-me às alturas e nem sempre encontro o caminho nas ruas. E me torturo e me odeio, em momentos de fraqueza, pequenas tempestades. Não sei como agir, e nem para que lado. A sombrinha me equilibra, sem ela, vou pelas calçadas com o olhar vazio, nada me toca. A inércia dos dias iguais. Do outro lado a firmeza na extremidade da corda, sigo como objetivo para ela. Mas pelo caminho, fico no vai e vem, no ritmo torto do corpo, dos sentimentos. Boa parte do tempo fujo acendendo cigarros, ou vendo a estrada com o pé encostado no vidro do ônibus. Algumas vezes alguém oferece a mão. A minha, suada, da equilibrista aflita em constante movimento. Escorregadia. E então, veio margarida no copo de requeijão, compromissos de loucuras, não tão loucas em noites perdidas, livros e livros. Me apeguei com outras histórias. E as pálpebras pesaram sem delongas. E o sono. Entre a sombrinha e a corda, a moça, que adormece ouvindo garoas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5453570130777307696?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5453570130777307696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5453570130777307696&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5453570130777307696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5453570130777307696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/11/garoas.html' title='Garoas'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4885581292724421627</id><published>2007-11-03T18:50:00.001-02:00</published><updated>2007-11-03T18:50:22.725-02:00</updated><title type='text'>O melhor diálogo</title><content type='html'>Você ta acordando?&lt;br /&gt;To...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele não quer mais namorar a minha mãe, não acha a Panda bonita.&lt;br /&gt;Mas os olhos me procuram e encontram. E qualquer palavra é o melhor presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4885581292724421627?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4885581292724421627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4885581292724421627&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4885581292724421627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4885581292724421627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/11/o-melhor-dilogo.html' title='O melhor diálogo'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-2886784820553810008</id><published>2007-10-27T00:55:00.000-02:00</published><updated>2007-10-27T01:08:40.806-02:00</updated><title type='text'>PARA TE ACORDAR DO SONO</title><content type='html'>Amarelada a foto, que já foi há quanto tempo agora?  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu tão pequena no teu colo, parada, na foto.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O azul que fica atrás do seu sorriso, teus cabelos pretos,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Seus olhos mal abrindo, pelo sol da manhã.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda, vamos juntos por ai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda pra ouvir que eu te amo sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Volto no tempo agora, para olhar pra você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Teu rosto no meu, tuas mãos a me segurar.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vejo você em mim, quando grito, bato boca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando rio e acho graça. Tem você, qualquer traço.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda, vamos juntos por ai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda pra ouvir que eu te amo sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a gente se parece no olhar que diz tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Você recita seus poemas e eu faço as músicas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vem acalmar meu sono, na madrugada, na chuva&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;que tarda a passar, pai. E eu já não sonho mais.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda, vamos juntos por ai...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Acorda pra ouvir que eu te amo sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-2886784820553810008?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/2886784820553810008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=2886784820553810008&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2886784820553810008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2886784820553810008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/10/para-te-acordar-do-sono.html' title='PARA TE ACORDAR DO SONO'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1436337678015294908</id><published>2007-10-07T21:53:00.000-03:00</published><updated>2007-10-07T21:55:02.202-03:00</updated><title type='text'>O TRAJETO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ele deletou o recado na secretária eletrônica, acendeu o cigarro, apagou a luz e saiu batendo a porta. Desceu pelas escadas, pois fumava. E no elevador o aviso que proibia, com o círculo vermelho cortando o cilindro esfumaçado.&lt;br /&gt;Na rua, a chuva espantava os passantes. Dos poucos que restavam, o caminhar era apressado debaixo dos guarda-chuvas. Ele ia como quem não se importava, ajeitou um pouco o casaco para aparar os pingos e pronto. Não sabia para onde, na verdade, o motivo da preocupação era outro: encontrar-se no trajeto e não o destino. De modo que, continuar em frente, era o caminho. Percorria. Cabelos molhados, goteiras nos olhos. Passava a ponte, atravessava a rua, observava os carros e quanta água levantavam.&lt;br /&gt;Era o poeta do concreto em meios aos edifícios, coberto de cinza por todos os lados. Andando perdido na noite da tempestade, mas obstinado. O cigarro, morto entre os dedos, ainda levou mais uma vez à boca, e riu da própria tolice, óbvia, ao percebê-lo apagado. Atirou-o na sarjeta com peteleco, e a bituca se foi carregada pelas águas. Certo era o esgoto como fim mais próximo.&lt;br /&gt;Parou do lado de fora de um café e escorou na pilastra. A chuva ainda o atingia dali e disso se agradava. Tirou o maço do bolso e depois de algumas tentativas conseguiu acender outro cigarro. Fumava. Com a sobriedade de um louco em silêncio. Queria se ver satisfeito com as tristezas do cotidiano antigo, agora tudo diferente, era outro. O endereço o mesmo, a mesma cara, com algumas rugas a mais. Porém, por dentro da pele se sentia completamente um estranho, que pulsava inquieto.&lt;br /&gt;    Sentou-se no meio fio. Batia os pés na água que corria. Encharcado como um todo, nesse momento. Por dentro e por fora. Respirou fundo, como se tivesse prendido o ar por muito tempo, e só percebesse de repente. Reparou numa janela acesa, já era madrugada agora, imaginou toda a vida que continha. Invejou, sem saber por que, qualquer pessoa que existisse ali. Não queria mais ser quem era. Apenas isso. E continuou.&lt;br /&gt;Foi pelas calçadas alagadas, pisando em poças já pisadas. Andaria mais, o tempo que fosse necessário, até descobrir o caminho. E entre um e outro semáforo aberto, que cruzava, acendia mais um cigarro. Solitário nas ruas desertas da cidade grande, na noite chuvosa que mantinha as pessoas em casa. As reflexões eram muitas, se debatendo em polvorosa na cabeça. Caminhava como se delas se afastasse. Um fugitivo perseguido de perto. Inclementes, elas se mantinham a distância da sua própria sombra, e vez por outra o alcançavam.&lt;br /&gt;Parou, de súbito. E uma vertigem que se debateu logo em seguida, quase o derrubou no asfalto. A morte encerra. Ela havia morrido, e metade da cama estaria desocupada dali em diante. E todas as pequenas coisas da casa a lembravam. Memórias que o sufocavam, os cômodos ainda respiravam o seu cheiro, o perfume que se esvaia no travesseiro. Ele ficava. Doido por uma fisgada constante, tomado por um vazio crescente.&lt;br /&gt;Talvez a própria morte estivesse passeando ali em seu guarda-chuva vermelho. Sorrateira, esperando por uma distração para o levar também. Soprando em seu ouvido o recado que veio na secretária eletrônica, para lembrá-lo que talvez valesse a pena ir com ela.&lt;br /&gt;Segurava o maço vazio. Mais adiante imaginou vislumbrar o espectro da Dama Vestida de Negro. E correu naquela direção sem se preocupar com a vida. Correu para um abraço de encontro derradeiro com a morte. Na noite vazia, na chuva solitária, que aplacaria a dor.&lt;br /&gt;Não ouviu a buzina. Era um atleta obstinado tentando alcançar o destino escolhido. O corpo estendido no chão cinza, coberto de água. Não se formou multidão, quase ninguém por ali àquela hora. Estava tudo bem agora. Vida demais, algumas vezes, é um fardo extremamente pesado. E ele estava leve, por fim.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1436337678015294908?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1436337678015294908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1436337678015294908&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1436337678015294908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1436337678015294908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/10/o-trajeto.html' title='O TRAJETO'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1554288151608217047</id><published>2007-09-24T02:11:00.001-03:00</published><updated>2007-09-24T02:11:53.155-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu preciso dizer mais uma vez que te amo. Então, por favor, seja forte e acorda logo. Eu rezo, todos rezam. E peço pra quem quer que seja, pra qualquer força maior que resulte, que você melhore. Tento jogar ceticismos fora e me apegar à fé. Mas o quê me acalma é escrever, como bem sabe, e também gosta. Acho válido acreditar que as minhas palavras possam te atingir de alguma forma. Não consigo dormir pai, to com saudades. Tudo dói. A angústia de te ver assim, me deixa formigando, não me deixa dormir, e fica um nó na garganta que não sai. Melhora, vamos voltar como era antes. E a meta dos 111 anos como fica? Vamos brigar por ela, seja forte, por mim? Pela minha mãe? Todos choram. E você dorme no teu sono profundo... Acorda vai. Eu não consigo dormir, como quando eu era criança, e você sempre vinha me acalmar, sempre, você... E eu dormia, agora não dá. Então eu rezo, então eu choro e não consigo parar de pensar. Suas coisas no mesmo lugar, os óculos na mesa, parece que você vai abrir a porta a qualquer instante. Vamos combinar que você volta? A Nina não sai de perto da porta, me olha por longos minutos algumas vezes, como se lesse meus pensamentos. Ela entende e também te espera. Chega! Vou acreditar que vai dar certo, porque preciso. Não acho justo. Prometo que te paparico muito. Queria estar perto... E se nos teus sonhos você me encontrar, ouça o que direi: eu te amo. Depois disso chega de sonhar, abra os olhos para que a gente possa se ver, e para que eu possa sorrir.   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1554288151608217047?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1554288151608217047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1554288151608217047&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1554288151608217047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1554288151608217047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/09/eu-preciso-dizer-mais-uma-vez-que-te.html' title=''/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4583405644238469288</id><published>2007-09-16T23:44:00.000-03:00</published><updated>2007-09-16T23:45:01.846-03:00</updated><title type='text'>Socorro, alguém me dê um coração...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Você tocou a campaninha. E eu, fechada dentro de mim, por um bom tempo agora, esperava. Não abri no primeiro instante, esperei mais um pouco, para guardar o momento da dúvida. Tinha aprendido a esperar, pelo seu tempo, pelos seus medos, por você. Você sempre se atrasa. E eu me importo, fecho a cara, depois passa. Voltei a mergulhar em livros, os personagens me rodeiam, menos os meus próprios que ficaram meio de lado. Outro dia, fumava na janela. Chovia lá fora. Um pingo apagou a chama e não percebi o cigarro morto entre os dedos, que tornei a levar até a boca. Achei graça. Não sei mais o que busco. Resolvi esperar que as coisas me achem. Te vi chorar hoje, momento estranho, como se a situação se invertesse um pouco. Teus olhos marejados, a baia passando pela janela da barca. Todos bêbados, o sol nascendo alaranjado e meio míope pelo vidro. Quis te segurar bem forte e dizer qualquer consolo bom que te acalmasse. E depois do sono pesado, você nem lembra direito, engraçado. Resolvi sair da bolha. Estourar o universo de pensamentos que me atravancam e seguir. Pra onde, não importa. Eu abri a porta. Algumas vezes era você, outras não. É sempre assim. Não sei se o problema é comigo, se sou eu quem complica tudo. Pode ser. Talvez não saiba lidar com o simples. Talvez a alma poeta, melancólica, me tome e dite o meu caminho, autoritária. Por isso sofro, mas passa. Como tudo. O coração que apanha, várias vezes. Depois não sinto nada. E me agarro quando sinto, como última esperança. Agora ele ta voltando a ficar calmo, resolvi destituir a pressa. Vi que os outros também choram, cada um com a sua dor, eu com a minha e a gente vai levando. Domingo não tem um gosto bom, o telefone não toca, é um dia solitário. Mas a solidão, no fundo, é uma companhia para todos, por mais que rechaçada. O amor o pior dos remédios. E a gente se olha, e se pergunta como lidar com a situação. Eu não sei, você menos ainda. E entre os trancos e as noites mansas a gente tenta se entender. E depois, cada um para sua casa. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4583405644238469288?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4583405644238469288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4583405644238469288&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4583405644238469288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4583405644238469288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/09/socorro-algum-me-d-um-corao.html' title='Socorro, alguém me dê um coração...'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-1962877574283961650</id><published>2007-09-06T02:04:00.001-03:00</published><updated>2007-09-06T02:25:46.606-03:00</updated><title type='text'>Aprofundando o fundo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Noite, mais uma dessas, e pensar que em todos os dias até hoje tiveram noites assim. Quando quero que o tempo passe, penso: Bom, ontem queria que o expediente acabasse e, não é que de repente... O de ontem faz tempo, e o de hoje logo passa. Estranho, estou entre meandros, meandros da vida, do tempo das coisas. Não consigo decidir. Às vezes, preciso ficar em cima do muro para checar os lados, pra ver se descer é seguro, se escolher é seguro. Tão tranqüilo, vai se levando na inércia, comodidade de quem não sabe decidir. Embora se fizesse a hora, e eu soubesse... A ampulheta naquele revirar e virar constante, matando o tempo na areia que cai &lt;st1:personname productid="em gotas. Eu" st="on"&gt;em gotas. Eu&lt;/st1:personname&gt; ali, os olhos grandes de quem preocupa, mas cedo do que tarde teria que pular, eleger um lado. O respirar mais fundo, a chama do fósforo até o cigarro. Começou assim, peguei o ônibus, a mochila nas costas, a mala no bagageiro e o violão a tiracolo. Era o necessário, me taquei no mundo. Inocência de quem busca. Ao futuro, um brinde no bar. E agora vem e me pergunta: e ai?... Sei lá, camarada, me deixa curtir mais um pouco, acreditar que a juventude não passa. E ele se volta: e o cinema dos olhos? A arte? Olho-me no espelho, cabisbaixa: e a vida? A casa? Como se leva? Como se paga?... Desilusão de quem enxerga e repara. Deixei de acreditar que sonhar é por necessidade o combustível que mantém, o fracasso foi me pegando aos pouquinhos. Pode ainda ser cedo, resta o último trago. Uma amiga disse: você sabe que seus textos são um bocado profundos... Com a cara de quem quer dizer: você se enrola. Difícil se fazer entender. Me conheço melhor quando escrevo, e nas minhas confusões lá vem trabalho, casa, paixão. Tudo complicado, se embolando em nós, um por cima do outro, sem espaço. Do jeito, que ironicamente, eu gosto. E me pego sem saber responder uma pergunta boba, sem querer responder, me calo. Te olho e penso: não bastam meus olhos aprofundando os teus enquanto espera se eu falo, ou não? Indo lá no fundo das tuas certezas. E você se esquiva e não entende nada.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-1962877574283961650?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/1962877574283961650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=1962877574283961650&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1962877574283961650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/1962877574283961650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/09/aprofundando-o-fundo.html' title='Aprofundando o fundo'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-5472044027559181570</id><published>2007-09-01T01:24:00.001-03:00</published><updated>2007-09-01T01:24:50.856-03:00</updated><title type='text'>Para alcançar estrelas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para alcançar estrelas te fiz um poema. Depois uma música, que cantei para espalhar pelas bocas e ver se chegava aos seus ouvidos. Mais tarde te fiz ciúmes com amores passageiros e proibidos. E te segurei em bares a troco de cervejas e cigarros, sem querer que me escapasse no último instante, te puxava pelo casaco, fechava a porta... Fui colecionando estrelas. Fui colecionando conquistas entre noites solitárias, guardando momentos, em parte cuidadosamente separada da gaveta. Escolhendo palavras para te dar de presente, mesmo que você nem soubesse, nem nunca lesse. Em teu sono, de leve, dormia minha tranqüilidade no auge da minha insônia. Para alcançar estrelas tentei ser diferente, me adaptar ao seu jeito. Porque quando se gosta, não se deixa de lado, muito menos se bate a porta. Quero gana de aproveitar amor quando se tem, quando se sente. Muito covarde enterrá-lo por baixo de histórias sem importância, em noites de bebedeira, em pessoas vazias. Não funciona. E no fundo, cada vez mais sozinho. No final tentei roubar estrelas subindo escadas... Te escrevi uma carta, com ponto que terminava, sem beijos, porque doía pensar em beijos se não fossem sinceros. Não pensei nas palavras, ia movida a decisão de razão, enquanto o emocional chorava tão literalmente que embaçava o quê escrevia. Me esticava toda para ver se alcançava lá, bem lá no alto. Voltei a escrever porque me inspirava. E mesmo quando não se tinha mais o que falar e você me tirava da festa, a gente ria à toa. E era ali que eu ficava, perdida quando me olhava e eu te olhava de volta, para quê palavras? Era ali que elas brilhavam, na noite dos seus olhos, tão perto... Tudo isso para te fazer apaixonar e ai sim, finalmente as estrelas. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-5472044027559181570?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/5472044027559181570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=5472044027559181570&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5472044027559181570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/5472044027559181570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/08/para-alcanar-estrelas.html' title='Para alcançar estrelas'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4514875632909853220</id><published>2007-08-30T01:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T01:08:57.117-03:00</updated><title type='text'>Porque falta...</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora há a falta. Há de ter o quê não se tem, porque falta. Falta aquele dia que já foi, porque ficou ali, muitos dias para trás. E hoje, amanhã mais ainda, vai parecer que nem foi e por isso, falta. Faltam outros dias como aquele. Ou como aquele outro, também bom. Dormir, acordar, ter-te bem ali ao alcance das mãos, na ponta dos dedos sentir tua pele enquanto dormia. Pele com pele, calor que me falta, faz frio. Não vejo o teu sorriso de manhã, do meu lado o travesseiro vazio. Nele restos do cheiro, que vai sumindo aos poucos, provando que os dias continuam vindo e te afastando, e te fazendo desaparecer, homeopaticamente, em dozes de 24 horas. Um dia depois o outro. E assim por diante. No quarto alguns resquícios te lembram, você falta. Faz falta olhar-te nos olhos e lá fundo tentar descobrir o mistério, ou então, qualquer coisa que fale, só pelo som da sua voz, falta. A morte da pessoa viva, o inalcançável mesmo que bem perto. E dói tudo, espero que passe, tão logo essa corrente fria. Desfazer o amor, nó por nó, desembolar a linha, mesmo que comprida, sem pressa, mas continuamente. Decidi me esmerar e deixar-te como lembrança boa, ali em qualquer outro lugar que não me machuque. Sem querer, pedi que fosse embora, não me despedi, você não respondeu. E por dentro grito no meu silêncio falso, falta. Desculpe o amor, vou ver se ele passa. Recolhi conselhos pelo caminho, algo a ver com tempo, algo a ver com outro amor, o próprio. Sigo com a tua falta enquanto perdurar a estrada. Pedi uma fórmula, ninguém sabe. Acho que o remédio é se habituar, conviver com ela em cada momento que te lembre. Medo de ir dormir e sonhar, os sonhos são sorrateiros e te buscam em algum canto. E no despertar, vejo a falta, no vazio do quarto de manhã. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4514875632909853220?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4514875632909853220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4514875632909853220&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4514875632909853220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4514875632909853220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/08/porque-falta.html' title='Porque falta...'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-9164824075008206470</id><published>2007-08-28T01:36:00.000-03:00</published><updated>2007-08-28T01:38:25.673-03:00</updated><title type='text'>Em busca de um sono tranqüilo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Mas quando eu cantava era diferente... Agora faço filmes, virei fumante e pouco escrevo. Aquele pouco, não mais que o necessário. Mudei de vícios e de pessoas. Mudei de casa, de rua, de cidade e estado. Mudei-me por completo, um completo tão cheio, que me revirei do avesso. Às vezes não mais reconheço o que sou, ou o que fui, depende do momento. Ouço a música dos tempos outros, que, por pouco, permanece nos tempos hoje. Por um último triz a agarro e não deixo ir embora, ainda pego o violão, ainda canto em noites de bebedeira. E quando me perco pelo chão dos tacos e adormeço de sono contido dos dias, me rendo ao cansaço e não sonho.Ando muito pelas ruas, atravesso cidades e na madrugada vou sozinha pelos quarteirões, aqueles dois, pensando o porquê das coisas. Também me perco nessas horas, entre as cidades, muitos lugares novos e de repente não sei por onde andar, as ruas me cortam. Pelos quarteirões sigo com os cigarros, companhia mais fiel e no pensamento me confundo nas idas, vindas e volto pra casa. O caminho é fácil. As conclusões, mais difíceis, deixo para a manhã seguinte.Ontem, a conversa era sobre amor, traição, desamor. Eu dormia. Depois das discussões mais apimentadas, bate a dor de cotovelo regada a álcool. Então não sei mais acordar, nem o quê responder. Se já o amor veio, como penso ter sido, veio também o desamor que me dói, não de mim, mas para... Mudei de nome, e depois de tantas mudanças, ainda escuto a mesma música, repetidamente. Ela fica, pelo menos. Fui embora de mim, mas me busco quando já não posso mais me perder tanto. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-9164824075008206470?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/9164824075008206470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=9164824075008206470&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9164824075008206470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/9164824075008206470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/08/em-busca-de-um-sono-tranqilo.html' title='Em busca de um sono tranqüilo'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6721488735583215650</id><published>2007-07-31T03:21:00.000-03:00</published><updated>2007-07-31T03:28:48.891-03:00</updated><title type='text'>Insônia</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ok. Eu comigo mesma, sou minha pior inimiga. E as horas que a cama me rouba inutilmente porque não consigo dormir, malditas horas inaproveitadas, eu tão sem tempo pra perder. O frio corta no gelado do vento lá fora, e o meu cobertor é pouco, psicologicamente ainda sinto mais frio do que é. Como se o vento que sopra e me chega aos ouvidos atingisse também a pele e... Ai que gelo! Me encolho mais, falta o calorzinho de alguém. Hoje tinha uma lua linda, ouvi que era dia, ou noite, para se namorar, e o friozinho, se aconchegar... Mas fazer o quê? Agarro-me mais ao travesseiro e tento dormir. Não vem! Os carneirinhos me são inúteis, sempre foram. E os pés se enroscam. Meu sono passeia enamorado de alguma dama por ai, foi aproveitar a lua, e eu fiquei. Também, tantos problemas afugentam os sonhos. Queria um botão: “Desmemoriação Momentânea” para que eu pudesse dormir. Cedo de amanhã o dia já me cai sobre os olhos e lá vou atravessar pro Rio na barca. E a desmemoriação vem embalada na água. Tudo em câmera lenta, o próprio corpo vai na inércia. E o sonífero da noite virada se impõe, zombeteiro. E os problemas? Putz, tão sem cabeça... Um bocejo, os olhos vermelhos, já viu? Sempre sonolenta de manhã, desde lá dos tempos do colégio, seis horas o despertador. Saudade da minha cachorrinha, dormia assim enroscada nos pés, ela levantava sem sono e me chamava. Dormia de tarde, eu não podia e olhava invejosa. Mas com ela, às vezes, me estirava no sol que batia na cama. Só meia horinha... E ficava. Queria um cachorro, de repente me sinto sozinha. De repente o frio... Se a chuva viesse de rebarba pelo menos trazia o sono, mas só o vento canta. Isso! É o sentimento deslocado, dúvida de pertencimento, falta de raiz, já senti outras vezes, tão ruim. Não me deixa dormir. Talvez passa, agora complicado. Saudades de Nina, saudades de casa. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6721488735583215650?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6721488735583215650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6721488735583215650&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6721488735583215650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6721488735583215650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/07/insnia.html' title='Insônia'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3352909920309487741</id><published>2007-07-15T17:25:00.000-03:00</published><updated>2007-07-15T17:27:45.280-03:00</updated><title type='text'>A menina e o peixinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;Um dia a menina perguntou para o peixinho:&lt;br /&gt;    _Então, pequeno e dourado, vivedor do aquário solitário, me diga, como vai ser a minha vida?...&lt;br /&gt;    O peixinho encarou-a de pronto, ouvidos atentos, borbulhou uma resposta, secretada, que a menina teve que se aproximar mais do vidro para distinguir bem. Então, ela calou-se atenta e refletiu um instante. Seria tão simples a resposta? Ou ela, criança demais para compreender os segredos da vida, não podia entender, ainda, o que o bichinho tentava lhe dizer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3352909920309487741?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3352909920309487741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3352909920309487741&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3352909920309487741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3352909920309487741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/07/menina-e-o-peixinho.html' title='A menina e o peixinho'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-2864602387924834451</id><published>2007-06-25T00:45:00.000-03:00</published><updated>2007-06-25T00:55:47.262-03:00</updated><title type='text'>Palavras Repetidas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tiver tempo de dizer tudo que sinto, direi que te amo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tiver tempo de pensar tudo que sinto, ao invés de dizer, te amarei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tiver que dizer tudo que sinto, ao mesmo tempo, pensarei que te amo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tiver que pensar tudo que sinto, direi que te amo, a tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando tiver que te amar, direi tudo sem pensar, nem sinto o tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te amar sem ter que dizer, sem pensar no tempo, não importa quando, mas tudo que sinto.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-2864602387924834451?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/2864602387924834451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=2864602387924834451&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2864602387924834451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/2864602387924834451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/06/palavras-repetidas.html' title='Palavras Repetidas'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6147180968410355698</id><published>2007-05-01T02:14:00.000-03:00</published><updated>2007-05-01T02:15:26.771-03:00</updated><title type='text'>Janela para o infinito</title><content type='html'>O telefone toca.&lt;br /&gt;Ela não quer atender. Sabe? Um telefone tocando, uma janela para o infinito. E depois de tantas coisas...&lt;br /&gt;O telefone continua tocando.&lt;br /&gt;Ela olha para ele, como se encarasse alguém, como se cada vez que ele chamasse, cada trim, doesse. Uma fisgada lá no fundo, que ela nem sabe precisar de onde vem.&lt;br /&gt;Mais um trim.&lt;br /&gt;O último que ela pode suportar, senta-se no sofá ao lado dele, coloca a mão no gancho.&lt;br /&gt;Ela atende.&lt;br /&gt;Do outro lado o silêncio espera por alguma palavra, que não vem.&lt;br /&gt;Põe o telefone no gancho.&lt;br /&gt;Difícil demais dizer qualquer coisa, melhor calar para não sofrer, melhor nem saber.&lt;br /&gt;Tira o fio da tomada.&lt;br /&gt;Ainda é cedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6147180968410355698?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6147180968410355698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6147180968410355698&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6147180968410355698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6147180968410355698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/04/janela-para-o-infinito.html' title='Janela para o infinito'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-8074993412176099034</id><published>2007-04-10T00:19:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T00:20:32.729-03:00</updated><title type='text'>Brincos de Estrela</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;; font-style: italic;"&gt;Não sei como começou, é estranho pensar nisso agora...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O amor dói, porque é o nosso amor que machuca nunca o amor de outra pessoa e ele ali, sozinho, num crescente inexplicável, escapa entre os dedos quando se tenta deter. Quis sufocar no início, para que o amor calasse. Para não ter que dizer... Sabe? Quando a correspondência do olhar não vem. Teus olhos, seu cabelo, seu sorriso, seu jeito, tudo em você era lindo. E algo mais, que não sei dizer, puxava meus olhos... As pequenas coisas de você. Mesmo com o armário cheio, no final, você escolhia as roupas de outros dias, que eu já conhecia. Por você não perceber, ou eu pensar que não, cada palavra desperdiçada nas nossas conversas longas, era para te fazer entender. E nos breves momentos que você esquecia sua mão na minha... Queria que esquecesse de lembrar. Tantas vezes quis dizer, de uma vez, me livrar do peso... Mas por medo de perder o que nunca tinha tido completamente, não dizia. O teu abraço doía e eu mal conseguia respirar... Todas as frases me pareciam por demais óbvias. Mas se eu voltasse e não dissesse, talvez não dissesse mais. Pensei ter deixado passar... Então não diria! &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; N&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ão mais teria seus olhos, seus cabelos, sua boca, seu jeito tão próprio de me fazer apaixonar, não teria mais nada, sem abalos, sem sorriso, sem carinho, sem acontecer possibilidade, você nem imaginaria... E, por fim, o amor se dissiparia, calado ainda. O que eu sentia há tanto tempo se resumiu ali: era você... E aquilo retumbava na minha cabeça, como que para acreditar que tinham se desprendido finalmente da boca... Palavras que eu guardava só para imaginar como seria. Enquanto via teu rosto tão perto, e sua respiração sussurrada no ouvido, só pensava em embrenhar os dedos nos teus cabelos e beijá-la num rompante de loucura incontido. Depois, o silêncio incomodava um pouco. A gente não conseguia falar. Na hora, era difícil escolher as palavras, se é que palavras fossem mesmo necessárias. E o sonho e o real, se entremeando no instante em que se prende a respiração para acreditar. Tudo em um dia, em um único dia... Minha vida em um único dia. Como se depois de girar muito rápido em torno dos próprios pés, ela parasse, e não soubesse mais para onde ir. Talvez se perca por um outro caminho. Foi lindo... Mesmo que as horas distanciem cada vez mais esse dia e nos separem enfim, ficando apenas a lembrança... Aconteceu. Era difícil te olhar de manhã e imaginar que como sonho você poderia tomar tudo. Difícil lidar com as horas que insistiam em adentrar o dia e continuar ininterruptamente.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beijos.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-8074993412176099034?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/8074993412176099034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=8074993412176099034&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8074993412176099034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/8074993412176099034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/04/brincos-de-estrela.html' title='Brincos de Estrela'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-4841760021650305758</id><published>2007-04-06T01:35:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T02:02:18.149-03:00</updated><title type='text'>Muito de Mario e muito de mim</title><content type='html'>&lt;div style="styleDocument: [object]" align="left"&gt;&lt;a style="styleDocument: [object]" href="http://bp3.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOakk6DMI/AAAAAAAAABU/UdlkTlobLGQ/s1600-h/sossego1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050169513056275650" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOakk6DMI/AAAAAAAAABU/UdlkTlobLGQ/s200/sossego1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;A Bomba&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; &lt;span style="styleDocument: [object];color:#cc33cc;" &gt;&lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;A bomba abriu um belo buraco no teto, por onde o céu &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc33cc;"&gt;&lt;strong&gt;azul sorriu para os sobreviventes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="left"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOa0k6DNI/AAAAAAAAABc/hifpyKnzK_Y/s1600-h/sossego2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050169517351242962" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOa0k6DNI/AAAAAAAAABc/hifpyKnzK_Y/s200/sossego2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;Camuflagem -&lt;/strong&gt; &lt;span style="styleDocument: [object];color:#009900;" &gt;&lt;strong&gt;A esperança é um urubu pintado de verde.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#cc33cc;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOa0k6DOI/AAAAAAAAABk/SmxDyIHlvHs/s1600-h/sossego3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050169517351242978" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOa0k6DOI/AAAAAAAAABk/SmxDyIHlvHs/s200/sossego3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;Do sonho&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;-&lt;/strong&gt; &lt;span style="styleDocument: [object];color:#ff0000;" &gt;&lt;strong&gt;Sonhar é acordar-se para dentro.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#ff6666;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXObEk6DPI/AAAAAAAAABs/LDAVjP1lY54/s1600-h/sossego4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050169521646210290" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXObEk6DPI/AAAAAAAAABs/LDAVjP1lY54/s200/sossego4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#33cc00;" &gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#000000;" &gt;&lt;strong&gt;Poeminha do Contra  &lt;/strong&gt;(Mario Quitana)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="left"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#33cc00;" &gt;&lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#000000;" &gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]" align="left"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#33cc00;" &gt;&lt;strong style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#000000;" &gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Todos esses que ai estão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;span style="styleDocument: [object];color:#000099;" &gt;&lt;strong&gt;Atravancando o meu caminho,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Eles passarão...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="styleDocument: [object]"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Eu passarinho!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-4841760021650305758?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/4841760021650305758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=4841760021650305758&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4841760021650305758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/4841760021650305758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/04/bomba-bomba-abriu-um-belo-buraco-no.html' title='Muito de Mario e muito de mim'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_WC7csaKdzQI/RhXOakk6DMI/AAAAAAAAABU/UdlkTlobLGQ/s72-c/sossego1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-7434887815208453651</id><published>2007-03-23T00:56:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T21:35:45.661-03:00</updated><title type='text'>T.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero chorar, a noite me contempla com as horas que faltam para amanhã. No cigarro, o último trago, vício adquirido. Não consigo dormir, na cabeça tudo o que falta. Você falta e falta porque tive, se não tivesse tido, talvez não fizesse tanta falta. Porque passa, porque pára, porque  por um instante  olha, e depois passa, como que naquele instante nada... E tudo que esconde, guarda, carrega, é possível que tenha mudado tanto? Se lembra? Não sei. Achei que soubesse um dia atrás, muito atrás dos outros. Beijei, abracei, cheirei, acordei, dormi, tive, tivemos. Ou não, ingenuidade minha. No momento tudo não passa de recordação apagada, borão que machuca. Dormir não posso. O silêncio agúdo, solidão que fica, não passa. Outro cigarro, toma nota: vou parar de fumar. Hoje, tua camisa listrada, fui depois dela para a barca, não sei se te continha, não sei de mais nada. A não ser do pensamento que volta nas horas mais ingratas como agora. E, por isso, escrevo. Sinceridade, o quê mais importa? Botar para fora, preciso do choro que não sai, fiquei fria, triste, não queria assim. Mas a ausência e nenhuma palavra, nenhuma, nem uma última, o quê te importa? Eu digo! Nada. Já foi, e para daqui em diante, o silêncio resolve. Isso é egoista e fácil, para mim não. Sempre detestei o buraco negro que suga as coisas. Não queria te ver, ter que ver, ter que fingir. Mas a rua é pequena e a gente se esbarra, e você passa, não some e continua ali, no momento em que pára e olha. Sinto, não consigo dizer tudo, o resto guardo. Por fim aviso, serei falsa, qualquer manifestação próxima, só mesmo um último traço e despedida. Continue no seu silêncio fácil e sem abalos, que um dia eu também passo. Apago o cigarro e fim, sem beijos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-7434887815208453651?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/7434887815208453651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=7434887815208453651&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7434887815208453651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/7434887815208453651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/03/t.html' title='T.'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-6018154153272140586</id><published>2007-03-14T01:32:00.000-03:00</published><updated>2007-03-14T02:31:52.373-03:00</updated><title type='text'>Nos tempos de Audrey</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/Rfd7wZY3wkI/AAAAAAAAAAY/Oy-WHk71LkQ/s1600-h/audrey2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/Rfd7wZY3wkI/AAAAAAAAAAY/Oy-WHk71LkQ/s200/audrey2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041634379243700802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O amor em preto e branco, o beijo romântico: o homem inclina um pouco a mulher em seus braços e a beija num rompante. A bonequinha e o luxo. Às vezes, faz falta o cavalheiro à moda antiga, daqueles que abrem a porta do carro e pagam a conta. Faz falta aquele amor, que conquista, que sofre, mas que é tão certo e único, que não existe mais nada no mundo e depois de todos percalços se concretiza triunfante num beijo, quando o moçinho corre atrás da mocinha na estação de trem. Hoje é corre e corre, o metrô, os passos, a vida, o amor. Sentimento demais virou uma coisa retro, e fora de moda. E o homem e a mulher, modernos? Não tem mais tempo para beijos que se perdem em longos deleites. Os relacionamentos contemporâneos são apimentados à base daquela rapidinha, daquela única noite, daquela falta de compromisso, porque convenhamos, o que vale é curtir a vida e pra quê trocarmos telefones, se sabemos que ninguém vai ligar no dia seguinte? Vida moderna... Bom, melhor comprar um cachorro para os momentos de carência. Enfim, paixões de uma semana, beijos vazios, dormir e acordar na mesma cama, para dali alguns dias um grande buraco negro na mente sugar a lembrança para sei lá onde. Bom mesmo era nos tempos da bonequinha, objeto sim, mas venerado e ostentado com luxo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-6018154153272140586?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/6018154153272140586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=6018154153272140586&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6018154153272140586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/6018154153272140586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/03/nos-tempos-de-audrey.html' title='Nos tempos de Audrey'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_WC7csaKdzQI/Rfd7wZY3wkI/AAAAAAAAAAY/Oy-WHk71LkQ/s72-c/audrey2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-3257304567794785911</id><published>2007-02-25T22:00:00.000-03:00</published><updated>2007-02-25T22:09:08.521-03:00</updated><title type='text'>Sossego</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/ReIxgm_AyHI/AAAAAAAAAAM/kRqNGTsP67o/s1600-h/Carnaval+2007+043_edited.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/ReIxgm_AyHI/AAAAAAAAAAM/kRqNGTsP67o/s320/Carnaval+2007+043_edited.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035641769644050546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi numa noite em que brindamos o copo de cerveja, sem mesmo saber nada direito sobre um e outro. E na mesma mesa, rindo e jogando conversa fora começamos a descobrir pequenas características em comum e no final da noite, que chegou num estalo rápido, o papo era tão bom, que fizemos um café e esperamos a manhã ainda acordados. O teu olhar que sorria e não trocava de olhos, era os meus que mirava e eu os teus. Aconteceu de repente, sem que pudéssemos prever e interromper. Como o destino que fala mais alto e cala todos os contras, que possam confundir a mente, com um beijo. E depois do primeiro beijo, que ainda acontece repleto de medos, o resto se segue numa intensidade insaciável de quem sabe que o tempo é curto. Pois pelas noites regadas a violão, pelas músicas, por combinarmos jantares, e, principalmente, por ser tão bom dormir com o braço em volta de você e acordar com você. Por tudo isso te digo que não sei mais como vai ser ter que fingir que nada aconteceu, deletar as coisas da cabeça, sempre detestei pessoas que fizessem isso. É complicado, eu sei, o mundo chega uma hora e desmancha o sonho, e os sonhos, como sonhos são sempre efêmeros. Mesmo os momentos ruins não apagam os bons, e eu achei que ia ser mais fácil não visualizar o abismo, mas é difícil não pensar em você e querer que volte logo, e querer jogar tudo para o alto e viver, simplesmente viver sem amarras. Saudade... Saudade que dói, saudade da praia domingo, do sossego contigo e depois do samba dormir vendo um filme. Eu penso menino, melhor não saber e amar cada instante que a gente viver. Consegui dar à música um último verso e com o verbo que me arrisco dizer ser sincero. Guardo a tua carta com um beijo e faço dessa a minha carta.&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-3257304567794785911?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/3257304567794785911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=3257304567794785911&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3257304567794785911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/3257304567794785911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/02/sossego.html' title='Sossego'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_WC7csaKdzQI/ReIxgm_AyHI/AAAAAAAAAAM/kRqNGTsP67o/s72-c/Carnaval+2007+043_edited.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-117150207302931521</id><published>2007-02-14T23:12:00.000-02:00</published><updated>2007-02-14T23:14:33.046-02:00</updated><title type='text'>Roda que Roda</title><content type='html'>Chegou e adentrou terreiro&lt;br /&gt;Festa de batuque, orixás&lt;br /&gt;As velas no meio da mesa&lt;br /&gt;Os santos a lhe observar&lt;br /&gt;Os pais e os filhos de branco&lt;br /&gt;São tantas contas no colar&lt;br /&gt;A preparação do banquete&lt;br /&gt;As cores, o grito e oxalá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que roda que roda morena,&lt;br /&gt;Tuas tranças que rodam pequenas&lt;br /&gt;Que roda que roda morena&lt;br /&gt;No meio da roda tua renda&lt;br /&gt;Que roda na saia, mulata&lt;br /&gt;Vestida de branco a rodar&lt;br /&gt;São tantos tambores na roda&lt;br /&gt;Não dá pra parar de rodar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa na voz uma reza&lt;br /&gt;Que vai propagando a cantar&lt;br /&gt;Mulheres acendem cigarros&lt;br /&gt;Pra mais um presente ofertar&lt;br /&gt;Repique que começa manso&lt;br /&gt;É casa de Oxum pode entrar&lt;br /&gt;Nos pés as sandálias arrastam&lt;br /&gt;Galinha na mão sem voar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas águas se vai o barquinho&lt;br /&gt;Feito pra Rainha encontrar&lt;br /&gt;Nas ondas navega o pedido&lt;br /&gt;Traz bastante peixe Iemanjá&lt;br /&gt;É mais um motivo pra festa&lt;br /&gt;Comida no coco é o que há&lt;br /&gt;Raízes da mãe africana&lt;br /&gt;Batuque pros Deuses, girar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-117150207302931521?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/117150207302931521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=117150207302931521&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/117150207302931521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/117150207302931521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/02/roda-que-roda.html' title='Roda que Roda'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-117053790731345440</id><published>2007-02-03T19:19:00.000-02:00</published><updated>2007-02-03T19:27:08.313-02:00</updated><title type='text'>Manhã</title><content type='html'>O amarelo vem trazer manhã&lt;br /&gt;E o sol que faz o azul, manhã&lt;br /&gt;Abre os teus braços coloridos&lt;br /&gt;E diz que a escuridão já foi&lt;br /&gt;E se a noite que vem assusta... Manhã&lt;br /&gt;Vem, estabelecer que o dia deve nascer&lt;br /&gt;Apesar de toda a escuridão, não&lt;br /&gt;Caminho que se faz a pé&lt;br /&gt;O bonde deixa lá na serra&lt;br /&gt;Diz o teu nome em meu ouvido&lt;br /&gt;Palavras colhidas tal flor&lt;br /&gt;E se então é o amor que assusta... Manhã&lt;br /&gt;Vem, estabelcer que o dia deve nascer&lt;br /&gt;Apesar de toda a escuridão, não&lt;br /&gt;Quando cantávamos de cor&lt;br /&gt;As músicas que já não posso ouvir mais&lt;br /&gt;Eu cantava bem baixinho&lt;br /&gt;Pra sua voz sobressair&lt;br /&gt;E se me calo e fecho os olhos... É pra ouvir&lt;br /&gt;Canta, que o desencanto segue a manhã&lt;br /&gt;E o que era bom desvaneceu, lua nova&lt;br /&gt;Vem, que o dia não vai além&lt;br /&gt;Nos sonhos o que aconteceu, parece tarde&lt;br /&gt;De manhã&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-117053790731345440?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/117053790731345440/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=117053790731345440&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/117053790731345440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/117053790731345440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/02/manh.html' title='Manhã'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-116969910118001917</id><published>2007-01-25T02:23:00.000-02:00</published><updated>2007-01-25T02:25:01.196-02:00</updated><title type='text'>O dia em que Helena perdeu o chinelo no telhado...</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;Foi num dia de chuva. Um raio que acertou a antena e a TV não pegava, só zumbia em branco e preto. Helena desembrulhou o chocolate do papel colorido, que ganhara do namorado, e teve a idéia: iria praticar saltos no telhado. Em brilhantes giros e rodopiantes &lt;span style="" lang="FR"&gt;grangetes&lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt; &lt;/span&gt;e &lt;span style="" lang="FR"&gt;pliés&lt;/span&gt;, ela se contorcia em balé sincronizado com a água. Mas bem ao desprender último dos pés sobre as telhas, quando esticava o corpo em linha reta, com os braços no alto, a bailarina em seu espetáculo improvisado, deixou que o chinelo se soltasse e continuasse sozinho o grande salto. Com giros de câmera lenta, foi-se por todo o telhado, em descombinado solo, indo, com um estalo, parar nas telhas da vizinha. O despertino estampido, quase que de enfarte mata a velhinha durante o sono da novela. E Helena, em misto de susto e embaraço, só muitos dias corridos, tomou-se de coragem e meteu o dedo na campainha para reclamar o fugitivo. Por fim, o par de calçados ficou marcado, um ainda vermelho e o outro... Ah, o outro se perderia entre as telhas. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-116969910118001917?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/116969910118001917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=116969910118001917&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/116969910118001917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/116969910118001917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2007/01/o-dia-em-que-helena-perdeu-o-chinelo.html' title='O dia em que Helena perdeu o chinelo no telhado...'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19788880.post-116727572669253906</id><published>2006-12-28T01:09:00.001-02:00</published><updated>2006-12-28T01:24:34.800-02:00</updated><title type='text'>Sequência 6</title><content type='html'>As duas seguem na noite fria de um outono qualquer, na rua vazia, sem carros nem transeuntes, sem cachorros vadios pelos cantos. O vento canta seu sopro solitário. Alice vai cabisbaixa, buscando as folhas secas pelo caminho para esmagá-las com os pés.&lt;br /&gt;ALICE: Morreu como?&lt;br /&gt;JÚLIA:  Enfarte...&lt;br /&gt;Alice pára senta-se no meio fio, Júlia senta-se ao seu lado.&lt;br /&gt;ALICE:  A última vez  que o vi, faz tantos anos...&lt;br /&gt;Alice chora.&lt;br /&gt;ALICE: Jurei que nunca mais ia olhar para ele... Mas agora que ele morreu... Me diga, Júlia, você conseguiu?&lt;br /&gt;JÚLIA: O quê?&lt;br /&gt;Alice vira-se para ela, seu rosto é inexpressivo, mas ela chora.&lt;br /&gt;ALICE: Conseguiu perdoar?&lt;br /&gt;Elas desviam o olhar e ficam em silêncio. Júlia acende um cigarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19788880-116727572669253906?l=cataventoecotovia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/feeds/116727572669253906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19788880&amp;postID=116727572669253906&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/116727572669253906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19788880/posts/default/116727572669253906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cataventoecotovia.blogspot.com/2006/12/sequncia-6_116727572669253906.html' title='Sequência 6'/><author><name>Marcela Bertoletti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05613311948730386096</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_WC7csaKdzQI/SkgFIn8WJjI/AAAAAAAAAKQ/UENWBwHj6BM/S220/Trabalho+Miguel+final+059.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
